26/04/2021 - 07:00

Por: Antonio Costa / Zakinews

BEXIGA: o construtor português que marcou o Centro Histórico de Cáceres


 

Antonio Costa, EXCLUSIVO ao Zakinews

A história marca cenários que expressam um determinado período de tempo na vida de um povo. Assim que a antiga Vila Maria do Paraguai, que mais tarde passou a se chamar São Luiz de Cáceres e, hoje, Cáceres, em seus 242 anos de existência, foi em sua trajetória de vida, conduzida por mãos responsáveis que promoveram as modificações que lhe deram uma identidade definitiva.

Zakinews foi buscar as informações necessárias que apontassem o trabalho de um artesão das artes nas edificações erguidas que se tornaram o verdadeiro charme da historicidade da antiga Vila Maria, que de um estilo colonial, recebeu pinceladas de traços que hoje a caracterizam em diferentes estilos arquitetônicos.

Esse construtor-artesão agora entra para a história de Cáceres, de Mato Grosso e do Brasil. Seu nome:

 

JOSÉ DE SOUZA BEXIGA

Nasceu em Portugal
Cidade de Olhão, Freguesia de Guelfes
Região de Algarves
Filho de Antonio de Souza Bexiga e Gertrudes de Jesus Bexiga
Data de Nascimento: 24 de dezembro 1886
Esposa: Maria Lourença França Bexiga
Data de Casamento: 10 de junho de 1926
Filhos: 10 filhos

 

Chegou ao Brasil no ano de 1908, quando tinha tão somente 22 anos de idade na companhia do irmão mais velho, Antonio.

Radicou-se em Corumbá, hoje no Mato Grosso do Sul, veio a convite da família de seu conterrâneo, Arthur Marinho, para trabalhar na conceituada Casa Marinho de Material de Construção, e na construção civil já que ele exercia a profissão de pedreiro na sua cidade natal Olhão.

Mestre Bexiga, como passou a ser conhecido posteriormente na profissão de construtor de obras, casou-se em 10 de junho de 1926 com a cacerense Maria Lourença França Bexiga. O casal teve 10 filhos: Maria José (Fia), Adahir (Banqui), Antônio (Totó), Luiz (Luizinho), Laércio, Antonio José (falecidos). Vivos: Terezinha de Souza Caland, mora no Rio de Janeiro; Nilce de Souza Bexiga Carrelo, Francisco de Souza Bexiga. Ambos moram em Campo Grande-MS. Além do caçula Ney de Souza Bexiga (reside em Salvador-BA).

Bexiga muda-se para Cáceres

Após um período residindo na cidade de Corumbá, José Bexiga, toma a decisão de se mudar para Cáceres e trabalhar independente na sua área de atuação profissional, a construção civil.

Visava dar a sua contribuição para o progresso e desenvolvimento da “querida cidade de Cáceres, deixando um grande e magnifico legado nas edificações de várias residências e obras públicas da cidade”, conforme o filho Ney, que o site contactou em Salvador-BA, ele que foi o responsável em fornecer as preciosas informações que a partir de agora passam a fazer parte da história de Cáceres através do registro estampado nesta oportunidade pelo Zakinews.


Casa Rosa, obra prima do mestre. Em estilo "art nouveau" se destaca como a única de Mato Grosso - Foto: Wilson Kishi


Casa Rosa: única em estilo art- nouveau no estado de Mato Grosso

A cada tempo, os homens imprimem na estética da cidade, o seu desenvolvimento cultural em cada tempo, os moradores da cidade expressam, através de seus bens, o seu desenvolvimento artístico, estético e tecnológico”. É o que observa a antropóloga, Bernadete Durães Araújo, na obra Vila Maria do Paraguai, 2006.

Cáceres abriga em seu Centro Histórico exemplares únicos de estilo arquitetônico em Mato Grosso, como a Casa Rosa, com suas janelas em estilo art-noveau, ornamentadas com desenhos florais.

Poucos, no entanto, sabem que a magnífica Casa Rosa, que estampa o ano de 1923, trata-se de uma obra prima do construtor mestre José de Souza Bexiga, então com 36 anos de idade.

