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Antonio Costa, EXCLUSIVO ao Zakinews
A história marca cenários que expressam um determinado período de tempo na vida de um povo. Assim que a antiga Vila Maria do Paraguai, que mais tarde passou a se chamar São Luiz de Cáceres e, hoje, Cáceres, em seus 242 anos de existência, foi em sua trajetória de vida, conduzida por mãos responsáveis que promoveram as modificações que lhe deram uma identidade definitiva.
Zakinews foi buscar as informações necessárias que apontassem o trabalho de um artesão das artes nas edificações erguidas que se tornaram o verdadeiro charme da historicidade da antiga Vila Maria, que de um estilo colonial, recebeu pinceladas de traços que hoje a caracterizam em diferentes estilos arquitetônicos.
Esse construtor-artesão agora entra para a história de Cáceres, de Mato Grosso e do Brasil. Seu nome:
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JOSÉ DE SOUZA BEXIGA
Nasceu em Portugal
Cidade de Olhão, Freguesia de Guelfes
Região de Algarves
Filho de Antonio de Souza Bexiga e Gertrudes de Jesus Bexiga
Data de Nascimento: 24 de dezembro 1886
Esposa: Maria Lourença França Bexiga
Data de Casamento: 10 de junho de 1926
Filhos: 10 filhos
Chegou ao Brasil no ano de 1908, quando tinha tão somente 22 anos de idade na companhia do irmão mais velho, Antonio.
Radicou-se em Corumbá, hoje no Mato Grosso do Sul, veio a convite da família de seu conterrâneo, Arthur Marinho, para trabalhar na conceituada Casa Marinho de Material de Construção, e na construção civil já que ele exercia a profissão de pedreiro na sua cidade natal Olhão.
Mestre Bexiga, como passou a ser conhecido posteriormente na profissão de construtor de obras, casou-se em 10 de junho de 1926 com a cacerense Maria Lourença França Bexiga. O casal teve 10 filhos: Maria José (Fia), Adahir (Banqui), Antônio (Totó), Luiz (Luizinho), Laércio, Antonio José (falecidos). Vivos: Terezinha de Souza Caland, mora no Rio de Janeiro; Nilce de Souza Bexiga Carrelo, Francisco de Souza Bexiga. Ambos moram em Campo Grande-MS. Além do caçula Ney de Souza Bexiga (reside em Salvador-BA).
Bexiga muda-se para Cáceres
Após um período residindo na cidade de Corumbá, José Bexiga, toma a decisão de se mudar para Cáceres e trabalhar independente na sua área de atuação profissional, a construção civil.
Visava dar a sua contribuição para o progresso e desenvolvimento da “querida cidade de Cáceres, deixando um grande e magnifico legado nas edificações de várias residências e obras públicas da cidade”, conforme o filho Ney, que o site contactou em Salvador-BA, ele que foi o responsável em fornecer as preciosas informações que a partir de agora passam a fazer parte da história de Cáceres através do registro estampado nesta oportunidade pelo Zakinews.
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Casa Rosa, obra prima do mestre. Em estilo "art nouveau" se destaca como a única de Mato Grosso – Foto: Wilson Kishi
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Casa Rosa: única em estilo art- nouveau no estado de Mato Grosso
“A cada tempo, os homens imprimem na estética da cidade, o seu desenvolvimento cultural em cada tempo, os moradores da cidade expressam, através de seus bens, o seu desenvolvimento artístico, estético e tecnológico”. É o que observa a antropóloga, Bernadete Durães Araújo, na obra Vila Maria do Paraguai, 2006.
Cáceres abriga em seu Centro Histórico exemplares únicos de estilo arquitetônico em Mato Grosso, como a Casa Rosa, com suas janelas em estilo art-noveau, ornamentadas com desenhos florais.
Poucos, no entanto, sabem que a magnífica Casa Rosa, que estampa o ano de 1923, trata-se de uma obra prima do construtor mestre José de Souza Bexiga, então com 36 anos de idade.
O mestre foi contratado pelo influente pecuarista, comerciante e político, Alfredo Dulce, para concretizar a construção da casa que seu pai, José Dulce, idealizou para presentear o seu filho Alfredo. José partiu antes de ver a magnífica obra prima que havia idealizado.
