Zaki News

08/12/2015 - 19:11

Por: Jânio Batista

Juros altos, coxinhas e mudanças que queremos


   Aconteceu como estilhaço de pólvora a entrevista do Ciro Gomes no programa da Jornalista Mariana Godoy. Claro, o Ciro já passou por seis partidos, aproveitou para defender a Dilma que vai enfrentar o processo de impeachment, mas não deixou de fazer suas criticas ao governo que vacila a cada dia na condução da economia agravando muito o setor produtivo, abrindo a vala dos desempregados, nesse caso,já estamos comrecord. O Ciro Gomes no ponto de vista econômico, mesmo tendo a formação na advocacia é um craque no assunto e sua experiência no governo do saudoso Itamar Franco o credencia para ser ouvido e considerado nas suas criticas e sugestões que poderiam tirar o governo federal desse buraco que ele próprio cavou. No governo Dilma Roussefquem está nadando de braçada são os Bancos. Ganham com essa politica de Juros altos, ganham nas tarifas milhões e com isso não temos esperanças de que seja modificado o curso do governo do PT.

   Não dá mais para suportar juros tão altos. Nem a inflação voraz, que reduz o consumo das famílias. O desemprego não para de crescer, a produção está em queda livre, o mercado informal (sem carteira assinada) cresce a cada dia, e o governo segue mantendo sua política econômica equivocada, alimentando uma crise que afeta a todos os setores de atividade, indústria, comércio, construção, serviços etc. O povo não está aguentando maisa carestia. Estamos servindo de “bode expiatório” cada vez que o governo precisa colocar suas contas em dia. Os trabalhadores brasileiros estão “engessados”, e, quando conseguem, por exemplo, 10% de reajuste salarial, veem seu dinheiro ser corroído já no mesmo mês por juros e inflação em percentuais maiores.Ciro Gomes deixou claro na entrevista que baixar a taxa de juros seria um bom começo para vencermos a recessão econômica.Todos os setores econômicos, empresariais, do agronegócio, da construção, serviços e, principalmente, os trabalhadores, lado mais fraco da corda, estão sentindo “na carne” os efeitos danosos que a recessão vem impingindo aos brasileiros.Os trabalhadores estão perdendo salários e empregos. A desindustrialização, que vem avançando há anos, cresceu em 2015. Muitas fábricas fecharam as portas, decretaram falências. E o governo segue mantendo os juros nas alturas (14,25% a.a.) para conter uma inflação que insiste em não ser contida.

   Para debelarmos de vez a recessão econômica, e construirmos um Brasil pujante e coeso, precisamos de iniciativas como esta, coesas e propositivas, com o engajamento da sociedade como um todo no movimento. E, claro, com uma boa dose de bom senso do governo. O movimento SINDICAL está na luta porque não quer ser cúmplices da falência do Brasil. O Brasil, como foi dito de forma bastante acertada pelo Ciro Gomes, é muito maior do que a crise. Agora, as lideranças do PT e seus aliados querem acelerar o processo do impeachmentda Dilma alegando que o Brasil não pode parar e que do jeito que está investidor nenhum vai apostar no Brasil. Ora, o Brasil já está no atoleiro desde o início do segundo Governo da Dilma, não aparecea luz no fim do túnel. Não adianta ficar nessa “guerrinha” insana nas redes sociais que não leva a lugar nenhum, rotulando as pessoas de coxinhas etc e tal. O que o povo precisa é de governo propositivo que aponte a saída. Com este que foi eleito não vejo essa vontade. O jeito vai ser esperar para “cambiar” no processo eleitoral justo como aconteceu na Argentina e na Venezuela. 2018 está aí.

Prof. Jânio Batista de Macedo – Coordenador Estadual do SINDNAPI ( www.sindnapi.org.br)

 

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