O mestre foi contratado pelo influente pecuarista, comerciante e político, Alfredo Dulce, para concretizar a construção da casa que seu pai, José Dulce, idealizou para presentear o seu filho Alfredo. José partiu antes de ver a magnífica obra prima que havia idealizado.

Bexiga, vindo de Portugal, trouxera consigo traços e técnicas do movimento eclético que a muito dominara a Europa. O ecletismo, segundo historiadores, foi um dos mais importantes estilos arquitetônicos predominantes do século XX. No Brasil, especificamente, e posteriormente em Cáceres, ele é trazido por influência de profissionais habilitados vindo do exterior, a exemplo do próprio homenageado nesta oportunidade.

Bexiga também pôde dar início à implantação do marcante estilo arquitetônico em Corumbá-MS, com os seus históricos casarões e sobrados em estilo europeu. O mestre esteve ao lado de construtores italianos e portugueses que edificaram tais construções que a exemplo de Cáceres, entraram para a história como patrimônio assegurado por lei e que, portanto, merece ser preservado.

Nei Bexiga, o caçula da família. Ele colaborou com preciosas informações sobre a trajetória do pai - Acervo de família

Outras marcas deixadas pelo Mestre Bexiga

A Vila Maria do Paraguai foi crescendo e, de tempos em tempos, adquirindo traços em outros estilos arquitetônicos, como o neoclássico, o art nouveau e o art déco.

Aqui se destacam outras obras realizadas pelo competente profissional, o Mestre Bexiga, e tombadas pelo IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, que fazem parte do conjunto urbanístico e paisagístico da cidade de Cáceres, destacam-se: 


Prédio do Governo Municipal, inaugurado em 1929, é mais uma das grandes edificações, que através da história, trazem traços arquitetônicos de uma estética européia - Foto de cima: arquivo público e, de baixo: Wilson Kishi


A antiga sede da Prefeitura Municipal, erguida no ano de 1929, na gestão do saudoso médico humanitário, o Dr. Leopoldo Ambrósio Filho, o conhecido Dr. Nito, e que chegou a abrigar também a Câmara dos Vereadores.

A sede do Governo Municipal, lamentavelmente, foi alvo de um incêndio na madrugada do dia 07 de outubro de 2015. O fogo destruiu praticamente todo o telhado do histórico prédio.

No ano passado teve início a sua restauração. Assim que concluída a obra, o local abrigará a Biblioteca Pública Professora Leonídia Avelina de Morais.


Banco Sicredi é mais um dos casarões que o mestre José Bexiga deixou registrado também a sua arte de artesão - Foto: Wilson Kishi

A casa d​o Senhor Humberto Dulce, hoje Sicredi, na Praça Barão do Rio Branco; a bela edificação da casa do Dr. Luiz Ambrósio, nas esquinas das ruas General Osório com a Coronel José Dulce, e o seu imenso quintal; a casa do pecuarista José Palmiro da Silva, na Rua Seis de Outubro, e tantas outras construções. 

Todas elas com sua preocupação estética e diferencial. Detalhes ornamentais personalizados – iniciais das famílias proprietárias das centenárias edificações – também em algumas o ano que foram construídas.

        "As edificações históricas fortalecem laços entre as gerações, tanto quanto geram o sentimento de identidade cultural e cidadania. Por mais antiga e distinta que seja a edificação, quando inserida em um contexto social, revitalizam as imagens que se constituem e aguçam memória dos mais velhos, desse modo, a lembrança é transmitida de geração em geração mantendo viva a história local”. (Bonduki, 2010)

Uma das residências que tem os mosaicos/ladrilhos fabricados pela Fábrica São José, de propriedade de José Bexiga - Foto: Web

Fábrica de ladrilhos São José

O construtor José Bexiga, foi também um grande empreendedor na cidade, fundando a Fábrica de Ladrilhos São José (nos fundos de sua residência, onde hoje está o Cine Xin), e que produzia uma verdadeira obra de arte com a fabricação de ladrilhos/mosaicos e que de acordo com a preferência e gosto dos clientes, poderiam escolher até cinco cores em cada uma das peças, estas complementavam ainda mais a edificação com cores vivas e traços sincronizados.

