20/11/2014 - 10:00

Por: Kelly Martins

Oito servidores do IBGE são afastados por desvio milionário, e Cáceres tem envolvido no crime


Foto: Assessoria PF

   A Justiça Federal determinou que oito servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em Mato Grosso, sejam afastados dos cargos após denúncia de que teriam desviado R$ 1,3 milhão do órgão através do uso de cartões de pagamento do governo federal. Cinco deles foram presos durante a Operação 'Lao, deflagrada pela Polícia Federal, no dia 30 de abril deste ano. A decisão é do juiz da 5ª Vara Federal, Jefferson Schneider, e foi divulgada nesta quarta-feira (19).

   De acordo com o magistrado, a medida cautelar é para que as investigações não sejam comprometidas, já que os servidores têm acesso a documentos sigilosos. No entanto, mesmo fora das funções, a remuneração mensal não será comprometida. “Assim, permitir a manutenção dos réus no exercício de suas funções institucionais contribuiria decisivamente para que novos delitos fossem cometidos, especialmente porque, permanecendo em seus cargos, os acusados continuarão ter acessos a recursos públicos e, por conseguinte, ao mesmo cenário fático que supostamente oportunizou o cometimento dos ilícitos que lhe foram imputados na denúncia e em seu aditamento”, consta trecho da decisão.

   A investigação apontou que os servidores eram integrantes de uma quadrilha teria movimentado o montante, entre 2010 e 2013. Conforme denúncia do Ministério Público Federal, eles fraudavam a prestação de contas dos recursos, faziam saques irregulares, emitiam recibos 'incorretos', em nome de pessoas que não prestaram o serviço descrito no documento e até mesmo mortos. Também emitiam notas frias e falsificavam assinaturas de servidores responsáveis pela concessão e aprovação dessas prestações de contas.

   Durante o processo investigatório, a PF descobriu que sete servidores do IBGE de Mato Grosso compartilhavam os mesmos prestadores de serviço, tanto de pessoas físicas e jurídicas, supostamente falsos, independentemente da localidade onde estão lotados ou do local onde informam terem feito a despesa. Os acusados respondem pelos crimes de peculato e associação ao crime, com pena de reclusão entre 4 e 8 anos.

   Alguns dos servidores denunciados pelo MPF atuavam nos cargos de chefe da agência do IBGE, em Cuiabá, supervisor de orçamento e finanças, também outra pessoa que chegou a assumir como chefe-substituto da unidade. Cada um deles, segundo o MPF, tinha uma função específica no órgão para o desvio do dinheiro e foi constatada a ligação entre eles na organização criminosa.

   Um dos servidores que também teve o pedido de afastamento das funções no IBGE já está aposentado e, por isso, o juiz indeferiu o pedido do MPF. Durante o cumprimento dos mandados de prisão e de busca e apreensão, a PF apreendeu R$ 156 mil em dinheiro e cerca de 2 mil dólares, em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá. Ao todo, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão, dois mandados de condução coercitiva, além dos cinco de prisão, cumpridos na capital, em Várzea Grande, região metropolitana, Rondonópolis, Cáceres e Pontes e Lacerda.

Comentários: ( 1 ) cadastrados.
Por: Tiririca
Cáceres
Não é mais surpresa para o povo cacerense, que em quase todos os desvios de verbas públicas citadas nos processos Cáceres vem em primeiro lugar, não foi diferente com os desvios milionários da PreviCáceres chegando a quantia de 7 milhões da gestão Ricardo Henry/Túlio Fontes também envolvendo o Banco do Brasil, até no momento nenhum órgão público seja eles, Federal ou estadual não tomaram providência, quem vai perder com isso são os servidores efetivos da prefeitura de Cáceres. Todos os corruptos deste escândalo ostenta carros de luxo e bens imóveis, os processos estão em poder de polícia e justiça de Cáceres e Mato Grosso. A população ainda espera por respostas das autoridades.
21/11/2014 10:20:31

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