As professoras, Drª Maria de Lourdes Fanaia e Drª Ângela Maria dos Santos publicaram na revista Documento/Monumento (UFMT) o artigo sobre; Mãe Bonifácia; Uma memória ancestral entre passado e presente. Para as autoras o objetivo da pesquisa sobre Mãe Bonifácia, foi ressaltar uma personagem afro-brasileira, que viveu no período da escravidão em Cuiabá.
Drª Maria de Lourdes Fanaia e Drª Ângela Maria dos Santos
Para as autoras ainda são escassos os estudos sobre a personagem e apontam dois autores relevantes Francisco A. Ferreira Mendes e Aníbal Alencastro. Outro motivo pela pesquisa é que Mãe Bonifácia faz parte da memória popular no espaço citadino desde o século XIX, até então invisível e rotulada pelos estigmas racistas no meio social. Trazer à tona, através desta escrita cientifica, a história da população negra, implica, inicialmente, despir-se do colonialismo, o que é seguido de um trabalho minucioso de associar informações.
A sociedade patriarcal investiu no apagamento da presença da mulher negra na história, imprimindo uma falsa ideia de pouca participação desses sujeitos nas lutas por emancipação da população negra e na contribuição na formação cultural e econômica do Brasil. Foi o que se sucedeu com Mãe Bonifácia: Uma personagem da história que está na memória social e entre um cruzamento e outro de informação, passou a configurar uma personalidade da nossa história, mas conforme os documentos consultados pelas autoras ela não é lenda sobrenatural.
A localidade em que ela viveu o parque – tinha um papel militar, mas também tinha proximidade com o espaço dos desvalidos da época. Por esta razão, é um território que atualmente carrega o nome de “Quilombo”. Pode-se dizer que Mãe Bonifácia adentra o rol de personalidades negras com atos que propiciaram a liberdade de grupos negros, contribuindo também para a formação da comunidade negra que hoje existe em Cuiabá.
As autoras utilizam vários documentos históricos (do APMT) também consideram que a abordagem contribui para uma educação antirracista e decolonial devido os vários os paradoxos existentes no processo de ensino aprendizagem, entre eles a lacuna da história local; por vezes, os temas se apresentam como assunto externo, desconectado da realidade brasileira.































4 respostas
Parabéns as autoras, riqueza de nossa sociedade esquecidas, que precisam vir a tona.
Oi , é uma contribuição social para educação antirracista.
Oi Vânia, muito obrigada.
Parabéns as autoras, texto super interessante. 👏👏👏👏