A família do Seu Filinho Carrelo, compreendendo a própria esposa Nilce, filha do homenageado, as netas Viviane, Cássia, e o próprio Filinho, recordam das moradias que receberam ladrilhos e mosaicos da fábrica São José, as dos fazendeiros José Palmiro da Silva, e Vitório da Silva Lara, construídas pelas mãos do famoso artesão.

Recorda o filho Nei (78), o caçula da família, economista, administrador, aposentado dos Correios, após 47 anos de trabalho, que o pai mantinha um vínculo bem próximo com a influente família Arthur Marinho, de Corumbá-MS. Esta foi a responsável pela vinda do português construtor ainda bem jovem para o Brasil.

Sendo assim, quando José Bexiga deu início à fábrica de mosaico, coube aos Marinho fornecer a matéria prima necessária para a fabricação. Materiais esses que vinham pelo rio Paraguai nas lanchas de carga. Uma parte dos mosaicos e ladrilhos já confeccionados eram embarcados e iam decorar as casas na Cidade Branca. Esse intercâmbio perdurou por longos anos quando as duas cidades irmãs regadas pelo rio Paraguai, experimentavam grande expansão demográfica com a forte economia vigente.

A filha Nilce recorda de uma passagem interessante, quando da construção da sede do Governo Municipal – nos cruzamentos das ruas Coronel José Dulce, General Osório e Antonio Maria – prédio este que passa por reconstrução após incêndio, o mestre Bexiga havia concluído mais uma bela obra. Passado determinado tempo o alto da edificação, foi atingido por uma descarga elétrica (raio), que destruiu um pedaço da ornamentação.

O mestre se sentiu chateado com o acontecimento e foi falar com o seu compadre sobre o inusitado. Brincalhão, o dr. Nito tirou na esportiva: “ora, ora, ora, o raio do Bexiga”. Assim virou brincadeira e todos que passavam pelo local diziam: “olha o raio do Bexiga!”

Aos 90 anos, o ex-funcionário recorda da fábrica

Alfredo Pedro de Alcântara, cacerense dos anos 30, hoje com 90 anos, viúvo, pai de 12 filhos, vive no momento em Cuiabá com a filha Regina. Ele lembra da época que era o responsável pela fabricação de mosaicos do mestre Bexiga.

“Eu era o responsável pela fábrica. Tinha um outro companheiro que trabalhava comigo. Durante 10 anos fabriquei os mosaicos que estão assentados em várias casas do centro de Cáceres”, recorda ele que considera o primeiro “mosaiqueiro” da história de Cáceres.

Alfredo revela que a fábrica conseguia produzir até 300 peças diariamente, isto é, quando o mosaico era liso (de uma só cor). Os mosaicos eram fabricados em até cinco cores.

Alfredo Pedro de Alcântara, um dos funcionários da fábrica de ladrilhos São José, e na foto do passado, registro de quando trabalhou de garçon num dos carnavais do Esporte Clube Humaitá - Fotos: acervo de família

Alfredo trabalhava durante o dia na fábrica e no período noturno ainda tinha disposição para trabalhar de garçom numa lanchonete ao lado da casa do patrão na Praça Barão do Rio Branco. Foi nessa lanchonete que ele conheceu aquela que viria ser sua companheira: Maria Corrêa de Alcântara. O casal viveu junto por marcantes 60 anos.

Construiu a Cadeia Pública e o Matadouro Municipal

Além das belas edificações que chamam atenção pelos recortes e entalhes que as caracterizam, para tornar o Centro Histórico de Cáceres muito admirado pelos turistas e visitantes, Mestre Bexiga ainda foi o responsável pela construção de duas importantes obras: a Cadeia Pública e o Matadouro Municipal.

Recorda a filha Nilce e o esposo Filinho Carrelo, que a base estrutural em ambas as construções chamou atenção de muita gente na época, em razão da forma reforçada como foram construídas. Tornaram uma curiosidade para a população cacerense que não estava acostumada com aquele tipo de serviço executado pelo mestre.


A mulher Maria Lourença elaborava os orçamentos

Além de construtor com bagagem reconhecida trazida da Europa, José de Souza Bexiga ainda tinha muito talento na elaboração das formas, traços e desenhos que decoravam as construções por ele erguidas, quer residências das abastadas famílias da época, ou prédios dos órgãos municipais.

