18/07/2014 - 23:01

Por: Wilson Carlos Fuah

O mundo da política rasteira


   Com tantas prisões, diante tantas CPIs com resultados finais não confiáveis, foram produzindo quadros vergonhosos que fizeram com que trabalhadores afastassem da vida política. A grande maioria dos eleitores,  não recebem informações necessárias de forma simples, didática  e lógicas sobre a importância do ato de votar. Os eleitores são entregues aos monstros da política rasteira, que os cativam através das lábias dos espertalhões da política, e que com a mágica da malandragem  engendradas pelos marqueteiros, vendem candidatos com os seus  falatórios decorados e que são transformados  em  super-homens,  com solução para tudo,  e como essa poderosa ferramenta,  os políticos vão enganando os eleitores e perpetuando no poder.

   Quando um candidato pedir o seu voto, faça esta pergunta a ele: porque você quer ser Governador?

   Ele dirá que nasceu para servir o povo, que ama este estadão de Mato Grosso, mas na verdade a maioria dos candidatos está em busca de projetos pessoais e patrimoniais, dirá ele, que é soldado do partido e como foi o escolhido, assim sem ele saber nas convenções,  jamais poderia acovardar diante dessa luta em nome do povo.

   Mas na verdade, o poder é o maior atrativo para a carreira política, junto com ele vem os  favores em forma do toma lá e dá cá, os altos salários, os benefícios de uma aposentadoria eterna, imunidades que dificultam as investigações e outros chamativos infindáveis.

   Aquilo que deveria ser Programa de Governo, na verdade  são promessas genéricas que são muita fáceis de fazer. Nessas promessas genéricas constam o  combate a violência, a batalha em busca de investimentos para a saúde e educação, a luta contra a corrupção. Isso não é Programa de Governo, isso é obrigação de todos os eleitos que se dispõe a administrar um estado ou uma nação.

   Todo programa de governo não pode ser considerado sério, se não trazer a origem dos recursos que serão consignados para realização de cada item, e terá que constar como serão realizado e em quanto tempo. Se para cumprir uma promessa terá que depender de emendas parlamentares e ajuda de parceiros partidários, tenha certeza de que essas promessas não serão cumpridas. Na verdade as promessas dos candidatos são tão grandes que não cabem dentro da receita do estado, por isso são mentirosas.

   Para ter o maior tempo no horário eleitoral, o candidato faz pacto com qualquer tipo de líder e partido, depois de se comprometer até a alma durante as convenções, só aí passa a pensar como enganar o povo, com as promessas de dias melhores, trazendo para si um verdadeiro lixo histórico, e pós convenções saem em busca financiamento de campanha, fazendo acordos com figuras  “endinheiradas” e que no futuro, esses mesmos figurões, estarão cobrandos o retorno dos recursos “doados” nas campanhas. Os desejos dos poderosos, são muito superiores as pequenas aspirações do povo, que desejam apenas as necessidades mínimas do estado: Educação, Saúde, Transporte e Segurança. A massa de trabalhadores está à espera de um administrador que destine os recursos do estado para quem precisa do estado.

   Somente através de uma  mudança cultural inserindo  nas “grades curriculares”   com um sistema educacional substancial que ensine a importância da política na vida do povo e orientando as criança que votar é  praticar a plenitude da cidadania, somente através da cultura política que o povo passa a possuir o poder popular de combater de forma massiva  à corrupção. O povo tem que entender que votar, não é uma mera obrigação ou uma maneira de  isentar da ínfima multa do TRE.  O eleitor deve ter a consciência que não sabendo votar estará contribuindo para que os maus  políticos desviem dos seus bolsos milhões de recursos públicos, sim, porque você que paga os impostos, e que vira receita do estado, e que financia o sub-mundo imundo onde vivem os corruptos e corruptores.

   Infelizmente a grande massa eleitoral vota com total desinformação pela falta de cultura política, por isso fazem escolhas erradas e optam por determinado candidato da sua proximidade, pensando primeiramente pelo relacionamento  em forma de recompensa futura, pensam primeiramente  na possibilidade de receber um emprego ou ser incluso no sorteio de uma casa popular; ou receber a esmola social  de uma bolsa família que tira o poder das pessoas lutarem pelo seu próprio sustento.  Mas,  na verdade estão desperdiçando  a importância do voto  para receber algo em troca, e pensam que assim procedendo estará possibilitando uma melhoria futura  para sua vida.

   Ao votar mal, o eleitor estará contribuído para o crescimento de todo tipo de problemas sociais: violência urbana com assalto em todas as esquinas; aumento da prostituição infantil; aumento das “cracolândias”; péssima educação; sistema de saúde que chega a beira do ridículo e transporte público aparentando o transporte de gado e  corrupção desenfreada que desvia os recursos das ações sociais. Ao não saber votar o povo estará dando aval para criação de uma casta de políticos lobistas que estão a serviço dos grandes negócios ilícitos, pilantras de termo e gravata que de caneta em punho, especializaram em causar prejuízo ao erário.  

   É necessário uma mudança  cultural na política, é necessário que o povo entenda que a sua arma cívica é o seu voto, e  que a única saída é fomentar a democracia participativa, pois não é a política que é suja, mas sim alguns políticos. Temos que valorizar a política com a participação através do voto, pois o voto é a grande ferramenta que o povo dispõe para promover as mudanças de vida e fator preponderante para expurgar os políticos desonestos, que são verdadeiros entraves para o bem estar do povo neste estado e neste país. 

* WILSON CARLOS FUÁH
 é economista, especialista em
Recursos Humanos e
Relações Sociais e Políticas.
Fale com o Autor: wilsonfua@gmail.com

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