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A história de Newton Schardosin na colonização, na comunicação e no esporte e cultura em MT

Foto: Álbum de família

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Mato Grosso perdeu, no último dia 08 de maio, um de seus mais entusiasmados filhos adotivos: Newton Schardosin, o gaúcho da cidade de Montenegro e mato-grossense por destino e paixão, partiu aos 87 anos, deixando para trás um rastro de progresso, comunicação e cultura que moldou o interior do estado como o conhecemos hoje.

A história de “Seu Schardosin” com Mato Grosso começou no final da década de 1960. Como diretor do INCRA, ele não apenas cruzou as fronteiras geográficas, mas abriu as portas para milhares de famílias. Sua missão era grande: incentivar a migração de agricultores e pecuaristas do Sul para a expectativa de uma área produtiva no Centro-Oeste.

Em Terra Nova do Norte, através da Coopercana, ele foi a mão que ajudou a plantar as sementes das primeiras comunidades da região Nordeste. Newton não apenas administrava terras; ele cultivava sonhos de progresso.

Se nos anos 70 ele uniu pessoas à terra, nos anos 80 ele as uniu através da voz. Como Diretor de Comunicação da antiga Telemat, Schardosin foi o estrategista por trás da expansão da telefonia para o interior, com um olhar especial para as cidades da região Oeste, incluindo Cáceres.

Sua transição para o jornalismo foi um passo natural para quem tinha a comunicação no DNA. Newton tornou-se um rosto familiar e uma voz respeitada, apresentando o Globo Esporte na TV Centro América e o programa Roda de Chimarrão na Rádio Difusora. Ele era o elo entre o esporte profissional e a paixão popular.

Ninguém levou a sério o termo “Patrão” como ele. Newton foi um dos pilares da cultura gaúcha em solo mato-grossense, fundando centros de tradição (CTGs) de Bento Gonçalves e Velha Querência e grupos de dança, como Sepé Tiaraju, que mantiveram viva a chama do Sul no coração do Brasil.

No esporte, sua marca é indelével. Do futebol de salão com o tradicional Santo Antônio à supervisão do Clube Dom Bosco em sua era de ouro na elite do Brasileirão em 1977, Newton entendia que o esporte era a alma do povo. E, como um bom gaúcho, sua paixão pelos cavalos o levou a presidir o Jóquei Clube, transformando o turfe em um espetáculo de massa através das telas da TV.

Nos últimos anos, Newton Schardosin residiu em Cáceres, mas faleceu em Cuiabá, após ficar internado por 4 dias no Hospital HMC. Deixa 4 filhos, 10 netos e 4 bisnetos, além de um estado inteiro que, mesmo sem saber, respira o progresso que ele ajudou a planejar.

3 respostas

  1. Schardosin, baita profissional que marcou época empunhando o microfone da TV Centro América ao lado de Macedo Filho. Oriundo do rádio gaúcho ele trouxe para MT toda a experiência e estilo nos abalizados comentários esportivos. Também desenvolveu importantes trabalhos direcionados à colonização deste imenso Estado, assim como também comandou na expansão da comunicação via Telemát para os mais longínquos rincões mato-grossenses.
    Schardosin ainda incentivou a criação dos grupos folclóricos e de tradição gaúcha, a exemplo do Bento Gonçalves em Cuiabá-MT. Presidiu o Sepeti Arajú que marcou época com belíssimas apresentações…Foi assim que tive a oportunidade de aplaudir um desses shows no antigo e extinto CMTG Vaqueanos no Pantanal, de Cáceres-MT.
    Schardosin combateu o bom combate, guardou a fé, e agora descansa nos braços do PAI.

  2. Meu nome é Haroldo Rocha, jornalista aposentado, que trabalhou por 17 anos na TV Centro América. Ao seu lado no programa de esporte cobrimos grandes eventos inicialmente sob o comando do competente Macedo Filho.
    Acompanhei sua trajetória e dedicação a cultura gaúcha.
    Entre todas suas virtudes e qualidades, destaco entre tantas a sua bela caligrafia. Mesmo com o advindo do computador ele fazia questão de fazer seus textos para usar durante a apresentação do programa, à mão. Sendo ele ou ele a apresentar o Programa, usavá-mos o seu texto de próprio punho.
    Infelizmente nos separamos depois de deixar-mos a TVCA. A última vez que nos encontramos, ele morava na rua Major Gomes esquina com a Comandante Costa.
    Deixou e vai continuar a deixar saudades.
    Agradeço muito a ele pela sua amizade e ajuda no meu trabalho como repórter no jornalismo da Centro América.
    Aos familiares e amigos, meus sentimentos e pesar pela sua prematura partida.
    Saudades amigos

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