04/07/2022 - 06:00

Por: Antonio Costa / Zakinews

A trajetória vitoriosa dos irmãos Marcos Araújo e Adriano no futsal mato-grossense


Antonio Costa, EXCLUSIVO ao Zakinews

 
Marcos Araújo (Baco) e Adriano Araújo
Foto: Wilson Kishi


Zakinews abre suas páginas para contar a trajetória de dois cacerenses que se destacaram nos anos 70 para se tornarem famosos na prática do futebol de salão, defendendo várias equipes sempre com sucesso em Cáceres, Mato Grosso e por este Brasil. São eles os irmãos Marcos Araújo, o Baco, (08/04/1965) e Adriano Luiz de Araújo Costa (06/02/1967), filhos de Waldemar de Araújo, do antigo e saudoso Restaurante Mini Praia, e da Dona Olga de Pinho Araújo.

Família constituída de 11 filhos, 6 homens e 5 mulheres. Toda a filharada nascida das mãos da parteira Dona Margarida sob atenção também do médico amigo da família, José Monteiro da Silva.

Os dois irmãos quando crianças, no antigo Mini-Praia

 

Baco e Adriano, começaram a demonstrar gosto pelo futebol por volta de 1974. Os dois irmãos corriam atrás de uma bola por onde houvesse um terreno baldio, um cimentado cascudo, eram os espaços públicos a exemplo da Praça Barão do Rio Branco, quadra do Colégio dos Freis, etc, onde os dois disputavam acirradas peladas com a gurizada da época.

Na Praça Barão, por exemplo, eles brincavam de bola até às cinco da tarde. Após isso, chegava a turma do voleibol sob o comando de João Deluqui. Não dado por satisfeitos, a turminha da pelada jogava no cimentado atrás do coreto. Batiam bola na areia da Praia do Daveron, e, até mesmo no quintal da casa da família do diretor do Zakinews, Wilson Kishi. Ele compunha a turminha das peladas com os irmãos Baco e Adriano, Guri Fanaia, Nasser, Ralflides Macedo, e outros.

Turminha da pesada: Em pé: Guinha Fanaia, Luciano Carrelo e Adriano Araújo. Agachados: Wilson Kishi e Guri Fanaia

Ainda com relação ao espaço público da praça, eles tiveram que colocar um vigia ou guarda para impedir que a bola fosse esparramar a roda de conversa daqueles que se reuniam diariamente aos finais de tarde na porta do conhecido empresário Zé da Lapa.

Além das peladas, os banhos na Baía do Malheiros, a descida de boia até a Ponte Marechal Rondon, os dois aprenderam nadar bem cedo, aos 7 anos já faziam peripécias no rio Paraguai, assim eram muitas as diversões prediletas de Adriano e Baco nos anos de 1974, 75, até 1977, no ano de 1978 eles acompanharam os familiares e resolvem mudar-se para Cuiabá.

Antes os dois irmãos estudaram na Escola União e Força (Maçonaria), Grupo escolar Esperidião Marques, União Operária Cacerense, Instituto Santa Maria (5ª. e 6ª. séries).

Marcos e o irmão Paulinho, nos primeiros anos em Cuiabá 
Acervo de família
 

Sobre a prática esportiva, os três irmãos mais velhos, Mazinho, Valfredo e Tércio também praticaram só que o futebol de campo.

Valfredo ao servir o exército, integrou a Seleção do 2º. Batalhão de Fronteira. Disputou as Olimpíadas da Brigada, os jogos do Centro Oeste.

Órfãos do pai

A família perdeu muito cedo o pai. Este faleceu de fulminante infarto quando tinha somente 45 anos. Então a mãe Dona Olga teve que se desdobrar para dar conta de cuidar da criançada. Ela contava com o apoio dos mais velhos, assim pôde criar todos os filhos com muito amor, sacrifício e dedicação.

Além de tocar o Mini-Praia, ela trabalhou na cozinha também dos restaurantes Hispano Hotel, Jucão, Jura,  Rio Hotel, Varanda, Posto Samurai.

