Zaki News

03/05/2013 - 16:35

Por: Jéssica Castro

Estradeiro Aprosoja visita Santo Antônio das Lendas e faz avaliação no Sindicato Rural de Cáceres


Ronivon Barros

   Nesta sexta-feira, após visitar in loco, a área da futura instalação do Porto de Morrinhos, localizado na Fazenda Santo Antônio das Lendas e percorrer o trecho de 80 km até chegar à Cáceres, a comitiva que integrou o Estradeiro Aprosoja, se reuniram na sede do Sindicato Rural onde se realizou o encontro do Movimento Pró-Logística de Mato Grosso.

   Representando o governador Silval Barbosa esteve o secretário de Estado do Meio Ambiente José Esteves de Lacerda Filho. “Este movimento é fundamental para nosso Estado. O governador tem grande preocupação em integrar todo Mato Grosso e melhorar a logística. Cáceres tem uma posição estratégica e é peça fundamental para o desenvolvimento do Estado”, disse

   O movimento tem como missão articular junto aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário a implantação e manutenção de obras rodoviárias, ferroviárias, hidroviárias e portos que possibilitem redução de custos para o setor produtivo. O movimento Estradeiro Aprosoja é apartidário conta com apoio da maioria dos parlamentes. Trata-se de caravanas de produtores, agrônomos e pessoas deste setor que passam pelas principais estradas e produções agropecuárias do estado para confecção  de relatórios que são enviados a Brasília.

   Apesar do Centro Oeste no Brasil ser o primeiro no ranking de exportação, os agropecuários encontram dificuldades em transportar suas produções pelo motivo do alto custo sobre o transporte afetando assim o produto final. Com a explanação desta tarde o Sr. Edeon Vaz coordenador executivo do movimento Pró-Logística na Aprosoja trouxe-nos dados alarmantes como o custo do transporte, exemplificando: de Sorriso/MT até Santos/SP o produtor paga U$145, seguindo até a China mais U$45, saindo assim o custo do transporte de U$190 por tonelada, analisando esse mesmo trajeto só que agora no escoamento por hidrovia sairia a cada 1950km o custo de U$10 a U$18 por tonelada. A desvantagens está que nosso principal concorrente os Estados Unidos paga a cada 3 mil Km cerca de U$36 deixando assim nossa produção mais cara.

   No Brasil trafegamos 53% em rodovias, 36% em ferrovias e apenas 11% em hidrovia motivo esse que o encontro se torna tão importante. A cidade de Cáceres, fundada em 06 de outubro de 1778, com o Rio Paraguai o único meio de comunicação com o mundo, como visto Cáceres tem sua formação histórica como cidade Hidroviária antes de se tornar Rodoviária. Havendo assim o estudo discutido com profissionais e políticos desde o ano de 1999 a possibilidade da implantação da Ecovia do Paraguai, nome sugerido por Marcio Lacerda, por se tratar de um meio mais ecológico, como já cientificado a movimentação das barcaças não interferem no meio ambiente, substituindo assim 1550 caminhões por apenas dois motores fluviais.

   Com a Ecovia Paraguai em funcionamento haveria a integração dos modais Noroeste, Centro Amazônico, Centro Nordeste, Sudoeste e Sudeste do estado, unificando os corredores de exportação, tornado Cáceres logisticamente um eixo  da IIMA – Iniciativa para a Integração da Infraestrutura Regional Sul Americana, passando o escoamento por Corumbá/MS,  pela sede do Terminal Fluvial sugerido Santo Antônio das Lendas/MT, seguindo para o porto de Assunção/ Paraguai e porto de Nova Palmira/Uruguai.

   Desde o ano de 2000 foi decidido que a sede do Terminal Fluvial seria Santo Antônio das Lendas/MT, Baía Morrinha, ficando localizada a 140km de Cáceres pelo Rio Paraguai e 80Km pela BR 174. Essa proximidade só trará benefícios a Cáceres que ficará como corredor bi oceânico.

  Com estudos trazidos a discussão pelo profissional Engenheiro Adilson Reis, a importância da Hidrovia que circulará conforme o ecossistema suporta, sendo que de Cáceres/MT a Corumbá/MS suportando 2.000 a 6.000 toneladas, retirando assim 70 a 200 caminhões da rodovia, de Corumbá/MS a Assunção/Paraguai  com maior navegação 6.000 a 18.000 toneladas, saindo assim  200 a 600 caminhões de circulação, de  Assunção/ Paraguai a Nova Palmira/ Uruguai 18.000 a 30.000 toneladas, deixando de circular  600 a 1.000 caminhões. O que é melhor com tudo isso será a diminuição do preço dos transportes das produções dando ao Brasil condições mais justas de competir com as exportações de outros Países.

   O prefeito concluiu as falas mencionando o seu apoio a importância do evento e das associações de produtores rurais.  Ressaltou que, com a implantação da Zona de Processamento de Exportação de Cáceres (ZPE), é imprescindível a estruturação logística da região. “Temos várias frentes de articulação para a ampliação da nossa logística. Entre elas está a estruturação do Aeroporto Internacional de Cáceres, além da pavimentação da MT-343, que liga Cáceres ao Médio-Norte do Estado, por Barra do Bugres

   Também participaram do evento o secretario de Governo, Neto Gouveia, o secretario de Obras, Valdeci Costa, o secretario de Indústria e Comércio, Júlio Parreira, o secretário de Estado de Meio Ambiente, José Lacerda, do secretário de Acompanhamento à Logística Intermodal de Transportes, Francisco Vuolo, além de prefeitos e vereadores de vários municípios, entre outras autoridades. 

Comentários: ( 1 ) cadastrados.
Por: rogerrio
cáceres
ótima matéria, bem informativa e direta...
04/05/2013 11:10:22

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