Bexiga, vindo de Portugal, trouxera consigo traços e técnicas do movimento eclético que a muito dominara a Europa. O ecletismo, segundo historiadores, foi um dos mais importantes estilos arquitetônicos predominantes do século XX. No Brasil, especificamente, e posteriormente em Cáceres, ele é trazido por influência de profissionais habilitados vindo do exterior, a exemplo do próprio homenageado nesta oportunidade.
Bexiga também pôde dar início à implantação do marcante estilo arquitetônico em Corumbá-MS, com os seus históricos casarões e sobrados em estilo europeu. O mestre esteve ao lado de construtores italianos e portugueses que edificaram tais construções que a exemplo de Cáceres, entraram para a história como patrimônio assegurado por lei e que, portanto, merece ser preservado.
Nei Bexiga, o caçula da família. Ele colaborou com preciosas informações sobre a trajetória do pai – Acervo de família
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Outras marcas deixadas pelo Mestre Bexiga
A Vila Maria do Paraguai foi crescendo e, de tempos em tempos, adquirindo traços em outros estilos arquitetônicos, como o neoclássico, o art nouveau e o art déco.
Aqui se destacam outras obras realizadas pelo competente profissional, o Mestre Bexiga, e tombadas pelo IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, que fazem parte do conjunto urbanístico e paisagístico da cidade de Cáceres, destacam-se:
Prédio do Governo Municipal, inaugurado em 1929, é mais uma das grandes edificações, que através da história, trazem traços arquitetônicos de uma estética européia – Foto de cima: arquivo público e, de baixo: Wilson Kishi
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A antiga sede da Prefeitura Municipal, erguida no ano de 1929, na gestão do saudoso médico humanitário, o Dr. Leopoldo Ambrósio Filho, o conhecido Dr. Nito, e que chegou a abrigar também a Câmara dos Vereadores.
A sede do Governo Municipal, lamentavelmente, foi alvo de um incêndio na madrugada do dia 07 de outubro de 2015. O fogo destruiu praticamente todo o telhado do histórico prédio.
No ano passado teve início a sua restauração. Assim que concluída a obra, o local abrigará a Biblioteca Pública Professora Leonídia Avelina de Morais.
Banco Sicredi é mais um dos casarões que o mestre José Bexiga deixou registrado também a sua arte de artesão – Foto: Wilson Kishi
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A casa do Senhor Humberto Dulce, hoje Sicredi, na Praça Barão do Rio Branco; a bela edificação da casa do Dr. Luiz Ambrósio, nas esquinas das ruas General Osório com a Coronel José Dulce, e o seu imenso quintal; a casa do pecuarista José Palmiro da Silva, na Rua Seis de Outubro, e tantas outras construções.
Todas elas com sua preocupação estética e diferencial. Detalhes ornamentais personalizados – iniciais das famílias proprietárias das centenárias edificações – também em algumas o ano que foram construídas.
"As edificações históricas fortalecem laços entre as gerações, tanto quanto geram o sentimento de identidade cultural e cidadania. Por mais antiga e distinta que seja a edificação, quando inserida em um contexto social, revitalizam as imagens que se constituem e aguçam memória dos mais velhos, desse modo, a lembrança é transmitida de geração em geração mantendo viva a história local”. (Bonduki, 2010)
Uma das residências que tem os mosaicos/ladrilhos fabricados pela Fábrica São José, de propriedade de José Bexiga – Foto: Web
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Fábrica de ladrilhos São José
O construtor José Bexiga, foi também um grande empreendedor na cidade, fundando a Fábrica de Ladrilhos São José (nos fundos de sua residência, onde hoje está o Cine Xin), e que produzia uma verdadeira obra de arte com a fabricação de ladrilhos/mosaicos e que de acordo com a preferência e gosto dos clientes, poderiam escolher até cinco cores em cada uma das peças, estas complementavam ainda mais a edificação com cores vivas e traços sincronizados.
A família do Seu Filinho Carrelo, compreendendo a própria esposa Nilce, filha do homenageado, as netas Viviane, Cássia, e o próprio Filinho, recordam das moradias que receberam ladrilhos e mosaicos da fábrica São José, as dos fazendeiros José Palmiro da Silva, e Vitório da Silva Lara, construídas pelas mãos do famoso artesão.