O goleiro Ulisses companheiro de várias jornadas
Acervo de família

A mudança para Cuiabá

Em março de 1978 os Araújo resolvem mudar-se para Cuiabá. As irmãs Tânia e Valquíria que já estavam na capital convidam a mãe e os demais irmãos para tentarem a sorte na cidade grande. Eles topam encarar o desafio. Em Cáceres ficam Vânia que trabalhava no banco e o Valfredo que estava servindo o exército.

Dona Olga na companhia de outros 7 filhos moram em uma casa alugada no Bairro Araés.

Foi nesse mesmo bairro que a sorte estava ao lado dos dois praticantes de futsal: Baco e Adriano. Em abril desse ano a prefeitura de Cuiabá inaugura um Centro Poliesportivo com 4 quadras e um campinho de futebol. Pronto! Era tudo que os dois irmãos esperavam para deslanchar de vez no futebol de salão.

Baco então com 12 anos, Adriano com 10, foram logo atraídos pelo grande espaço e imediatamente se enturmaram com os novos amigos, as peladas e torneios se sucederam.

Até que Baco foi convocado para o Grêmio da Cemat (Gremat) Para integrar a categoria juvenil que participaria do certame municipal, de cara já deu um salto e pulou outras categorias iniciantes, a exemplo flaldinha, mirim, infantil.

Ao passo que Adriano se separou pela primeira vez do irmão, foi para o infantil do Araés disputar pela primeira vez o campeonato municipal da categoria, e, pasmem, como goleiro. Isso mesmo, Adriano começou no futsal defendendo o gol.

Tudo era novidade e motivação para os dois que cedo deixaram a terra natal e foram tentar a sorte na capital do Estado. O talento e a desenvoltura neste primeiro campeonato, chamou atenção dos dirigentes cuiabanos, principalmente na final quando frente a frente lá estavam a famosa Associação Atlética Uirapuru comandada pela grande referência do desporto mato-grossense, João Batista Jaudy, e a equipe do Gremat que também teve seu período de glória no cenário estadual.

Vitória do Uirapuru 5 x 4. Um detalhe chamou atenção: os 4 gols do Gremat foram anotados por aquele mirradinho atleta nascido em Cáceres.

No outro dia o supervisor do Uirapuru a mando do diretor Batista Jaudy estava na residência de Marcos Araújo (Baco) chamando-o para assinar com o time da universidade.

Considerado o melhor atleta do estadual. Aqui com o cronista Macedo Filho
Acervo de família

AA Uirapuru celeiro de craques

Com 16 anos Marcos Araújo, o Baco nascido em Cáceres, estava no banco de reservas de uma das equipes mais tradicionais da história do futebol de salão de Mato Grosso, a Associação Atlética Uirapuru.

Segundo ele, foi um privilégio ficar no banco com essa idade, num time considerado um celeiro de craques, cita Ildebrando, Wilson Bregunci, Daltrinho, Gerson Pires entre aqueles que faziam parte do quinteto da UFMT.

Time que participava em competições nacionais e cumpriam amistosos com os principais clubes brasileiros, caso do Corinthians paulista.

Marcos foi o primeiro atleta do futebol de salão estadual a ter salário. O dirigente João Batista Jaudy pagava do próprio bolso 1 salário mínimo para ele jogar pelo clube.

Outras ajudas vinham em forma de bolsa de estudos, plano de saúde, tanto ele como o irmão Adriano mesmo em Cuiabá, conseguiram dar continuidade aos estudos frequentando as escolas particulares, tudo graças a companheira bola.

A participação da irmã Tânia também foi decisiva para que a família pudesse se estabelecer em Cuiabá. Casada com Nil, da Cemat, ela ajudava no que podia Dona Olga e os demais a ter um pouco de tranquilidade no dia a dia até se adaptar definitivamente na nova cidade que escolheram para morar. Há 44 anos atrás.

 Os dois irmãos na equipe Bellolar


A trajetória de um campeão

1984 – Marcos Araújo (Baco), 19 anos, fazia sua estreia no time adulto do Uirapuru.

Perdeu o jogo inicial para a Cohab Nova equipe que fez história no futsal de Cáceres sob o comando do professor Geovanil Sacramento. 2 a 1 foi o placar desse jogo histórico. No time de Cáceres estavam: Joni, Galeno, Zé Gato, Carlos Parreira, Adriano, Domingos Sávio.

