19/11/2013 - 10:38

Por: Jânio Macedo

O Governo está com freio de mão puxado


   Uma verdade é concreta. O movimento sindical só vai avançar se reforçar os laços de unidade entre as várias correntes políticas que disputam um espaço nas mentes dos trabalhadores. A luta comum é pela manutenção da política econômica de recuperação do poder de compra do salário mínimo, da revogação do Fator Previdenciário, a luta é pela jornada de trabalho de 40 horas por semana, sem redução salarial, investir na derrubada do projeto de lei que amplia a terceirização e pela obtenção de um reajuste digno para os aposentados, esses são eixos comuns entre as Centrais Sindicais.

   As Centrais Sindicais já deflagraram várias ações unitárias nos últimos anos visando emplacar essa pauta trabalhista e aceleração da economia. A última manifestação nacional, intitulada ‘O Brasil Contra o Fator!’, foi realizada no dia 12 de novembro, pela retomada das negociações pelo fim do Fator Previdenciário. Além disso, os sindicalistas estão unidos na campanha nacional pela correção da tabela do IR. A defasagem entre janeiro de 1996 e dezembro de 2012 chega a 62,77%.

   Com os reajustes salariais das categorias milhares de trabalhadores passaram a pagar IR, já que a tabela não vem sendo corrigida. Os trabalhadores ligados à Força Sindical e às demais centrais fizeram uma ação para garantir um dia nacional de protesto pela revogação do fator previdenciário e pela correção da tabela do Imposto de Renda da pessoa física.

   Em São Paulo, mais de três mil pessoas saíram em passeata da Praça da Sé até a sede Regional do INSS, no viaduto Santa Ifigênia. Houve manifestações também em Salvador, Porto Alegre, Belo Horizonte e inúmeras cidades do Brasil. Os trabalhadores e dirigentes sindicais foram às ruas para mostrar a indignação perante a postura da presidenta Dilma Rousseff de manter o Fator Previdenciário, que é um desastre para o trabalhador por reduzir em até 40% o valor do benefício no ato da aposentadoria.

   Segundo o Dieese, o prejuízo é ainda maior para os que ingressaram precocemente no mercado de trabalho e começaram a contribuir mais cedo para a Previdência Social. A alegação de que o fim do fator colocaria em risco a estabilidade da conta da Previdência não se sustenta. A revogação do redutor custaria R$ 3 bilhões para o governo, enquanto a desoneração da folha de pagamento das empresas custa hoje R$ 17 bilhões para o País.

   Por isso, os dirigentes de todas as Centrais sindicais vão intensificar a luta em 2014 e, ao mesmo tempo apostar na mesa de negociação com o Governo Federal. Outra questão à qual o governo virou as costas é o problema da desindustrialização. Os dirigentes sindicais alertam ainda sobre a falta de uma política que fortaleça a indústria e preserve empregos diante do tsunami das importações.

   A chave para o país crescer passa pelo aprimoramento da infraestrutura, da educação e da saúde. Mas, infelizmente, o Brasil não se preparou para os desafios. A Presidenta Dilma fracassou na tentativa de modernizar a infraestrutura. A economia está com o freio de mão puxado, amarrada a uma velocidade insuficiente para consolidar os avanços sociais e atenção à massa de trabalhadores que constroem este Brasil.

Prof. Jânio Batista de Macedo

Presidente do SINDNAPI/MS

www.sindicatodosaposentados.org.br

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