A apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu a nova bancada federal de Mato Grosso na Câmara dos Deputados, com oito cadeiras em disputa. O grande vencedor nas eleições foi o PL, que elegeu três deputados federais e coroou um domingo de domínio do partido no estado, que já havia dado a vitória presidencial a Flávio Bolsonaro (65,15%), uma vaga no Senado com Zé Medeiros e o segundo lugar ao governo com Wellington Fagundes.
Coronel Fernanda (PL) foi a deputada federal mais votada de Mato Grosso, com 205.064 votos. Ela será acompanhada na bancada do partido pelos coronéis Coronel Assis (PL), com 128.697 votos, e Thiago Boava Hey Roy (PL), com 72.375 votos — um trio que reforça o perfil de segurança pública da bancada bolsonarista no estado.
Além do PL, a disputa distribuiu as demais cadeiras entre cinco legendas:
- Professora Rosa Neide (PT) — 140.351 votos, a segunda mais votada do estado e a principal força da esquerda na bancada mato-grossense
- Fábio Garcia (União Brasil) — 139.777 votos, a poucos votos de Rosa Neide na disputa pela segunda colocação
- Virginia Mendes (União Brasil) — 102.120 votos, garantindo duas cadeiras para o partido do senador eleito Mauro Mendes
- Juarez Costa (Republicanos) — 83.728 votos, somando à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) no mesmo domingo
- Coronel Roveri (Podemos) — 47.195 votos, fechando a oitava e última vaga
O mapa da bancada federal espelha a geografia eleitoral desenhada no 1º turno. O Norte do estado — onde Pivetta fez 66% em Sinop e 67,65% em Alta Floresta — e o Sudeste (Rondonópolis, 50,96% para o governador reeleito) concentram os grandes colégios eleitorais do interior, base das votações expressivas do PL e do Republicanos. O Centro-Sul, com Cuiabá e Várzea Grande, segue como o maior bloco de votos do estado, onde a disputa foi mais equilibrada — espaço natural para a força de Rosa Neide (PT) e da dupla do União Brasil.
A região Sudoeste — foco desta série de coberturas — confirmou seu papel de território decisivo para o PL. Foi ali que o partido registrou seu melhor desempenho proporcional na disputa estadual (32,96% em Pontes e Lacerda, 28,99% em Tangará da Serra e 28,11% em Cáceres), e essa base eleitoral ajuda a explicar a eleição dos três deputados da legenda. Com Coronel Fernanda, Coronel Assis e Thiago Boava Hey Roy em Brasília, o Estado passa a contar com representação direta no bloco que sustentará a pauta bolsonarista na Câmara — em contraponto à bancada do União Brasil, alinhada ao grupo governista de Mauro Mendes e Pivetta.
A Câmara Federal mato-grossense que assume em 2027 terá cinco dos oito deputados ligados ao campo bolsonarista (três do PL, um do Republicanos e um do Podemos), dois do União Brasil (governismo estadual) e uma do PT (Rosa Neide). O desenho confirma Mato Grosso como um dos estados mais alinhados à oposição nacional — coerente com a vitória de Flávio Bolsonaro no 1º turno presidencial e com a eleição de Zé Medeiros (PL) ao Senado.
Fontes oficiais: TSE — Resultados oficiais | TRE-MT — Proclamação do resultado




























