04/10/2021 - 06:00

Por: Antonio Costa / Zakinews

Dona Gracinda Dantas, 97 anos: “a vida é uma sucessão contínua de oportunidades”


Gracinda Melo Dantas, 97 anos de idade, chegou em Cáceres aos 20 anos. Ela é a homenageada da semana do Zakinews




Antonio Costa,
EXCLUSIVO ao Zakinews

Neste 6 de outubro, Cáceres completa seus 243 anos. Momento de festa e saudação aos cacerenses de nascimento e aos de adoção, que escolheram a Cidade Portal do Pantanal para morar e aqui constituírem suas vidas de sonhos e realizações.

A reportagem foi buscar na quase centenária cidadã maranhense o seu exemplo de luta, determinação, coragem, força, sonho e fé quando se quer viver feliz e com coragem na busca dos sonhos e naquilo que se propõe a acreditar. Seu nome: Gracinda Melo Dantas – 97 anos – lucidez e uma vida rica de sonhos conquistados desde que em Cáceres chegou na data de 7 de abril de 1944, portanto há 77 anos.

Sua vida é contada graças a sugestão do comerciante Carlinhos Raymundi ao site zakinews. Ele é como um filho para a nonagésima, sempre está por perto numa demonstração de carinho e amizade, desde os tempos que o filho Nelsinho Dantas era vivo e se tornou seu grande amigo, hoje uma imensa saudade que ficou.

Os pais de Gracinda: Raul José de Melo e de Pastora Souza Melo - Álgum de família

As filhas de Raul e Pastora: Gracilma, Gracy e Gracinda - Álbum de família

Gracinda Melo Dantas, nasceu em 6 de Abril de 1924, em Picos (hoje Colinas-MA). Filha de Raul José de Melo e de Pastora Souza Melo. O casal além de Gracinda, ainda teve outras duas filhas: Gracildes e Gracilma.

Na obra carinhosamente preparada pelas filhas Regina e Kátia, além do genro João, intitulada Páginas Vividas nas comemorações dos 93 anos da homenageada, e, que nesta oportunidade serve de consulta para enriquecimento do material memorialístico e histórico desta maranhense, ela conta à bisneta Luísa, em relato escrito em 2016 um pouco sobre o seu nascimento:

“Nasci num claro dia de domingo, às 12h30 do dia 6 de abril de 1924. Era hora da sesta e a cidade estava calma. Mamãe estava mal e tiveram que chamar o Dr. Zeca, único médico da cidade.

Com o auxílio de um fórceps, logo surgiu um bebê, vermelhinho, cabeludo e tão pequenininho que, após o banho e já preparadinho, colocaram-no num travesseiro para poder carregá-lo. Era uma menina e chamaram-na: Gracinda.

O local desse acontecimento foi Picos, que hoje se chama Colinas, uma pequena cidade do Estado do Maranhão às margens do rio Itapecuru. A cidade era pequena e sem grandes perspectivas. Todos se conheciam, vidas em comum e muita fofoca. Morávamos numa boa casa, atijolada, com jardim e quintal, na praça principal. Levávamos vida simples. Mamãe tinha uma escola particular e papai trabalhava no que aparecia”.

Ela continua no seu relato... ”pouca recordação tenho da minha terra, eu tinha apenas cinco anos. Lembro-me de nossa casa, os compartimentos, o quintal com muitas fruteiras, o jardim com muitas rosas, a chácara de Adélia, o riacho, o rio Itapecuru, tia Vicentina, toda rosadinha, e Elmar, meu primo e companheiro de brinquedos”.

O pai trabalhou no seringal

Ainda jovem e solteiro, Raul, o pai, foi para Marabá, no Pará, onde trabalhou num seringal. Teve problemas psicológicos e começou a se esquecer das coisas. Voltou para Colinas e foi morar na fazenda do tio, pai de Pastora. Em 1927, Raul, já pai de três filhas.

“Aventureiro como todo nordestino, saiu pelo Brasil afora, em busca de um futuro melhor. Esteve no Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Pará e por fim Mato Grosso, onde já moravam alguns parentes e, encantado com os promissores garimpos do Araguaia, ali ficou em um vilarejo, à margem esquerda do rio e denominado Registro do Araguaia”.

Satisfeito com as possibilidades de trabalho em Mato Grosso, Raul pediu ao cunhado Antônio que fosse buscar sua família em Colinas: “Éramos uma comitiva numerosa: mamãe com três filhas, a empregada Raimunda com um filho, minha avó, mãe de mamãe, Dindinha, irmã de mamãe, e Adélia, tia de papai; todos sob a direção de tio Antônio, irmão de mamãe. Devemos ter saído em março e chegamos em julho de 1929 a Registro do Araguaia.

