29/10/2014 - 15:17

Por: Isa Sousa

Taques critica aluguéis de prédios e contratos de limpeza e vigilância


    O governador eleito Pedro Taques (PDT) reafirmou a decisão de "enxugar" o máximo possível a máquina pública estadual, a partir de janeiro de 2015, quando assumirá o comando do Palácio Paiaguás. 
Ele disse que estuda, inclusive, “cortar” gastos com serviços terceirizados contratados pelas secretarias de Estado, como de limpeza e de vigilância privada. 

    A decisão, conforme Taques explicou, em entrevista à Rádio Mega FM, poderá ser tomada com base em sua política de enxugamento da máquina e de combate à corrupção. “Na campanha, nós dissemos que íamos combater a corrupção e cortar gastos. Precisamos melhorar investimentos em Saúde, Segurança e Educação, que não são gastos, são investimentos. Precisamos melhorar a qualidade dos investimentos para que possamos diminuir alguns gastos”, disse.

   “Por exemplo, não é possível que cada secretaria contrate uma empresa para fazer vigilância. Não é possível que cada secretaria contrate uma empresa para fazer limpeza. Você está reproduzindo um erro. E isso não é bom. É preciso centralizar esse sistema”, completou Taques. 

   O governador eleito também citou a possibilidade de o Estado economizar na redução de aluguéis de prédios e na recuperação de créditos devidos. 
“Não é possível que nós tenhamos prédios alugados em números exagerados e, do nosso lado, tenhamos prédios do Estado desocupados. Não é possível que o Estado de Mato Grosso tenha um crédito que possa ser recuperado e o percentual de recuperação, através da execução fiscal, é um dos menores do país”, afirmou. 

   Ainda conforme Taques, uma possibilidade da recuperação de valores é a criação e uma vara de execução fiscal, que já foi debatida com o atual presidente do Tribunal de Justiça, Orlando Perri, e o que assumirá no próximo ano, Paulo Cunha. 

   “Eu também preciso da Procuradoria Geral do Estado, preciso de uma interlocução do Poder Judiciário, para criar uma vara de execução fiscal que dê prioridade ao tema. É preciso fazer conciliação. Os números revelam que Mato Grosso teria bilhões de créditos e muitos são podres, que não existem mais patrimônios”, observou. 

   “As liminares na Saúde também precisam ser debatidas. Aí, você vai cortando gastos, enxugando a máquina, gastando nas principais necessidades... Esse é o nosso objetivo”, completou.

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