No transcorrer da competição Marcos Araújo ajuda a sua equipe a reabilitar-se, até chegar a grande final contra a Comerciária de Cuiabá, que importou todos os seus atletas do Rio de Janeiro. Grande final, foram mais de duas horas de jogo, até que saiu o gol de ouro e do título, por sinal, o primeiro de uma série vitoriosa na carreira de Marcos.

Marcos e Adriano em times opostos, no campeonato estadual: Cohab Nova de Cáceres ganha do Uirapuru. Na foto, Marcos com a bola e adriano me marcando

1985 – Ao lado do irmão Adriano eles defendiam o Uirapuru no Estadual que era sediado em Sinop. Foi a primeira vez que os dois Araújo estavam do mesmo lado na quadra de futsal.

Na final o time da casa, que tinha Joni e Galeno, enfrenta o Uirapuru. Por falta de segurança o jogo foi interrompido e marcado para a manhã do dia seguinte com portões fechados.

À noite os dirigentes da equipe da UFMT se reúnem e com o parecer dos atletas, resolvem abandonar a finalíssima e retornam para Cuiabá. Sinop é declarado campeão por WO.

1986 – Estadual em Barra do Garças. Campeão o Uirapuru. Marcos encontra com o primo Pedro Antonio da Silva (Pedrinho) que integrava o representante de Cáceres. Pedrinho atua alguns minutos do jogo inicial, leva uma cotovelada no olho e teve que abandonar a competição.

1987 – Por causa da faculdade esteve praticamente impedido de participar das competições. Nesse ano assinou com a Alan Auto Peças.

1988 – Na Luzitana/Skol enfrenta a Sadia que tinha no time o seu irmão Adriano. Duas grandes equipes que chegaram após os dois jogos finais empatadas. Por ter melhor campanha a Sadia fica com a taça.


1988 – Levanta o I Troféu da Copagaz ainda no Uirapuru, jogo final disputado no ginásio da Amace em Campo Grande-MS, diante dos paraguaios de Ponta Porã. Curiosidade: convidado por um companheiro que tinha familiares na cidade para almoçar na casa dos parentes, Marcos aceita com a autorização do técnico Gerson Pires. Lá toma algumas cervejas durante o almoço. Logo na volta ao hotel recebe uma indireta do técnico: “Estou pressentindo que a noite não vai ser boa”...

Mas a cerveja não impediu o jovem atleta ter uma destacada atuação e levantar o primeiro título interestadual da carreira. Na volta para Cuiabá o dirigente Batista Jaudy promoveu uma grande recepção e a delegação pôde festejar com direito a churrasco e bebidas no antigo Majestic.

1990 – Marcos Araújo, agora com a camisa do Huracan na condição de campeão estadual, vai para o Rio de Janeiro disputar a Taça Brasil, juntamente com outro cacerense, Domingos Sávio.

Mesmo precisando tão somente de um empate em dois jogos, o Huracan não consegue passar de fase, é eliminado pelas derrotas diante das duas melhores equipes do torneio: 5x4 Minas (Helênico)., 4 a 2 Rio de Janeiro (Tio San).

Em sua vitoriosa carreira, Baco relembra passagens pela Taça Brasil em Goiânia com o Uirapuru; jogou em Divinópolis-MG, São Luiz de Montes Belos-GO, Espírito Santo defendendo as cores da Seleção de MT; atuou também nos jogos universitários em Maceió e São Paulo.

1990/1991 – Veste a camisa da Kaiser-Renosa. Oportunidade que atuou ao lado do famoso Iberê, do Clube Jaó de Goiânia.

Feliz com mais uma conquista no futsal

1992 é eleito o melhor atleta do futsal de MT.

Nesse ano volta atuar ao lado do irmão com a camisa do Bellolar. Levanta a taça após um quadrangular duríssimo com a participação do Gercafi, Uirapuru e Luzitana.

1992 - Participa ainda pelo Bellolar de uma das fases da Copa Brasil que é sediada em Cuiabá com o patrocínio total do Gercafi. Mas as duas equipes mato-grossenses não conseguem passar de fase.

Após encerrar a sua vitoriosa e marcante carreira, Marcos Araújo teve algumas experiências como técnico em Marcelândia, Mova Mutum, Várzea Grande, onde foi vice da Copa Centro América. Trabalhou no Clube Sadia durante 13 anos, sempre preparando os atletas para os Jogos Industriários.

