13/01/2015 - 21:58

Por: Gonçalo Antunes de Barros Neto

Sobre bajuladores


De quem um líder deve se precaver para evitar o famoso ‘sapato alto’ ou ser picado pela ‘mosca azul’? Do bajulador. 

Em qualquer poder da República e em todos os níveis, essa figura disforme, fraca de caráter, é um perigo aos desavisados.

Sabedor que seu alvo ocupará um alto cargo público, o escroto lhe será esticado.Como gosta de um manjar!

O ‘homosacosperma’ avilta a figura do herói, tornando-o refém de sua vaidade. E gosta, sem reservas, da liturgia do cargo. Fica em êxtase! Feito para massagear a pudica de poderosos, caminha abertamente para o confronto com os que pensa ser adversários. 

Estes, agora de tapetes escorregadios, se veem numa vala comum de aviltamento. Nem imaginam que não é do fronte que se devam proteger, mas dos francos e da retaguarda. 

Recentemente, na rede social Facebook, Antonio Cavalcante Filho, o Ceará ou Padre Antonio, postou algo muitíssimo interessante - ‘O puxa-saquismo não muda nada! Governo não dá nada de graça a ninguém, e direito se conquista na luta. Infeliz daquele que faz do saco dos governantes o corrimão da escada para subir na vida e se dar bem. Só a luta pode mudar a vida em sociedade!’. 

Nada mais apropriado para o momento de posse, nos poderes e nas instituições. Os guerreiros e guerreiras, ciosos da boa axiologia e vigilantes sociais, devem ficar atentos. 

As suas verves e letras que fiquem a postos para evitar que bons homens e boas mulheres, em postos de comando, não ocupem o espaço público com o arroto capitaneado desses facínoras, ‘homosacospermas’ de ‘terraebrasilis’.

Nos corredores dos palácios, nas secretarias, nas salas dos tribunais, nos gabinetes de ingênuos e simplórios, lá está ele (ou ela) - o (a) ’homosacosperma’-, falando mal de alguém ou com um plano redentor. 

Arrumadinhos (as), engomadinhos (as), barba e cabelo bem ’trabalhados’, gravata de ceda ou vestido da moda, de fino trato e ideias inovadoras, são todos (as) sorrisos estratégicos. A história se repete, mais uma vez se repete, que sina.

Depois, os que só assistem a ventura dessa cambada, reclamam do destino. Falam da violência do rio que a tudo arrasta, mas não falam da violência das margens que o aprisionam (Bertolt Brecht). 

É hora de atitude, de luta, em tudo quanto há. Nascemos para mudar, purificar e progredir. 

O (a) ‘homosacosperma’, e sua trajetória de ignomínias, deve ser posta no paredão da desonra. E se a honra dele (dela) não se pode ter esperança, a Sibéria aceita os incautos. 

É por aí.

GONÇALO ANTUNES DE BARROS NETO
é juiz de Direito em Cuiabá. 

antunesdebarros@hotmail.com

 

 

Comentários: ( 1 ) cadastrados.
Por: Fransergio Piovesan
Cáceres
Pensei em elogiar o texto, porém poderia o autor entender como puxasaco kkkkkk. Parabéns, gostei. Abraços Dr. Gonçalo.
17/01/2015 13:59:38

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