15/02/2016 - 18:04

Por: G1

Alunos de Cáceres e outras três cidades estão sem aula por falta de professor da rede estadual


Imagem: Web

   O ano letivo da rede pública estadual de ensino, que teve início nesta segunda-feira (15) em Mato Grosso, teve que ser adiado por falta de professores em pelo menos quatro municípios: Cáceres, Várzea Grande, Sinop e Primavera do Leste. O estado tem aproximadamente 400 mil estudantes matriculados em  754 unidades escolares.

   Em Sinop, a 503 km de Cuiabá, faltam 70 professores de diversas disciplinas para as 18 escolas do município. A previsão é que o ano letivo comece na quarta-feira (17). "A convocação do último processo seletivo não supriu a necessidade de todas as escolas e disciplinas", disse o assessor pedagógico da Seduc (Secretaria de Estado de Educação), Anésio Bach.

   Conforme o assessor pedagógico da Seduc (Secretaria de Estado de Educação), Anésio Bach, os profissionais estão no cadastro de reserva e a convocação dos profissionais deverá ser feita ainda nesta segunda. A intenção é que na tarde desta segunda (15) e na manhã de terça-feira (16) sejam feitas as atribuições das aulas.

   E, em uma das unidades de Sinop as aulas não devem ser iniciadas também porque ainda não foi ligado o posto de transformação de energia da escola. A previsão é que essa ligação ocorra até o dia 25 de fevereiro.

   Os dados sobre o número de professores em falta em Cáceres, a 220 km de Cuiabá, e em Várzea Grande, na região metropolitana, e em Primavera do Leste, a 239 km da capital, não foram informados pela Seduc.

 

 

   'Resistência" das escolas

   O secretário-adjunto de Políticas Educacionais da Seduc, Gilberto Fraga de Melo, também disse que parte do adiamento do início do ano letivo em algumas cidades ocorreu por falta de professores nas unidades de ensino da rede estadual. "Neste ano tivemos um processo seletivo simplificado para a seleção dos contratos temporários. Em alguns municípios, porém, houve problemas no encaminhamento para a chamada desse pessoal", disse, em entrevista à TV Centro América.

   Entretanto, o secretário deu a entender que o atraso foi proposital. "Existiu uma certa resistência de algumas escolas que não queriam que esse processo [seletivo] fosse ampliado, garantidas a impessoalidade e a imparcialidade. Com isso, então, numa proposta mais encaminhada para um processo de 'operação tartaruga', dificultaram o início do ano letivo, o que não é adequado. Há uma tentativa de prorrogação do ano letivo, prejudicando acima de tudo os alunos, porque deverão estudar aos sábados", declarou.

   Se o adiamento for de dois dias, segundo o secretário, deverá haver aulas para os estudantes no dia 26 de dezembro ou então aos sábados. E os prejuízos são também financeiros, disse Melo. "Um dia de escola custa R$ 5,8 milhões para o estado", afirmou.

 

 

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