A longa viagem teve passagem e permanência de dias na casa de parentes, passando por Caxias-MA, São Luiz, Rio de Janeiro, São Paulo, em trajetos feitos de navio, trem e por último caminhão.

Recordações de Araguaiana

Com a memória em dia em que pese os quase cem anos de uma vida muito bem vivida, Dona Gracinda volta ao tempo e em riquezas de detalhes conta como era a nova morada, a Vila de Araguaiana, 600 quilômetros de Cuiabá.

“Vivíamos isolados da civilização pela falta de estradas e tendo como único meio de comunicação o telégrafo e um correio quinzenal transportado por burros.

Não havia médicos nem farmácias, e a instrução era ministrada por religiosos salesianos que ali mantinham um internato.

O pai Raul começou a trabalhar de coletor estadual de impostos, taxava o comércio local e também o gado que atravessava o rio, vindo de Mato Grosso para Goiás e São Paulo. Pastora, a mãe, trabalhava de costura.

Viagem para Cuiabá

“ A viagem para Cuiabá era longa e perigosa. Era feita em duas etapas. A primeira a cavalo, num percurso de 300 quilômetros e sete dias de marcha. A segunda era feita em caminhões de carga e durava três dias. Atravessavam-se as mais diversas regiões: cerrados áridos, charcos, florestas densas povoadas por onças, cobras e índios selvagens, uma jornada difícil, sobretudo numa estação do ano em que as chuvas eram fortes e intermitentes.

Levava-se alimento para todo o percurso. Geralmente farofa de galinha e algumas conservas. A marcha era lenta para que os animais pudessem resistir a longo e áspero percurso. Seguíamos em fila indiana, tocando à frente dois burros carregados com a nossa pesada bagagem.

Os pernoites eram nas fazendas e no mato onde se armava redes. Uma dessas fazendas só restaram parte da madeira, ela foi incendiada pelos xavantes que massacraram todos que ali viviam.

Até que após cinco dias de viagem, chegávamos a Merure, uma missão salesiana de índios bororos. Era uma linda colônia, com vista para três morros, tendo cada um deles no cimo uma grande cruz, símbolo da fé e abnegação daqueles corajosos missionários.

Seguia-se mais um pernoite no mato, e por fim chegávamos a Sangradouro, onde havia, além da Colônia Sagrado Coração de Jesus, dos Bororo, um internato para as meninas da região. Era o término da nossa primeira etapa. Entregue às irmãs, aguardávamos a passagem de algum caminhão cargueiro que nos conduzisse à Cuiabá. Eram mais três dias de viagem”.

Foto de formatura de Grancinda no Colégio Liceu Cuiabano

Os estudos em Cuiabá

Em 1936, Gracinda chegou para fazer o curso de Admissão em Cuiabá. Sua irmã Gracy já havia chegado dois anos antes. A intenção era a Escola Normal, mas, por mudanças no currículo escolar, acabou indo para o Liceu Cuiabano, foi colega de turma de Zezé Dantas, que namorava Gracy.

Num dia de domingo, 7 de janeiro de 1940 (aniversário de Gracilma), dia de retreta no jardim, Gracinda encontrou o irmão de Zezé, Nelson – que ela já conhecia de vista, pois as meninas do Liceu, da janela da escola, espionavam os moços do São Gonçalo em seus garbosos uniformes.

Duas irmãs, dois irmãos: muita história surgiria desses namoros...

Gracinda e Nelson, em janeiro de 1948 - Álbum de família


O noivado...casamento

Formadas, as irmãs Gracy e Gracinda voltaram para Araguaiana, onde lecionaram em escolas da região. Ao mesmo tempo, Gracinda se preparava para o casamento. Nelson foi para Araguaiana e ficaram aguardando a chegada do enxoval, mandado comprar no Rio de Janeiro pela tia Carmen.

“ O barco que finalmente vinha trazendo o enxoval saiu de noite e terminou virando no rio. Perdi todo o enxoval, o vestido de noiva, tudo, tudo. Aí mamãe fez outro vestido e foi com esse que me casei. Nelson não podia esperar mais, tinha ficado muito tempo lá”.

Nessa época ele trabalhava com o pai na Colônia, fazia medições de terra.

O casamento religioso, celebrado em sua casa em 10 de agosto de 1944, teve que acontecer com um vestido de noiva caseiro, e um enxoval mais modesto.

No caminho para Cuiabá, Nelson e Gracinda casaram-se no civil em Barra do Garças na presença de Raul, que viajava com eles. Gracy já havia se casado por correspondência.

