A apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu a composição da nova Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que terá 24 deputados estaduais a partir de 2027. O Podemos confirmou a condição de maior bancada do Legislativo estadual, com seis cadeiras — e o deputado Max Russi como o candidato mais votado do estado, com 86.934 votos. O PL, que dominou o pleito mato-grossense com três deputados federais e uma vaga no Senado, elegeu quatro deputados estaduais.
O desenho da bancada ficou assim, conforme a apuração oficial:
- Podemos — 6 cadeiras: Max Russi (86.934 votos), Ulysses Moraes (56.207), Beto Dois a Um (56.148), Alessandra Ferreira (50.802), Fabinho Tardin (36.122) e Adelcino Lopo (21.146)
- PL — 4 cadeiras: Gilbeto Cattani (69.672), Samantha do Abílio (57.900), Faissal (41.039) e Alcino Barcelos (22.624)
- Republicanos — 4 cadeiras: Diego Guimarães (40.482), Valmir Moretto (37.653), Dr. Eugênio (36.700) e Nininho (33.438) — reforço direto do partido do governador reeleito Otaviano Pivetta
- MDB — 3 cadeiras: Dr. João (55.955), Leo Bortolin (51.040) e Thiago Silva (40.856)
- Federação PSDB Cidadania — 2 cadeiras: Carlos Avallone (31.035) e Chico Guarnieri (18.842)
- FE Brasil — 2 cadeiras: Lúdio Cabral (86.107) e Valdir Barranco (32.137)
- Federação União Progressista — 2 cadeiras: Dilmar Dal Bosco (56.294) e Sebastião Rezende (32.108)
- PSD — 1 cadeira: Wilson Santos (19.911), reeleito
Entre os destaques individuais, Lúdio Cabral (FE Brasil) foi o segundo mais votado do estado, com 86.107 votos — apenas 827 votos atrás de Max Russi — garantindo à esquerda sua principal liderança na ALMT. A bancada reúne também nomes de peso da política mato-grossense, como Wilson Santos (PSD), ex-governador e reeleito, e Dilmar Dal Bosco, líder histórico da Federação União Progressista.
O recorte regional reservou as principais notícias da noite para o Sudoeste mato-grossense — foco desta série de coberturas. A cidade de Pontes e Lacerda elegeu dois deputados estaduais, consolidando o papel da região como berço de representação parlamentar no interior do estado. O resultado acompanha a força que a região demonstrou no 1º turno, quando deu a Pivetta 58,10% dos votos válidos e registrou a maior votação proporcional de Wellington Fagundes (PL) na disputa ao governo.
Já Cáceres, o maior colégio eleitoral do Sudoeste, não elege nenhum deputado estadual desde 2014, quando elegeu o médico Dr. Leonardo Albuquerque. Mais uma vez, o município viu sua votação se dispersar entre candidaturas de outras regiões — um contraste que reforça a centralidade eleitoral de Pontes e Lacerda no eixo oeste do estado e alimenta o debate local sobre a capacidade de Cáceres em formar chapadas próprias.
A nova ALMT combina uma maioria de centro-direita — somando Podemos, PL, Republicanos, MDB e PSD, o bloco reúne 18 das 24 cadeiras — com núcleos de oposição à esquerda representados por Lúdio Cabral e Valdir Barranco (FE Brasil) e Chico Guarnieri (PSDB Cidadania). Para o governo Pivetta, a eleição de quatro deputados do Republicanos e a força do Podemos, partido historicamente próximo ao Palácio Paiaguás, garantem base confortável para a governabilidade — enquanto o PL chega à Assembleia com sua maior bancada da história recente, espelhando o domínio registrado nas disputas proporcionais e majoritárias do estado.
Fontes oficiais: TSE — Resultados oficiais | TRE-MT — Proclamação do resultado




