Recorda o filho Nei (78), o caçula da família, economista, administrador, aposentado dos Correios, após 47 anos de trabalho, que o pai mantinha um vínculo bem próximo com a influente família Arthur Marinho, de Corumbá-MS. Esta foi a responsável pela vinda do português construtor ainda bem jovem para o Brasil.
Sendo assim, quando José Bexiga deu início à fábrica de mosaico, coube aos Marinho fornecer a matéria prima necessária para a fabricação. Materiais esses que vinham pelo rio Paraguai nas lanchas de carga. Uma parte dos mosaicos e ladrilhos já confeccionados eram embarcados e iam decorar as casas na Cidade Branca. Esse intercâmbio perdurou por longos anos quando as duas cidades irmãs regadas pelo rio Paraguai, experimentavam grande expansão demográfica com a forte economia vigente.
A filha Nilce recorda de uma passagem interessante, quando da construção da sede do Governo Municipal – nos cruzamentos das ruas Coronel José Dulce, General Osório e Antonio Maria – prédio este que passa por reconstrução após incêndio, o mestre Bexiga havia concluído mais uma bela obra. Passado determinado tempo o alto da edificação, foi atingido por uma descarga elétrica (raio), que destruiu um pedaço da ornamentação.
O mestre se sentiu chateado com o acontecimento e foi falar com o seu compadre sobre o inusitado. Brincalhão, o dr. Nito tirou na esportiva: “ora, ora, ora, o raio do Bexiga”. Assim virou brincadeira e todos que passavam pelo local diziam: “olha o raio do Bexiga!”
Aos 90 anos, o ex-funcionário recorda da fábrica
Alfredo Pedro de Alcântara, cacerense dos anos 30, hoje com 90 anos, viúvo, pai de 12 filhos, vive no momento em Cuiabá com a filha Regina. Ele lembra da época que era o responsável pela fabricação de mosaicos do mestre Bexiga.
“Eu era o responsável pela fábrica. Tinha um outro companheiro que trabalhava comigo. Durante 10 anos fabriquei os mosaicos que estão assentados em várias casas do centro de Cáceres”, recorda ele que considera o primeiro “mosaiqueiro” da história de Cáceres.
Alfredo revela que a fábrica conseguia produzir até 300 peças diariamente, isto é, quando o mosaico era liso (de uma só cor). Os mosaicos eram fabricados em até cinco cores.
Alfredo Pedro de Alcântara, um dos funcionários da fábrica de ladrilhos São José, e na foto do passado, registro de quando trabalhou de garçon num dos carnavais do Esporte Clube Humaitá – Fotos: acervo de família
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Alfredo trabalhava durante o dia na fábrica e no período noturno ainda tinha disposição para trabalhar de garçom numa lanchonete ao lado da casa do patrão na Praça Barão do Rio Branco. Foi nessa lanchonete que ele conheceu aquela que viria ser sua companheira: Maria Corrêa de Alcântara. O casal viveu junto por marcantes 60 anos.
Construiu a Cadeia Pública e o Matadouro Municipal
Além das belas edificações que chamam atenção pelos recortes e entalhes que as caracterizam, para tornar o Centro Histórico de Cáceres muito admirado pelos turistas e visitantes, Mestre Bexiga ainda foi o responsável pela construção de duas importantes obras: a Cadeia Pública e o Matadouro Municipal.
Recorda a filha Nilce e o esposo Filinho Carrelo, que a base estrutural em ambas as construções chamou atenção de muita gente na época, em razão da forma reforçada como foram construídas. Tornaram uma curiosidade para a população cacerense que não estava acostumada com aquele tipo de serviço executado pelo mestre.
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A mulher Maria Lourença elaborava os orçamentos
Além de construtor com bagagem reconhecida trazida da Europa, José de Souza Bexiga ainda tinha muito talento na elaboração das formas, traços e desenhos que decoravam as construções por ele erguidas, quer residências das abastadas famílias da época, ou prédios dos órgãos municipais.
As ornamentações das platibandas em estilo eclético, para ganharem formas, eram primeiramente fundidas as peças nas formas de ferro por ele confeccionadas. Cada forma com uma figura, desenhos florais, iniciais das famílias, datas das construções ou reformas.
Algumas peças eram fabricadas nas formas distribuídas ao solo, algumas vezes, dependendo do tamanho, as formas recebiam a massa no local, ao alto das edificações em obra.