Moradores da Fazenda Ressaca

Recém-casados, Gracinda e Nelson moraram por uns tempos na Fazenda Ressaca, onde o pai de Nelson trabalhava como administrador da Colônia do Norte, responsável pela produção da cana-de-açúcar para suprir a Usina.

Na Usina, uma roda hidráulica, construída pelo avô de Nelson, Manuel Lopes Martins, gerava eletricidade. E havia carpintaria, serraria, farinheira, monjolo, caieira, curtume de couro, olaria, sapataria, armazém, açougue, farmácia, escola...

Posteriormente o jovem casal muda-se para Cuiabá. Na capital, Nelson trabalhou por um tempo vendendo títulos de capitalização. Esse trabalho levou-o a vários garimpos do Estado e, em Guiratinga, onde havia uma pequena escola para pilotos, teve a oportunidade de voltar a voar – ele já sabia pilotar, mas não tinha o brevê, que só conseguiu quando apareceu uma banca examinadora em Jataí-GO. Pouco tempo depois, foi a vez de Zezé também tornar-se piloto.

Em Cáceres, vários fazendeiros se reuniram e fundaram uma companhia de aviação: Aerovias Mato Grosso. Nelson ficou como piloto e Zezé como agente.

A perda de vários aviões em acidentes, somada à má administração, levou a empresa à falência. Nelson foi então para Cuiabá trabalhar na Companhia de Estradas de Rodagem (CER). Isso foi por volta de 46 ou 47, mas esse emprego durou pouco tempo. Com o desemprego do Nelson, Gracy e Gracinda começaram a bordar enxovais de criança para vender.

Zezé, já com brevê, resolveu comprar um avião, o Paulistinha. Com isso, Nelson e Zezé puderam trabalhar, revezando-se nos voos. Isso continuou até a morte de Zezé, num acidente com esse avião em janeiro de 1949.

Em 1952, estando Raul já trabalhando no IBGE de Cuiabá, Pastora também veio para a Capital.

No final desse ano, Nelson e Gracinda resolveram mudar-se para Cáceres.

Páginas Vividas, retrata a vida da dona Gracinda Dantas, uma iniciativa das filhas Regina e Kátia

A Família Martins Dantas

Ainda conforme do que consta na coletânea Páginas Vividas, que conforme já foi dito, um presente das filhas Regina, Kátia e o genro João, à Dona Gracinda por ocasião dos seus 93 anos, “A história da família Martins começa com o casal de portugueses Manuel Lopes Martins, nascido no Porto, e Maria dos Prazeres Pereira, natural de Olhão. Chegando ao Brasil, o casal viveu primeiro em Pelotas-RS, depois se instalou em Cáceres. Manuel construía barcos, e encontrou à beira do Rio Paraguai um mercado florescente para seu trabalho.

Do casamento de Manuel e Maria dos Prazeres (Prazerinha) nasceram: Eliodoro, Raul, Isaura, Elisa, Marciano, Eduardo, Silvério, Plácido, Maria dos Prazeres (Menina), Palmira e Enedino.

Isaura Martins se casou com José Vilar Dantas, que veio para Cáceres trabalhar como feitor. Ele era natural de Carnaúba dos Dantas, pequena cidade da região do Seridó, Rio Grande do Norte.

Nelson Dantas e Gracinda quando moravam na Fazenda Ressaca

Nelson teve apoio dos fazendeiros

Após a temporada em Cuiabá, Nelson e Gracinda estão de volta e foram morar com os pais de Nelson na Ressaca.

Nesse tempo, Nelson procurou os fazendeiros para levantar capital para comprar avião para ele. Fizeram um acordo: os fazendeiros construiriam os campos de aviação e, em troca, Nelson tinha que levar a correspondência das fazendas toda semana. Isso perdurou até Nelson pagar o avião.

Por esse tempo Nelson começou a trabalhar num ritmo intenso como piloto. Muitas vezes acordava de madrugada e só voltava à noite.

Como resultado disso, começou a apresentar alguns problemas psicológicos – a medicina moderna diagnosticaria seus sintomas como a Síndrome do Pânico. Assim teve que deixar de pilotar por um tempo, ficando apenas com a administração dos voos.

Em busca de tratamento para a doença, Nelson e Gracinda passaram alguns meses no Rio de Janeiro – ocasião em que ela pode conhecer melhor a cidade, nas horas vagas do tratamento.

Dona Gracinda esquiando de para-quedas - Álbum de família


As lembranças de Dona Gracinda...

-Em 1942, ela concluiu o Ginásio. Recorda dos professores Francisco Mendes, Nilo Póvoas, Padre Theodoro, Gerci Jacó, Ernesto Zaramella, Cesário Neto de Figueiredo.