As inesquecíveis 24 Horas de Futsal, que infelizmente fazem parte do passado

Cáceres teve a sua fase de ouro no futsal. Ela passa pela realização de vários torneios e campeonatos que levavam um grande público às quadras do Humaitá e do Ceom.

Entre esses inesquecíveis eventos que entraram para a história, estão as 24 Horas de Futebol de Salão idealizada nos anos oitenta pela professora Yeda Marli de Oliveira Assis.

Marcos (Baco) fez sua história também no evento. Recorda ele que estava de férias visitando Cáceres e foi convidado pelo finado Luciano Garcia (Buá) para jogar o 24 Horas que ocorreria pela primeira vez na cidade.

Na grande e histórica final o time de Buá tinha pela frente nada mais nada menos os melhores atletas cacerenses dos tempos: Joni, Mico, Jorginho, Canhento e outros.

Os dois irmãos com o goleiro Sérginho, campeão estadual pelo Cacerense
Foto: Wilson Kishi

Marcos carrega a equipe nas costas e torna-se o primeiro campeão do inédito torneio; Surpresa geral para os cacerenses que indagavam onde o filho do Waldemar da Mini Praia havia aprendido a jogar tanta bola...Caso do bancário Carlos Serapião, colega da irmã do Baco, Vânia, no Banco Itaú.

Desde então anualmente ele era convidado e vinha participar dos torneios, recorda das quadras do Humaitá, Ceom, e até mesmo a do Junco como locais da realização dos jogos.

Atuou várias vezes pela Cohab Nova, do professor Jova; Toca Vaca, de Aloísio de Barros; Gullas Restaurante, de Aristides Romero; e Irmãos Parreira.

Recorda um fato inusitado quando jogava pelo time dos Parreira. Vinha com Adriano de Cuiabá todos os sábados quando aconteciam os jogos. Justamente na final, o Ribeirão das Flechas, jogou água por cima do asfalto rompendo este numa grande enchente. Os dois irmãos que viriam de ônibus estavam impedidos de passar no local com tanta água.

Avisaram então Carlos Parreira, que autorizou que eles viessem de táxi até o local (Flechas) e assim foi feito. Do outro lado do asfalto rompido estava a condução que os trariam até Cáceres. Os dois chegaram a tempo de disputar e ganhar o título.

São tantas as marcantes recordações desses dois grandes futebolistas, as lembranças não param, a exemplo da participação no Campeonato estadual de Seleções defendendo as cores de Cáceres na cidade de Rondonópolis sob a batuta do experiente e vencedor Edward França do Amaral.

Estima pela saudosa avó

Gratidão à mãe Dona Olga     

Agradecido e feliz o ex-atleta professor de Educação Física, que trabalhou 22 anos na rede municipal de Cuiabá, proprietário do Bar e Restaurante do Araújo na Praça da Mandioca, é só gratidão por ter nascido da Dona Olga de Pinho Araújo sua saudosa mãe.

Bar e Restaurante do Araújo, na Praça da Mandioca
Foto: Wilson Kishi

“Ela foi uma guerreira e deu-nos o exemplo de luta e de bem viver. Com todas as dificuldades como a vida se apresentava, em nenhum momento ela esmoreceu, muito pelo contrário, só nos incentivou o tempo todo mostrando como é bom viver e lutar para concretizar aquilo que sonhamos”.

Baco oferece o registro de sua história à memória de sua querida mãe. 

Campeões do mesmo lado sendo entrevistado pelo repórter Oliveira Júnior

Adriano, de goleiro ao melhor pivô de MT

Adriano Luiz de Araújo Costa, 53, outro filho de Waldemar da Mini-Praia e Dona Olga que se destacou no futebol de salão mato-grossense, começou por volta de 1979 jogando no gol do quinteto de futsal do Araés, bairro onde a sua família foi morar após mudar-se de Cáceres.

Assim como o seu irmão Baco, Adriano logo foi convidado para integrar as fileiras do Uirapuru, o “bicho papão” dos títulos estaduais. Na equipe juvenil ele foi orientado e ensinado pelo grande professor e ex-atleta Ademir Moreira e se tornar pivô nas quadras. A mudança de posição deu tanto certo que Adriano foi por várias vezes seguidas o destaque da posição nos campeonatos metropolitanos de Cuiabá.