As ornamentações das platibandas em estilo eclético, para ganharem formas, eram primeiramente fundidas as peças nas formas de ferro por ele confeccionadas. Cada forma com uma figura, desenhos florais, iniciais das famílias, datas das construções ou reformas.

Algumas peças eram fabricadas nas formas distribuídas ao solo, algumas vezes, dependendo do tamanho, as formas recebiam a massa no local, ao alto das edificações em obra.

Uma cópia de Orçamento escrito pela esposa Maria Lourença


Nesse minucioso trabalho que exigia muito talento e paciência do artesão, o mestre algumas vezes contava com ajuda da mulher Lourença. Cabia a ela desenformar as peças após o tempo necessário de cura.

Com todo esse talento adquirido na escola da vida, o famoso construtor era analfabeto, não sabia ler nem escrever.

Novamente a cacerense e companheira por mais de 50 anos entrava em ação. Ela era responsável pela preparação de todo o orçamento das obras que seriam executadas. Portadora de uma caligrafia de dar inveja, ela detalhava tudo que seria executado em determinada obra e o documento era apresentado ao contratante para aprovação, foi assim durante a vida toda, ela sendo a responsável pela elaboração do orçamento das vultosas obras que hoje compõe o cenário de identificação de Cáceres como cidade histórica de construções antigas e belas. Infelizmente, nem todas podem assim ser classificadas. Algumas remetem ao descaso e abandono. 

José de Souza Bexiga faleceu em 22 de outubro de 1975, no Rio de Janeiro, aos 89 anos. Seu corpo foi sepultado no Cemitério Jardim da Saudade, Bairro Jacarepaguá.

Na foto acima, José de Souza Bexiga, recém chegado ao Brasil e sua esposa Maria Lourença, quem escrevia os orçamentos das obras
O casal Bexiga rodeado com a maioria dos filhos
Nilce Carrelo e Therezinha
Francisco Bexiga, um dos filhos de José de Souza Bexiga, com familiares
Francisco, Therezinha e Nilce, filhos de José Bexiga e Maria Lourença
Therezinha e Nilce Carrelo
Nilce, uma das filhas do homenageado, com seu esposo Filinho Carrelo e os filhos: Cássia, Luciano e Viviane
 AS FOTOS ACIMA, REFERENTES ÀS FAMÍLIAS BEXIGA, SÃO DE ACERVOS DE FAMÍLIA
 
 
 
 
 

 

Comentários: ( 25 ) cadastrados.
Por: João Crispim
Ipaumirim
Parabéns Kishe, a história de uma cidade, de um povo, tem que contar com pessoas do seu entendimento para manter as gerações que se sucedem, com este conhecimento. Grande abraço 👏👏
29/04/2021 06:26:56

Por: Jane Maria Tortorelli de Freitas
Campo Grande ms
Nossa como é bom recordar...parabéns!!!que bela é importante reportagem...a cultura de Cáceres mt sobre o Sr Bexiga esse grande arquiteto...cresci escutando meus pais Luís Tortorelli e Maria Madalena L.Tortorelli falar desse grande Sr Bexiga...meus respeito e gratidão aos familiares !que linda história!!!mas pena que muito desses prédios de uma arquitetura tão sublime estão se desmoronando sendo o cartão postal da nossa cidade a Princesinha do Paraguai em e muito triste agradeço a todos por essa fantástica matéria desse resgate histórico do construtores da nossa história meus grandioso abraço é minha Gratidão
28/04/2021 11:24:41

Por: Rachel Tegon de Pinho
Cáceres
Parabéns pela matéria, que conjuga memórias, parte significativa da história de Cáceres e revela a trajetória de um de seus maiores construtores. Viva o Sr. Bexiga
28/04/2021 08:48:00

Por: Norberto Siqueira
Cáceres
Carambra, Cáceres é uma cidade diferenciada mesmo, tem uma riqueza tão grande construída ao longo dos anos. Agora que despertei para isso e vocês da equipe do Zakinews, Kishe e Antonio Costa estão prestando um grande serviço cultural para as novas gerações.
28/04/2021 06:48:40