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Uma cópia de Orçamento escrito pela esposa Maria Lourença
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Nesse minucioso trabalho que exigia muito talento e paciência do artesão, o mestre algumas vezes contava com ajuda da mulher Lourença. Cabia a ela desenformar as peças após o tempo necessário de cura.
Com todo esse talento adquirido na escola da vida, o famoso construtor era analfabeto, não sabia ler nem escrever.
Novamente a cacerense e companheira por mais de 50 anos entrava em ação. Ela era responsável pela preparação de todo o orçamento das obras que seriam executadas. Portadora de uma caligrafia de dar inveja, ela detalhava tudo que seria executado em determinada obra e o documento era apresentado ao contratante para aprovação, foi assim durante a vida toda, ela sendo a responsável pela elaboração do orçamento das vultosas obras que hoje compõe o cenário de identificação de Cáceres como cidade histórica de construções antigas e belas. Infelizmente, nem todas podem assim ser classificadas. Algumas remetem ao descaso e abandono.
José de Souza Bexiga faleceu em 22 de outubro de 1975, no Rio de Janeiro, aos 89 anos. Seu corpo foi sepultado no Cemitério Jardim da Saudade, Bairro Jacarepaguá.
Na foto acima, José de Souza Bexiga, recém chegado ao Brasil e sua esposa Maria Lourença, quem escrevia os orçamentos das obras
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O casal Bexiga rodeado com a maioria dos filhos
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Nilce Carrelo e Therezinha
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Francisco Bexiga, um dos filhos de José de Souza Bexiga, com familiares
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Francisco, Therezinha e Nilce, filhos de José Bexiga e Maria Lourença
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Therezinha e Nilce Carrelo
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Nilce, uma das filhas do homenageado, com seu esposo Filinho Carrelo e os filhos: Cássia, Luciano e Viviane
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| AS FOTOS ACIMA, REFERENTES ÀS FAMÍLIAS BEXIGA, SÃO DE ACERVOS DE FAMÍLIA |






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6 respostas
De parabéns os professores q se utilizam dos registros do Zakinews pra trabalhar a historia da cidade. E, melhor ainda, incentivam os menin@s a participarem do periódico, com opiniões e sugestões. Fico esperançosa!!!.
Estranhamente também tenho esse sobrenome “Bexiga” e meu avô ,Joaquim Dias Bexiga, veio de Algarves em Portugal 😐
João Lucas Barbosa Magalhães
Disse
Olá queridos editores do zakinews .
Eu sou João Lucas tenho 9 anos ,hoje dia 06 de Novembro de 2024.
Estamos estudando sobre o noticiário de José Bexiga de Portugal, o que achei interessante é que ele teve 10 filhos e também tinha uma fábrica de mosaico.
Thau:
João
Olá Zakinews!
Meu nome é Abner Calebe, eu tenho 9 anos e sou do 4ºB, da Escola Dom máximo Biennés, gostaria de dizer que gostei muito da notícia publicada no dia 26/04/2021, eu gostei muito da parte que fala de uma cópia de orçamento escrito pela esposa Maria Lourença. Acho importante saber sobre as obras histórica que temos em nossa cidade, continuem publicando mais sobre a história da nossa Cáceres!
Parabéns! tchau.
Abner Calebe Campos de Souza, Cáceres-MT, 06 Novembro de 2024.
Cáceres, 4 de novembro de 2024
Prezados, editores meu nome é Maria Eduarda, tenho 10 anos eu estudo na escola Dom Máximo Biénnes. Fiz essa carta do leitor com a ajuda do meu professor Adson Luan.
Eu achei interessante a parte da notícia que fala que a história marca cenário que expressam um determinado período que tem na vida de um povo . Assim, Bexiga teve importante papel na formação da antiga Vila Maria do Paraguai, que mais tarde passou a se chamar São Luiz de Cáceres e, hoje, Cáceres e, em seus 242 anos de existência.
Até mais!
Maria.
olá queridos editores do zakinews.
Eu sou Marcos Willian e eu sou de Cáceres.
Hoje é dia 4 de novembro de 2024. Hoje, na escola, lemos sobre a notícia de José Bexiga, de Portugal, que veio para Cáceres ajudar na construção. Notei que ele tem mais do que 5 filhos… eu achei isso interessante, além disso, observei o ano que ele nasceu,1886, que ele se casou 1926. Muito tempo atrás.
Tchau!
Marcos.