Adriano na equipe infantil do Pantanal

No Juvenil ele se destacou na conquista do título estadual. Feito que levou o Uirapuru representar Mato Grosso no Brasileiro da Categoria no Espírito Santo. O quinteto cuiabano levantou a taça.

O ex-atleta cita as várias equipes que defendeu: Uniap do Porto, Cohab Nova, do professor Geovanil dos Santos Sacramento, que disputou o estadual e surpreendeu o Uirapuru (2 a 1) no Sesc do Porto. No time do conhecido Jova estavam ele, Adriano, Joni, Domingos Sávio, Saul, Galeno, Lambarí.

Posteriormente o pivô retornou à Cuiabá para defender as cores da Alan Auto Peças. Em 1988 na Sadia conquistou de forma invicto o título sobre a Luzitana justamente onde estava seu irmão Baco.

Na sequência o filho da Dona Olga defendeu o Bellolar ao lado do irmão Marcos Araújo. Campeão num campeonato dificílimo onde estavam competindo o famoso Gercafi e o próprio Uirapuru.

Vestiário, uma constante na vida dos atletas

Passe valeu uma TV

Ainda pelo Bellolar participou do Brasileiro realizado em Cuiabá, 1990. Foi nesse ano que recebeu convite para jogar pelo Huracan, do empresário do ramo de autopeças, Ilzer. Este imaginava que o atleta pediria alto pelo passe, mas qual não foi sua surpresa, quando Adriano pediu uma televisão. Ilzer imaginava que o atleta pediria pelo passe um automóvel...Noutro dia Adriano ganhou um aparelho de 20 polegadas e pôde acompanhar a eliminação da Seleção Brasileira no mundial daquele ano.

Do Huracan foi vestir a camisa do Gercafi – Grêmio Esportivo Recreativo dos Funcionários da Itamarati. Equipe comandada pelo grande empresário dr. Nomura. Sete vezes campeã estadual, dos quais quatro consecutivas.

Sob o comando do técnico Ademir Moreira, o Gercafi foi campeão num circuito na cidade paranaense de Arapoti, onde estava também o Corinthians Paulista. Único título conquistado pelo time em Âmbito nacional, Adriano se orgulha em ter participado desse evento, e de ter feito parte do time vitorioso e rico que imperou no futsal estadual de 87 a 1994.

Pantanal,  Equipe fundada pelo saudoso Edmundo da Brahma 

Voltando a Cáceres onde tudo começou para os filhos dessa conhecida família, Adriano, que mora em Cuiabá,  volta no tempo para recordar dos tempos que disputava o Campeonato Cacerense Infanto Juvenil pelo Pantanal EC, sob o comando de Luiz Ribeiro da Silva (Três Nariz) e na presidência o saudoso Edmundo de Oliveira (Brahma).

- Tínhamos uma bela equipe de futebol de campo. Em Cáceres eu gostava mesmo era do campo. Em Cuiabá que passei a praticar o salão. Nosso time era respeitado e fizemos uma parceria vitoriosa ao lado dos amigos Gustavinho e Rodolfo Oliveira.

Experiência no futsal do Sul

Adriano Araújo passa a seguir enumerar as equipes pelas quais atuou sempre com destaque nas conquistas dos títulos. Seus feitos possibilitaram que ele fosse contratado pelo clube de futsal de Uruguaiana-RS no ano de 1992.

Uma grande oportunidade para conhecer e experimentar também o lado gelado do Sul do país. Segundo ele, foi 1 ano de frio, mas valeu muito a experiência em poder atuar com grandes equipes da época, a exemplo da Perdigão, Enxuta.

1993 – Retorna ao estado de origem e sagra-se campeão com o Gercafi numa decisão histórica com o Monte Líbano no ginásio deste.

Posteriormente ainda veste as camisas da Casa Domingos para ser campeão estadual.

Participa da formação do time da Droga Léo, do amigo Zezinho que tinha uma drogaria no Bairro do Porto. Um time formado por amigos, recorda da galinhada com arroz e cerveja que todos comiam após as partidas.

