27/11/2013 - 09:56

Por: Wilson Carlos Fuá

Os hábitos existem para serem quebrados


   Avaliar ou decidir por impulsos leva-nos a desfazer do entendimento antes de criticar, por isso, deixamos de perdoar as pessoas com as suas falências, que de certo modo vem às vezes com erros e acertos, discriminação e por excesso de exercícios seletivos.

   A dificuldade em fugir da solidão é por não sabermos abrir espaços para a aproximação, antes de prejulgar um desconhecido, o interessante é abrir espaço para que vozes do coração possam fazer pactos de sobrevivência, enfim, às vezes somos nós que temos que mudar.

   Os costumes são instrumentos de barreiras, que dificultam o poder de interagir facilmente, mesmo quando do outro lado deparamos com uma pessoa solicita. O importante é saber selecionar, ou saber o momento quando devemos interromper um relacionamento, mesmo sabendo que eles são convenientes ou inconvenientes.

   O importante é ter muito cuidado com os hábitos antes que eles transformem em vícios, sobretudo os que nos levam a ser consumidos pela rotina. A rotina é uma prisão sem grades, pois sem notar, essa força mental invisível leva as pessoas a fica presa pela força da inação, o que induz as pessoas a perder as oportunidades de novos contatos e de crescimentos espirituais. Todos nós precisamos buscar momentos para ser feliz, sair da rotina, mudar de hábitos que nos escravizam e impede-nos de conhecer o novo e para ser livre verdadeiramente, o importante é descobrir o diferente.

   Viver é saber administrar os contrastes que são colocados em nossas vidas, antes de querer que as pessoas sejam escravas dos nossos desejos, é necessário ter o entendimento, que vivemos no mundo dos desiguais, todas nós somos diferentes para sermos aceitos no sentido de completar o par. Por isso, é importante sabermos optar pelo que melhor nos convier, todo coração deve ficar aberto às mudanças e conhecê-las. A vida é formada por hábitos, e estes devem ser desfeitos para não limitar o exercício que possam quebrar e romper todas as barreiras rumo à evolução das nossas próprias vidas.

   Não aceitar as pessoas que chegam próximo do merecimento, só pelo sentimento de não querer perdoar, por pura exigência da perfeição, é por isso que o mundo está assim, cheio de solitários viajantes que estão viciados em desfazerem do simples e criando expectativas em nome da facilidade de viver existencialmente na zona de conforto, pessoas deixam de existir no presente, e passam a viver no futuro dominado por sonhos impossíveis ou por pura exigência de buscar eternamente caminhos incertos.

Economista Wilson Carlos Fuáh
É Especialista em Administração Financeira e Recursos Humanos
Fale com o Autor: wilsonfua@gmail.com          

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