Por: Rita de Cássia S. Carrelo Rodrigues
Campo Grande MS
Prezados Jornalistas Toninho e Kishi,
Boa Tarde!
Orgulhosamente, permitam-nos parabenizá-los e agradecer em nome da família Bexiga, pela excelente matéria jornalistica e dedicada ao nosso querido pai e saudoso, José de Souza Bexiga como diz a manchete : BEXIGA - O construtor português que marcou o Centro Histórico de Cáceres ......
Para a família de José de Souza Bexiga ele foi realmente merecedor dessa grande homenagem proporcionada por vocês, um verdadeiro reconhecimento desse grande homem, digno, integro e correto em todas as suas ações, principalmente pelo seu talento, fé, determinação e os trabalhos incansáveis realizados em prol de todos os cacerenses, deixando um precioso legado de grandes conquistas e realizações profissionais na área da construção civil e do empreendedorismo com a fundação da Fábrica de Ladrilhos São José, produzindo ladrilhos artesanais, para atender as comunidades cacerense e corumbaense.
Desta maneira, gostaria de deixar registrado nesta oportunidade, os nossos mais sinceros agradecimentos pelo trabalho jornalistico realizados por vocês, sempre proporcionando as famílias mato grossenses, informações de alta confiabilidade e verdadeira aos leitores da Zakinews.
Como disse o nosso amigo de juventude cacerense e carioca, o Dr. Alfredo Pinto de Arruda em seu interessante e magnifico livro LEMBRANÇAS E SONHOS :
" Se todos contassem suas experiências de vida, teríamos o arquivo vivo de uma época, conteúdo cultural de um tempo na história.
O presente caminha deixando as lembranças como legado, o presente caminha em busca de sonhos. O tempo é o único portador onipresença. É único companheiro dos Deuses".
Ao nosso ver, são palavras sábias e verdadeiras e sempre registradas em todos os trabalhos profissionais de alto nível, realizados pela competente e admirável equipe do ZAKINEWS.
Prezados Jornalistas, quero ressaltar a essência da qualidade dos detalhes e riquezas das pesquisas realizadas na elaboração da maravilhosa matéria, elaborada pela competente equipe jornalisticas da Zakinews, principalmente do Toninho com que tive o imenso prazer de trocar mensagens, sempre visando um bom conteúdo jornalistico.
Toninho e Kishi, vocês são merecedores de todos os nossos aplausos, pelo alto nível de competência e profissionalismo pelos excelentes trabalhos jornalistico realizados em prol da cultura e informações de credibilidade, transmitidas aos admiradores e fiéis leitores do Zakinews.
Parabéns e Sucesso permanente, são os melhores votos de reconhecimento e admiração.
"O jornalismo sério e competente reflete sempre a admiração dos leitores em toda a sua plenitude".
Forte abraço e Saudações Soteropolitanas,
Salvador Bahia Terra da Felicidade e dos Deuses Ney
27/04/2021 15:45:59

Por: Suelme Fernandes
Cuiabá
Parabéns equipe Zakinews amigo Kishi pela iniciativa de valorização do patrimônio cultural de Caceres destacando as pessoas que construíram essa História.
Resta a luta pela preservação e tombamento desses bens por parte do poder público.
Esses prédios fazem parte da memória afetiva de milhares de pessoas e sua manutenção é necessária pela saúde mental da população e peta nossas memórias sociais.
Art Nouvelle no Pantanal é sem dúvida uma demonstração de que essa ocupação da fronteira tinha um projeto estético civilizatório europeu, um discurso europeu, tentativa de pertencimento.
👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏
27/04/2021 05:28:59

Por: Giane
Caceres
O estilo da maioria dos casarões de Caceres fazem a diferença na beleza da cidade,precisavam ser conservados e o IPHAN mudar sua política pra ajudar os proprietários a terem liberdade de mexer nas obras...
26/04/2021 17:47:12

Por: Carmelita
Cuiabá
Moro em Cuiabá atualmente, mas Cáceres é o lugar onde cresci e morei até dois anos atrás, terra que admiro e amo. Quantas historias existem por tras daqueles casarões, uma grande pena que ver tantos deles se esfacelando com o tempo. Kishi, seu site tem papel importante na sociedade, é necessário trazer conhecimento aos mais jovens e relembrar aos mais velhos a história da nossa cidade. Parabéns pelo belo trabalho que vem fazendo.
26/04/2021 17:02:33