Nessa época surgiu uma certa rivalidade com a Auto Escola Hobby que também havia montado um time de futebol de salão.

Foi contratado por essa equipe e pôde novamente levantar a taça numa disputa com as fortes equipes do São Gonçalo e Puma. Na decisão atuou como goleiro/linha num jogo memorável. Era o ano de 2000 quando aconteceu de pendurar os tênis após 22 anos de fazer a alegria das torcidas e praticar aquilo que mais amou: o futsal.

Adriano: Treinador com mais títulos na Copa Cetro América
 

Cinco títulos conquistados na Copa Centro América como treinador

2001 – Em sua estreia como treinador, Adriano participa no comando do quinteto da cidade de Nova Mutum e de cara conquista o seu primeiro título na maior competição do Estado, a Copa Centro América/2002 – Experimenta o mesmo sabor vitorioso de comandar uma equipe, só que agora com as cores da rica cidade de Sorriso. O segundo título na Centro América.

2003 - Retorna e fica durante três anos seguidos como treinador de Nova Mutum, inclusive tendo na equipe dois atletas de Cáceres, Rato e Miguel.

Adriano consegue um importante feito ao participar da Liga Centro Oeste com jogadores radicados em MT.

Também compete na Super Liga de Futsal entre 10 competidores.

No curriculum tem o registro de treinar equipes de Peixoto de Azevedo. Ser campeão estadual com o representante de Rondonópolis.

Feito que valeu participar da fase classificatória do Brasileiro que foi disputado em Cuiabá. Indo à fase final que foi disputada em Carlos Barbosa/RS.

Bellolar marcou época no futsal de MT
 

Adriano Araújo na companhia do irmão Marcos treinam o Operário de VG. Ficam com o vice da Centro América.

Durante 4 anos treinou a equipe principal de Juína, obtendo três estaduais com a conquista da Copa Centro América. A carreira vitoriosa também como treinador registra participação nos Jogos Abertos Brasileiros.

Adriano Araújo é reconhecidamente o treinador com mais títulos nesta que é reconhecida como uma das maiores competições do Centro Oeste Brasileiro, a Copa Centro América. As conquistas vieram com Nova Mutum, Sorriso e três vezes com Juína.

Ele só lamenta não ter conseguido levar a sua cidade natal, Cáceres numa finalíssima dessa competição. Recorda das vezes em que jogou as 24 Horas pela Cohab Nova do grande amigo professor Geovanil. Foram jogos que ocorreram no Humaitá, Ceom, Junco e Didi Profeta.

Hoje Adriano revela cada detalhe com muito orgulho de ter conseguido tantos feitos no futsal mato-grossense. Ídolo reconhecido e admirado, a exemplo do seu irmão que em Cáceres ganhou o apelido de Baco.

Adriano como treinador trabalhou pela última vez na equipe do Mixto. Casado há 35 anos com a esposa Dilza ele tem 3 filhos, 4 netos. Atualmente é comerciante.

 
Seis irmãos com a avó
 
 
 
Troféu entregue pelo ex presidente e finado Francisco Xavier
 
 
 
 

 

Comentários: ( 15 ) cadastrados.
Por: Carlao do Araes
Cuiabá mt
Bons tempos meus amigos ...olha li a história de vcs fiquei feliz de ler a trajetória de vcs...lembro quando jogávamos mas quadras do araes...uma dessas vou passar aí no seu bar para fazer uma visita.Parabens.
11/07/2022 15:23:18

