15/11/2014 - 15:17

Por: Romilson Dourado

Nenhum partido vai indicar secretário, diz Taques em reunião com deputados da base


Fotos: Gilberto Leite

   Mesmo tendo sido eleito por uma coligação de 13 partidos (PDT, PP, DEM, PSDB, PSB, PPS, PV, PTB, PSDC, PSC, PRP, PSL e PRB), nenhum deles vai indicar secretário. Este foi o combinado nesta sexta, em reunião de quatro horas, entre o governador eleito Pedro Taques e 12 dos 15 parlamentares vitoriosos nas urnas. Vários suplentes também estiveram presentes no encontro, numa sala onde atua a equipe de transição, em frente ao prédio do Palácio Paiaguás.

   Dos 15 eleitos pelo bloco (11 estaduais e 4 federais), não compareceram o tucano Wilson Santos, que está viajando, e os pedetistas Leonardo Albuquerque e Zeca Viana, que já havia dado aval a qualquer decisão de Taques. A reunião começou às 8h e se estendeu até 12h30.

   Mediante apelo do governador eleito, de que precisa nomear pessoas de extrema confiança para conseguir fazer os ajustes na máquina, nenhum parlamentar se manifestou contra. Todas aceitaram passivamente a ideia de não fazerem indicação para cargos comissionados, especialmente em relação ao primeiro escalão, que terá estrutura reduzida de 24 para possivelmente 15 pastas.

  Este blog apurou que, após debruçar nos dados fornecidos pela equipe de transição, Taques revelou na reunião que vai começar sua administração, a partir de 1º de janeiro, enfrentando um déficit de R$ 2 bilhões. Por isso, enfatizou a importância de cortar gastos, com enxugamento da estrutura da máquina e redução do quadro de pessoal, e com uma política forte de melhoria da arrecadação.

   Entre as pastas mais problemáticas do ponto de vista financeiro está a Educação, que detém a maior estrutura de todas as secretarias e é comandada hoje pela petista Rosa Neide. O déficit supera os R$ 500 milhões. Todas as pastas, de modo geral, apresentam déficit, o que força o novo governador a manter a linha de austeridade para tentar equilibrar receitas e despesas.

   Outra preocupação externada aos deputados estaduais e federais eleitos e suplentes é quanto à folha de pessoal do Estado, que terá R$ 13,6 bilhões de orçamento para o próximo ano. Segundo Pedro Taques, se mantiver o quadro de hoje, o governo vai superar a 60% as despesas com pessoal, o que fere as regras da Lei de Responsabilidade Fiscal. Entende que a situação financeira não é boa, mas pondera não ser desesperadora. Pediu apoio de todos, acreditando ser possível fazer os ajustes e colocar a máquina em ordem.

Comentários: ( 0 ) cadastrados.

Faça o comentário para a noticia: Nenhum partido vai indicar secretário, diz Taques em reunião com deputados da base

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de total responsabilidade do autor.
As mensagens com conteúdo abusivo poderão ser vetados da publicação.