Por: AROLDO FANAIA T FILHO
CUIABA
Meu avô sempre falava do talento do mestre Bexiga como construtor. Mas através desta matéria, tenho a oportunidade de constatar a grandiosidade das suas obras. Além do legado cultural que o mestre deixou para a cultura de Cáceres, tem um outro grande legado; o familiar, como pessoas queridas, honestas e trabalhadoras que contribuíram em muito para o desenvolvimento da nossa cidade. Parabéns, Toninho, pelo belo trabalho. ,
26/04/2021 15:05:18

Por: BRUNO HOMEM DE MELO
Cuiabá
linda matéria kishi.. um detalhe: minha bisa Adelina fanaia e sua família tbem vieram de Olhao do Algarve... certamente isso não é coincidência.. deve ter alguma ligação das pessoas de Olhao q ja estavam em cáceres e trouxeram outros conterrâneos como o sr. Bexiga.. seria interessante investigar.. muito bom esse resgate.. parabéns
26/04/2021 12:38:55

Por: Olga Castrillon
Cáceres
Cresci ouvindo essas histórias do construtor Bexiga. Que fascinante reve-la recontada pelos descendentes! Zakinews está construindo a memória da cidade pelo olhar dos q participaram dela! Que venham outras pra solidificar, no poder público e na população, a conciencia da preservação de nosso patrimônio historico.
26/04/2021 09:37:40

Por: Paulo Cesar Homem de Melo
Cuiabá
Frequentei quando criança a casa de Mestre Bexiga e Dona Lourença, conhecia o caçula Ney e o Laércio , e lembro naquela época das moças , também duma fábrica nos fundos e do Seu Bexiga . Os anos se passaram e frequentei a mesma casa ,agora moradia do Mestre Tibúrcio. Adulto, projetei um cinema ali ,demoli a casa , minha vida mudou,foi construido o Cine São Luis e eu nunca mais me desliguei desse imóvel, que se tornou icônico na minha família, e hoje é Cine Xin . O Mestre Bexiga nasceu em Olhão , Portugal ,em 1886, como minha Vó Adelina Fanaia e todos os Fanaia também, minha avó em 1890, e de onde vieram muitas famílias cacerenses . Deviam todas essas famílias se conhecerem lá, pois devia ser uma cidade pequena, estive lá em 2019 e é ainda uma cidade pequena, mas belíssima e muito parecida com o centro de Cáceres. Fica à beira mar do Algarve, região turística , e até as pessoas são parecidas conosco. Adulto, convivi com a Família Bexiga, Banquin, Tereza, e Ney, no Rio de Janeiro e com Nilce Carrelo em Cáceres. O relato de vocês, Toninho e Kishi, fala tudo do lado profissional e empreendedor de Mestre Bexiga, e eu não tinha nada acrescentar. Por isso me ative às minhas memórias afetivas da ligaçao com essa Famíia, conhecida e da mesma origem olhanense da minha, e que se tornou um dos pilares da História Arquitetônica de Cáceres. Parabéns, vocês estão contando para os futuros cacerenses uma história de nossa cidade que eu só estou aprendendo agora.
26/04/2021 09:31:22

Por: Emilson Pires de Souza
Cáceres MT.
Mais uma vez de parabéns Wilson e Toninho por essa feliz matéria de resgate histórico dos construtores da nossa história. Lembro-me da assertiva do meu estimado amigo Pedrinho (PPPA), afirmando que somos todos "de fora", a diferença é que uns chegaram primeiro... Gostei da lembrança do meu Compadre Alfredo Alcântara, dando visibilidade a importantes atores da história em completo anonimato. Mais uma vez parabéns, com louvor
26/04/2021 09:12:29

Por: José Marcio de Alcântara
Cáceres
Muito feliz por saber um pouco + da história da minha cidade. História como essa sempre tem q ser contadas e lembradas.
Amém d ficar feliz muito orgulhoso d ser neto d quem faz parte dessa história. ( Alfredo Pedro de Alcântara ) ex funcionando da fábrica
26/04/2021 08:29:32