Por: PAULO ANTONIO DE ARAUJO COSTA
Cuiaba
Eu sou testemunha ocular da história dos meus irmãos Marcos Araújo (Baco) e Adriano no Futsal, acompanhei, na maioria das vezes, a trajetória de ambos nas diversas quadras de futebol de salão (quadra do Dom Aquino, do Sesc Porto, da UFMT, da Lixeira, do Liceu Cuiabano, nas quadras externas da UFMT, quando havia o Unicuia, do Clube Monte Líbano, Ginásio do Fiotão em VG, do Esporte Clube Humaitá e do CEOM).
Com certeza o grande palco desses dois jogadores do Futsal Matogrossense foi o ginásio do bairro Dom Aquino em Cuiabá, onde tiveram jogos memoráveis, grandes decisões do salonismo de Mato Grosso, ginásio ficava pequeno para tantos torcedores.
Eu como irmão caçula acompanhava, na grande maioria, todos os jogos, que eram realizados durante a semana e somente decisões, as vezes, eram realizadas no fim de semana.
Umas das lembranças que não foi contada é que na época em que Adriano jogava no juvenil do Uirapuru, técnico Ademir Moreira, um dos jogadores dessa categoria era o Willian, ex-jogador do Vasco, e quem passou nessa época também foi o Beto, ex-jogador do Flamengo, enfim a base do Uirapuru era muito boa.
Uma das competições mais importante foi a Taça Brasil de Futebol de Salão de 1993 que foi realizado em Cuiabá/MT, na UFMT, este evento, para mim, foi o ápice do futebol de salão em Mato Grosso, representando nosso Estado o Gercafi, time onde Adriano jogava nessa época, o ginásio da UFMT foi pequeno para o público cuiabano que prestigiou em massa essa grande competição.

Outra competição, a mais charmosa, em que ambos participaram diversas vezes, era o *Torneio 24 Horas de Cáceres*, era um torneio que tinha todo o seu charme, pois os jogos eram eliminatórios e varavam as madrugadas, quem ganhava seguia na competição e quem perdia era eliminado. Nas arquibancadas tinham torcedores ilustres, que levavam sua almofada para aguentar a maratona dos jogos, dentre eles Rochinha, Figueiredo e Bagana. Havia muita animosidade com os times do Professor Geova, Aluisio Barros e Aristides em virtude destes, quase sempre, levar Adriano e Baco para jogarem o torneio 24 horas, pois além deste dois sempre ia junto com eles um ou dois jogadores a mais de Cuiabá, completando o time com atletas de Cáceres, então a rixa era muito grande, pois na grande maioria das vezes o time em que os irmãos jogavam se sagrava campeão. O torneio 24 Horas de Cáceres era diferente de tudo, a grande dúvida era quando o jogo era de madrugada, ficar acordado e aguardar o jogo ou dormir? Enfim foram muitos torneios 24 Horas, muitas histórias, que pena que não existe mais....

Outro fato interessante era quando Adriano e Marcos Araújo jogavam em times diferentes e estes chegavam na final, qual time a família, que não é pequena, iria torcer? Minha mãe, Dona Olga, frequentadora do ginásio Dom Aquino, com certeza ficava com o coração na mão, o que eu posso dizer que foram momentos especiais, inesquecíveis, vivido por nossa família, pois naquela época o futebol de salão era muito prestigiado, era muito forte, era muito comentado na TV, Rádio e jornais, com certeza foi uma época de ouro do Futsal.

Obrigado aos irmãos Marcos Araújo (Baco) e Adriano por nos proporcionem momentos que ficarão gravados para sempre em nossa memória e eu que fui uns dos irmãos que mais acompanhou toda a trajetória de vocês, desde a época do juvenil do Uirapuru, posso dizer que vocês estão de parabéns por tudo aquilo que fizeram pelo Futebol de Salão de Mato Grosso, uma história de sucesso, de muitas conquistas, muito gratificante para toda nossa família, fiquem com Deus e felicidades...
05/07/2022 11:30:54

Por: Maria José Soares Nicodemos Bruzzon
Cáceres
Parabéns para esse conceituado jornal por abrir suas páginas para relatar essa trajetória brilhante numa perspectiva histórica dessas duas pessoas/amigos que foram revelação nas quadras não só de Cáceres, mas estaduais e nacionais nos torneios de futsal. São recordações marcantes desses dois grandes fenômenos futebolísticos para que possamos se inspirar, reviver grandes momentos e se emocionar com esses ensinamentos que se tornaram marcantes. Recordo das minhas idas no clube Humaita e na quadra do Ceom para assistir os campeonatos, e ficávamos maravilhados com a tríade que os mesmos apresentavam: força, técnica e velocidade. Era de fato "um jogão" que deve ficar na história e memória para que outros eventos como estes, possam novamentese repetir. Hoje mantemos contato e amizade com toda essa renomada família tradicional e guerreira, que além de ter uma linda história de luta, têm como um dos princípios a humildade, respeito e carinho com as pessoas que os rodeiam. São de fato merecedores dessa homenagem. Parabéns
04/07/2022 18:51:35

