29/07/2014 - 23:30

Por: Jânio Batista

Emprego e desemprego no Brasil


   Li com atenção a reportagem G1 São Paulo, sobre o desempenho das cidades brasileiras     em relação ao emprego e desemprego nesse primeiro semestre do ano de 2014. No universo de 5.570 cidades no Brasil, apenas 13 cidades concentraram 25% das vagas formais criadas no primeiro semestre no país, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. Em todo o país, as contratações formais superaram as demissões em 588.671. Em junho, foram 25.363 postos de trabalho criados – no pior resultado para o mês em 16 anos. Isso tudo em pleno processo da copa do mundo com toda perspectiva de recebendo os turistas que acompanharam o evento futebolístico. Pois bem, as vagas abertas nos seis primeiros meses do ano, 150,6 mil – 25,6% do total – foram criadas em treze cidades: São Paulo, Brasília, Curitiba, Goiânia, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Altamira (PA), Santa Cruz do Sul (RS), Franca (SP), Joinville (SC), Belo Horizonte, Lauro de Freitas (BA) e Blumenau (SC).

   A cidade de São Paulo continua na liderança do ranking, com 48,4 mil novos postos de trabalho abertos de janeiro a junho, seguida por Brasília, (13,8 mil) e por Curitiba (13,3 mil).
Não podia ser diferente pela grandeza da cidade, na classificação por estado, São Paulo foi o que mais abriu vagas, com 187 mil. Minas Gerais ficou em segundo lugar, com 97,5 mil, e o Paraná ficou em terceiro, com 62,9 mil no saldo de contratações. Entre as cidades que mais demitiram, Ipojuca (PE) liderou com folga: foram mais de 11 mil cortes em postos de trabalho no semestre, como resultado do fim das obras no porto de Suape. Completam a lista das cinco que mais demitiram Coruripe (AL), Manaus, Santa Rita (PB) e Contagem (MG). Das cinquentas cidades que mais demitiram 13 são alagoanas e outras 13, pernambucanas. Cinco são capitais de seus estados: Salvador, Maceió, Porto Velho, Manaus e São Luis. Interessante que Cuiabá MT não aparece em nenhuma estatística.

   É importante observar que os setores econômicos que apresentaram o maior crescimento de empregos formais foram o setor da construção civil (8,95%), Setor Serviço Indústria Utilidade Pública (2,61%) e o Setor de Serviço (2,07%). Nos últimos seis meses, o Pará também foi quem apresentou a maior geração de empregos formais na região Norte, com saldo positivo de 15.406 postos de trabalhos, representando uma expansão de 1,96%, acima da média nacional, que foi de 1,45%. Na região Norte, o segundo lugar ficou com o Tocantins com saldo positivo de 4.996 postos de trabalhos e do Estado de Rondônia com saldo positivo de 1.288 postos de trabalhos.

   Nos últimos doze meses, ainda de acordo com os dados do Ministério do Trabalho e Emprego, o Pará observou um acréscimo de 3,93% no saldo de empregos, com 30.304 novos postos de trabalho. O índice e o número total colocou o Pará como o primeiro da região Norte e acima da média da expansão nacional, que foi de 1,89% no mesmo período. Nesse período eleitoral é importante fazer a discussão sobre a política de emprego com os candidatos ao governo do nosso estado. Ultimamente Mato Grosso não aparece com nenhum dado que possa surpreender as estatísticas.

Prof. Jânio Batista de Macedo

Presidente do SINDNAPI MS

www.sindicatodosaposentados.org.br

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