Por: Vantuir Dalbem Soares
Campo Grande
Que linda história, é uma pena que muitos desses prédios de uma arquitetura tão sublime estão se desmoronando. Estive em Cáceres recentemente e pude ver o abandono de tais cartões postais da cidade. Tomara que a câmara ver vereadores enxerga isso e cobra dia responsáveis junto a prefeitura para a conservação de 100% desses prédios de arquitetura colonial. A cidade é a nossa cara, se tá linda somos lindos e se tiver feia, desleixada, também estaremos assim. Saudades da nossa Princesinha do Paragai. Abraços a todos.
26/04/2021 08:18:01

Por: Antonia Bernadete de Alcântara Egues
antonia.egues@hotmail. Com
Muito linda a reportagem parabéns a vocês que vem resgatando histórias das pessoas que ajudaram no crescimento de nossa querida Cáceres sou a terceira filha do Sr Alfredo e lembro muito bem de meu pai e minha mãe contarem a história desse casal fiquei emocionada e agradecida 👏👏👏👏👏
26/04/2021 08:17:02

Por: Marilucia Benedita de Alcantara
Cuiabá
Parabéns e obrigada pelo belo documentário, emocionei ao ver que meu pai Alfredo Pedro de Alcantara fez parte dessa linda história.
26/04/2021 08:15:37

Por: Thamyres Alcântara
Cáceres
Que emocionante reviver a história das obras antigas da nossa amada cidade, e mais emocionante ainda ver meu avô fazendo parte dessa história...!! Linda reportagem 😍 parabéns a toda equipe envolvida!!
26/04/2021 08:11:33

Por: REGINA CORREIA DE ALCÂNTARA BRITO
Cuiabá
Muita sensibilidade em sua matéria, obrigada por relatar fatos, que nos enche de orgulho e mantém viva a história de nossa cidade.
26/04/2021 08:06:57

Por: Paulo Donizete da Costa
Cáceres
Parabéns Kishi pela escelente matéria. Uma pena não ter nenhuma obra pública homenageando essa impotante personalidade em Cáceres. Vc q já prestou um grande serviço para a cultura cacerense trasendo essa informação , poderia propor essa homenagem em uma obra de relevancia no município.
26/04/2021 07:57:41

Por: Maria José Serrao
Cáceres MT
Parabéns !!!! Que bela e importante reportagem para a cultura de Cáceres e de Mato Grosso.
26/04/2021 07:36:04

Por: Ines martins
Cuiabá
Amei enfim conhecer a historia,e,ter resposta as minhas perguntas internas. Casei com um Cacerense e fui morar em Caceres, onde morei por 10 anos. Além do rio Paraguai que bordava a cidade, me encatei com esses belos casarões. Que as autoridades enfim despertem para a preservação desse patrimonio, inclusive para ser mais uma importante atração turistica....Parabéns pela reportagem. Sei tbem que a familia do seu Enedino, meu sogro,tbem fez parte dessa epóca...snr Raul,...,Ernani Martins. Enfim cada um dessa geração, deixaram algum legado para essa geração. Que saibam preservar com o mesmo carinho e respeito, com que tudo foi um dia construido e erguido,com todas as dificuldades da época.
26/04/2021 07:30:06

Por: Viviane de Souza Carrelo Tamasato
Campo Grande/MS
Obrigada Toninho e a toda equipe Zakinews.
Emocionante reviver estes fatos tão importantes de nossa família. Sinto-me muito feliz por ter na minha cidade, a eternização da obra de meu avô.
Gratidão.
A matéria ficou fantástica!!
26/04/2021 07:07:35

Por: Antonia Bernadete de Alcântara Egues
antonia.egues@hotmail. Com
Muito linda a reportagem parabéns a vocês que vem resgatando histórias das pessoas que ajudaram no crescimento de nossa querida Cáceres sou a terceira filha do Sr Alfredo e lembro muito bem de meu pai e minha mãe contarem a história desse casal fiquei emocionada e agradecida 👏👏👏👏👏
26/04/2021 06:46:24

Por: Dirceu Luiz da Silva Siqueira
Cáceres
Deixo aqui registrado os meus sinceros parabéns a você Kishi pelas homenagens prestadas aqui no ZakiNews. Pessoas importantes da nossa história e que merecidamente são homenageadas. Parabéns mesmo pelo brilhante trabalho e pela bela matéria.
26/04/2021 06:30:19

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