20/12/2014 - 08:36

Por: Jânio Batista

Dilma e as Centrais Sindicais


   Na segunda semana de Dezembro/2014, aconteceu para surpresa do movimento sindical brasileiro a reunião da Presidente Dilma com os dirigentes das seis Centrais Sindicais do Brasil. Na mídia nacional não houve lá aquela repercurção muito menos entre os trabalhadores.

   A Presidente passou os quatros anos sem estabelecer uma interlocução positiva com as Centrais Sindical, principalmente com o Sindicato Nacional dos Aposentados e Pensionistas. De acordo com a avaliação, do Presidente da Central - Força Sindical Miguel Torres a Presidenta Dilma Rousseff acertou ao chamar a reunião e propor o diálogo com as Centrais Sindicais do País.

   A esperança dos dirigentes é que esta atitude não seja uma ação de “marketing” do Governo Federal para melhorar a performance da Presidente diante da população.  As lideranças saíram da reunião na expectativa de que o novo mandato da Presidente Dilma, as Centrais posam ter mais  oportunidade para debater com ela os grandes problemas dos trabalhadores, por meio da retomada de negociações permanentes sobre a pauta trabalhista.

   Os dirigentes das Centrais Sindicais definiram na reunião como prioridades a agenda trabalhista a manutenção do processo de valorização do salário mínimo, com reajustes anuais, correção da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física, o fim do Fator Previdenciário e a derrubada do projeto de lei que amplia a terceirização.  Além disso, foi defendido nessa reunião a regulamentação da Convenção 151 e a ratificação da Convenção 158, ambas da OIT.

   Os dirigentes sindicais estão unidos e não abrem mão da definição de uma política que valorize as aposentadorias e que introduza a redução da jornada de trabalho, entre outros temas. No plano geral, não dá para deixar de discutir as  propostas aprovadas na Conclat, em 2010, que apontam para a necessidade de se elaborar um projeto nacional de desenvolvimento com soberania, democracia, valorização do trabalho e distribuição de renda — e que inclua um novo modelo industrial para reerguer as nossas empresas sem apontar privilégios para algumas. 

   Ainda nessa reunião preliminar com a Presidente Dilma ficou apontado para que no próximo ano, o governo possa abrir uma reunião com nova equipe econômica para debater quais serão as medidas que pretendem implementar para aumentar a arrecadação, reduzir as despesas e diminuir a inflação definitivamente.

   Os dirigentes em unanimidade deixaram claro para o governo que não vão aceitar que medidas impostas para “arrumar a casa” venham prejudicar os trabalhadores, mediante o corte e redução de  direitos trabalhistas, sociais e sindicais. Para os analistas e técnicos sindicais a esperança é que o ano vindouro os trabalhadores através de suas representações sindicais possam avançar nas discussões com o próximo Governo da Dilma.

   De uma coisa temos certeza o ano de 2015 vai ser de luta e muitos enfrentamentos principalmente no Congresso Nacional. Como diz no velho latim quando dele aprendi: “Labor improbus omnia vincit” - Com paciência e perseverança, tudo se alcança.

Prof. Jânio Batista de Macedo – Presidente do SINDNAPI MS – (www.sindicatodosaposentados.org.br)

Comentários: ( 0 ) cadastrados.

Faça o comentário para a noticia: Dilma e as Centrais Sindicais

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de total responsabilidade do autor.
As mensagens com conteúdo abusivo poderão ser vetados da publicação.