20/10/2021 - 05:34

Por: Jânio Batista de Macedo

Mensagem de Quarta-feira (20)



BOM DIA PARA VOCÊ...!

Pois bem, pensando aqui com meus botões; hoje vivemos em um ritmo acelerado na realidade atual. Desempenhamos diversas tarefas e nos comunicamos com várias pessoas por diferentes redes de contato. Mas mesmo rodeados de pessoas e com uma lista repleta de compromissos, há um sentimento desconfortável de desemparo e abandono que desmotiva, provoca medo e tristeza. É a solidão...! Em alguns países como os Estados Unidos e a Inglaterra essa sensação já foi considerada inclusive problema de saúde pública. É difícil definir exatamente como se origina, pois depende de condições que envolvem personalidade, experiências de vida, habilidades de interação social e outras variáveis ligadas com a própria a formação da pessoa. Estar só é diferente de sentir-se só. A ideia de solidão está muito ligada com o momento no qual estamos desacompanhados. Mas especialistas são enfáticos ao destacar que existe uma grande diferença entre estar e sentir-se só. Nesse sentido, psicólogos explicam que sentir-se só acontece quando a pessoa não encontra formas significativas de ser útil, seja a si mesmo ou na comunidadeonde vive. Tem a ver com a maneira que a pessoa vê e se vê no mundo. E está ligado com sensações de estranhamento, dificuldade de aceitação e de não pertencimento. Expressa o desencontro com o outro e casos consigo mesmo. Ao nos relacionarmos, é natural idealizarmos os encontros e as interações sociais a partir do desejo de encontrar cumplicidade, identificação e companheirismo. Mas quando não encontramos isso no outro, é possível que se acentue a sensação de desamparo que nos acompanha desde o início da nossa formação como seres humanos. Esse abandono real ou simbólico decorre de várias experiências que podem estar relacionadas com traumas, perdas precoces, mudanças que nos afastam de amigos ou parentes próximos, ou casos de abusos e até de violência.

Isso também acontece por uma série de medos, seja do desconhecido ou mesmo da morte. São noções que permeiam a cultura contemporânea de maior isolamento e segregação por questões de segurança que diminuem as oportunidades para trocas e a construção de redes de contato de confiança... Por isso é indicado estabelecer relações próximas que permitam dividir intimidades, angústias e dificuldades, como a ideia de que "todos estão bem menos eu". A partir de laços mais próximos, buscar vivenciar a empatia e o acolhimento, e dentro de uma situação de conforto, aprender a identificar, aceitar e lidar com os próprios sentimentos, inclusive a solidão. Quando uma pessoa se sente bem consigo mesma, ela não fica solitária, pois tem o seu próprio apoio e auto-cuidado inteiros e verdadeiros. Esse assunto vai longe. Por hora desejo-lhe saúde e um ótimo dia. Cuide-se.

(Prof.Jânio Batista de Macedo)

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