Por: Tania Costa Currie
Bridgewater- NJ
Parabéns Manos belíssima trajetória vocês fizeram os seus sonhos brilharem no início da vida simples e só deixaram belas recordações e temos muito orgulho dessa dupla de irmãos Marcos (Baco) e Adriano, excelente exemplo para os sobrinhos, netos e os nossos dente de leite que estão só começando 👏🏽👏🏽👏🏽💯💯💯🙏🏽🙏🏽
04/07/2022 15:09:23

Por: Ronivaldo Oliveira
Cuiabá
Fabulosos atletas e homens espetaculares, sou amigo da família e me orgulho muito disso.
04/07/2022 13:51:24

Por: Vanderlea Fernandes de Araújo e Costa
Cuiabá
Linda homenagem, parabéns aos primos queridos vcs merecem 😘👏👏👏
04/07/2022 13:15:20

Por: Marco Aurélio
CÁCERES
Parabéns pela matéria! Memória é vida!
04/07/2022 12:38:40

Por: Helimar Correa da Costa Marques
Caxias do Sul. RS
Gratidão à Deus, pela vidas,dos meus primos.Parabens,pela linda homenagem.
04/07/2022 12:00:27

Por: Cristóvão Eloy da Silva
Cuiabá
Duas grandes personalidades do futsal matogrossense, duas pessoas de grande carinho, respeito e admiração. Toda família especial demais. Grande e saudoso abraço a todos. Totó vitamina.
04/07/2022 11:44:23

Por: João Valentim Garcia de Castro
Rio de Janeiro
Esses eram feras , aprendeu com Walfredo e Tércio e eu kkkkk.... a jogar bola . Abração eternos amigos .
04/07/2022 11:02:11

Por: Benedito Fernandes de Souza
Nobres-MT
Que resgate maravilhoso desses eternos guris. É rica essa história de dois vencedores que se juntaram aos melhores do salonismo mato-grossense sem jamais perder a identidade com Cáceres. Show essa revelação aos leitores.
04/07/2022 09:57:13

Por: A. Carlos VianaCosta
Câceres mt
Bela História desses Cacerenses, isso é uma prova viva que a cidade de Cáceres existem muitos talentos de várias categorias, só precisam de mais apoio para destacar os filhos da terra e o nome da cidade nos grandes eventos realizados no Brasil todo.
PARABÉNS Adriano e Baco pelos seus esforços e conquista.
Carlos VianaCosta
Artista Plástico
Cáceres MT
04/07/2022 09:41:52

Por: Marcelo Sá
Cuiabá
Tive o privilégio vde quando eles chegaram na praça da mandioca em recebê-los . Eu tinha 11 anos. Eu com 13 anos já jogava junto com eles na quadra do araés. Bons tempos. Linda e merecida homenagem.
04/07/2022 09:22:13

Por: Mariano Leal de Paula
Cuiabá-MT
Uma rica história de dois craques da Princesinha do Paraguai que abrilhantaram os campos e quadras de futebol afora, bem como tão rica a história de luta desses irmãos e sua querida e tradicional família cacerense. 👏👏👏
04/07/2022 08:57:33

Por: Domingos Sávio Lacerda Cintra
Cuiabá
Os irmãos Araújo, Baco e Adriano, dois grandes amigos e companheiros de futebol e de vida, jogamos juntos no time da cohab nova e fomos campeões várias vezes no campeonato 24 horas de futsal de Cáceres, em Cuiabá sempre jogamos em lados opostos e uma única vez eu e Baco jogamos juntos que foi no Brasileiro no RJ pelo Huracan, em Cuiabá eram considerados os melhores nas suas posições, um era ala e o o outro pivô, jogaram nas melhores equipes da capital e foram vencedores por onde passaram, até hoje mantemos contato e são pessoas muito estimadas por todos que os conhecem, sempre alegres e receptivos nos seus estabelecimentos comerciais onde são frequentados por cacerenses e cuiabanos e boleiros em geral, local de resenha e moagem garantida, parabéns ao informativo Zakinews por contar a história desse dois cacerenses e grandes atletas da bola pesada no estado de Mato Grosso.
04/07/2022 06:46:52

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