Zaki News

24/01/2016 - 22:15

Por: Janio Macedo

Com perda de investimentos estamos indo a bancarrota


   Como diz na gíria “sou piolho” quando se trata de ler as análises da economia do Brasil. Não passa um dia em que não leia uns cinco artigos sobre. Desta vez gostei demais do artigo do Jornalista do canal “Brasil Exame.com”, o jovem Raphael Martins que escreveu sobre a perda da capacidade de investimento nas pastas federais. Suafonte foi os dados da execução orçamentária do Brasil, divulgado pelo Ministério do Planejamento. O grave de tudo isso é que o Jornalista chegoua conclusão que em apenas três anos sob o governo Dilma Rousseff, o Brasil perdeu 55% da sua capacidade de investimento.

   Outro absurdo foi deparar com a analise de que apesar do montante de dinheiro repassado pelo governo federal às suas 53 pastas ter crescido 3,5% no comparativo entre 2012 e 2015, boa parte foi destinada a juros, encargos e amortização da dívida estatal, em especial com o agravamento da crise. Juntou-se a isso um crescimento considerável de "despesas correntes", que pouco foram reduzidas mesmo com a diminuição de recursos entre 2014 e 2015 por conta da recessão e queda de receitas tarifárias.

   É só debruçar os olhos no montante de valores. Por exemplo; para os investimentos foram destinados no ano passado R$ 37,5 bilhões, valor semelhante ao de 2006. Há 10 anos, sob a batuta de Luiz Inácio Lula da Silva, o país dispunha de R$ 33 bilhões para melhorias. No entanto ao longo do mandato, Lula conseguiu elevar receitas e entregar um país bem mais sólido para Dilma, favorecido pelo ciclo de valorização das "commodities". Ao fim de 2010, cerca de R$ 75 bilhões foram destinados aos investimentos nas pastas governamentais.

   E o pico dessa série veio em 2012, quando o país chegou a despender R$ R$ 83,3 bilhões. Dali em diante, a queda foi vertiginosa, até chegar aos valores de 2015. Os aumentos só foram possíveis graças à diminuição do gasto com Refinanciamento da Dívida Pública Mobiliária Federal, que chegou a cair 40% entre 2006 a 2012. De R$ 641 bilhões, o governo passou a gastar a bagatela de R$ 371 bilhões. Por outro lado, um dos responsáveis nos gastos foram os principais programas do governo, o “Minha Casa, Minha Vida”, o ministério passou de um orçamento de R$ 6 bilhões ao pico de R$26 bilhões em 2013. Com a crise, a previsão para 2016 será de 12 bilhões, concretizando cortes.Em seguida, vem os ministérios da Educação e Minas e Energia. A verba da "Pátria Educadora" subiu de R$ 41 bilhões para um pico de R$ 103 bilhões. A subida do valor acompanha a diminuição da taxa de juros para financiamento dos estudos universitários através do Fies, mas leva em conta outros gastos, como a manutenção de universidades federais.O Ministério de Desenvolvimento Social, que tem o “Bolsa Família” entre suas atribuições, dobrou de tamanho: de R$ 37 bilhões para R$ 74 bilhões.  

   Pasmem senhores leitores, em dois anos, no entanto, o valor de gastos voltou a subir, atingindo um pico de R$ 685 bilhões. O aumento coincide com o momento de queda dos investimentos federais.Com o descontrole da economia, veio o aumento da fila dos desempregados, aí preocupação ficou com a Previdência. Mesmo em momentos de dificuldades financeiras do país, os gastos com aposentadorias seguem crescendosem parar mesmo com a economia que o governo fez com essa GREVE dos médicos PERITOS. Ela durou quase quatro meses. Foram economizados milhões e essa foi à razão do por que o governo levou essa greve com a “barriga”. 

   Se a Presidente Dilma não apostar as suas fichas como prioridade em 2016 nareforma tributaria o Brasil vai aprofundar na “bancarrota”.

Prof. Jânio Batista de Macedo – Coordenador Estadual do SINDNAPI MS(www.sindicatodosaposentados.org.br)

 

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