05/08/2014 - 07:50

Por: Jânio Batista

Quanto vale nosso voto?


   Cada eleição é um aprendizado. O reflexo das maracutaias dos nossos políticos e da educação brasileira que não contribui para despertar na juventude elaboração do pensamento crítico e o interesse pela política está demonstrado na pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Ibope que aponta que ¼ da população não está interessada nas eleições de outubro, quando os brasileiros irão às urnas para eleger presidente, governador, senador e deputados. Vejam só. Conforme a pesquisa, 16% dos entrevistados disseram estar “muito interessados” nas eleições deste ano, 29% responderam “interesse médio" e 26% avaliaram ter “pouco interesse”. Então analise comigo. Atualmente, a bancada empresarial ocupa 45% dos cargos no Congresso Nacional, segundo estudo do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar).

   Para equilibrar as forças democráticas, precisamos de gestores e legisladores que valorizem a força de trabalho, a igualdade social e o desenvolvimento sustentável. Assim, faz-se importante que os estudantes, trabalhadores, aposentados, eleitores em geral, conheçam a estória dos candidatos e seus partidos, votando a favor daqueles que defendam seus interesses, pois a omissão abre caminho para que políticos engajados com o setor patronal sejam eleitos, mantendo ou ampliando suas bases, minando a força das causas trabalhistas, da educação e dos aposentados.

   O Presidente da Força Sindical, Miguel Torres escreveu para todos dirigentes que a Central e os sindicatos filiados definiram como prioridades para os próximos meses a luta pela aprovação de um sistema de proteção ao emprego nos moldes do que foi implementando anos atrás na Alemanha. Outra decisão das entidades do campo da Força Sindical é que os trabalhadores têm de participar como protagonistas das eleições de outubro deste ano para aumentar a bancada trabalhista no Congresso Nacional e nas Assembléias Legislativas.

   Nesse lastro de orientação eleitoral deve ser o comportamento dos estudantes, aposentados e a população em geral. Se aumentarmos a bancada sindical no Congresso, para um número significativo que apóia nossas lutas, poderemos aprovar as propostas das Centrais Sindicais que constam da Pauta Trabalhista, os interesses da educação e dos aposentados. Entre outras bandeiras, defendemos a redução da jornada de trabalho, fim do Fator Previdenciário, revogação do projeto de lei que amplia a terceirização, os direitos sindicais e negociação coletiva e a valorização da política de recuperação do poder de compra do salário mínimo. Caso não haja grande alteração na composição do Parlamento – os patrões terão como hoje a maioria dos parlamentares do seu lado — dificilmente alcançaremos nossas reivindicações, que, no conjunto, propõem um projeto nacional de desenvolvimento com valorização do trabalho e aumento da renda. Por tanto, nessas eleições precisamos votar bem.

   Caso contrário vai prevalecer à frase do General João Batista Figueiredo: “... Um povo que não sabe nem escovar os dentes não está preparado para votar ”

Prof. Jânio Batista de Macedo – Presidente do SINDNAPI MS ( www.sindicatodospaosentados.org.br)

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