-Em 1960, a construção do sobrado da Rua Seis de Outubro.

-Em 1961, a chegada de Nelsinho.

-A compra da Rural, do Galaxie e dos aviões.

-O trabalho do casal como revendedor de gasolina de aviação da Shell.

-A chegada de Kátia, completando assim o trio de filhos.

-A criação da Catal (Cáceres Táxi Aéreo), que já em 1976 fazia a linha diária para Cuiabá.

-O curso e a prática de rádio-amador que (entre 70 e 72) passaram a permitir a conversa com usuários de rádio de diversos estados do país e com a filha Regina no Rio de Janeiro.

-A viagem feita ao Amazonas com Nelson e Nelsinho, em 1972, quando passearam de barco pelo Rio Negro e viram o encontro das águas.

Batizado de Brevê em Cáceres.- Dona Gracinda foi uma delas


-O brevê de Dona Gracinda...em 2 de outubro de 1974 a prova teórica. Posteriormente pilotou de Cuiabá-Cáceres, “para mostrar aos homens que a mulher é capaz”.

-O curso de Letras na Unemat em 1982. A princípio, os colegas acharam que ela era burra, fugiam dela na hora dos trabalhos em grupo. Fazia os deveres sozinha, e, tirava as melhores notas. A situação reverteu: os colegas de sala queriam fazer os trabalhos com ela.

-A introdução do esqui aquático na cidade. Gracinda, por ser ágil e mais leve, conseguia ficar no topo da pirâmide de esquis.

-Em 1970, Nelson comprou uma lancha para puxar esqui. Depois, em 74, veio a Hirondelle azul e branca, que permitia puxar até 5 ou 6 esquis de uma vez.

-Fez curso para Arrais Amador.

-Nos anos 90, uma nova fase começou na vida de Gracinda. Depois da morte de Nelson , em 1989, e com a vinda dos netos – foram sete, entre 1986 e 2000, Gracinda mudou-se para uma outra casa recém construída num terreno à beira do rio Paraguai, onde permanece até hoje, em meio a tranquilidade e a paz do lugar. Pena a seca que castiga todo o grande rio...

“Sou feliz! Tenho paz, gosto de sonhar, não sinto raiva”.

Não gosto de telefone. Celular então nem pensar. Não tenho jeito de conviver com essa modernidade...É porque ainda não aceitei...”

Gracinda esquiando no topo da pirâmide


“Graças à Deus, nunca me senti pobre”.

“Sempre gostei do conhecimento. Gosto de livros: Gabriel Garcia Marques, Lin Yutang (Sabedoria da América), Rubem Alves...”

“Nelson foi muito trabalhador. Deus ouvia tudo o que queríamos.”

“O conhecimento é vasto. Assim, a gente nunca sabe nada”.

“Se todos fossem bons, que bom seria o mundo”.

“Esse rio é a vida de Cáceres...”

Baía do Malheiros

Entre as suas criações poéticas, está o soneto que fez para homenagear a Baía do Malheiros...

Baía de águas calmas, sonolentas
Na tepidez da tarde que se esvai.
Eu te amo na paz que te acalenta
O canto soluçante da torcaz.

E nos teus flutuantes aguapés
Onde a inquieta jaçanã se aninha
E num voo rasante, de través
Trissando passa airosa uma andorinha.

E quando a brisa vem beijar-te a face
Numa carícia lúbrica de amor
Arrepiadinha neste doce enlace

Vejo acender-se no teu corpo em flor,
Mil luzes, como se multiplicasse
Do sol, um raio, em celestial fulgor.

“O segredo de uma velhice agradável consiste apenas na assinatura de um honroso pacto com a solidão” (Gabriel Garcia Marquez).

REGISTROS DA FAMÍLIA NELSON E GRACINDA DANTAS
Nelson e Gracinda na residência da Rua Seis de Outubro - Álbum de família
Katia, num desfile no Humaitá - Álbum de família

Em 2016, Gracinda com Bosco, Katia e Regian
 
 

 

 

Comentários: ( 22 ) cadastrados.
Por: Marluce Fanaia
Cuiabá
Que linda e merecida homenagem a esta pequena grande mulher. Mulher admirável, sempre muito carinhosa e receptiva, encanta a todos que visitam sua casa.
Exemplo de mulher guerreira.
Felicidades dona Gracinda. Te amamos.
06/10/2021 14:16:49

Por: Gilza Ambrosio
Cuiabá
Meu querido aluno Toninho! Parabenizo pela excelente publicação! Reavivou a memória de nossa gente caverense que tanto contribuiu para o progresso da Cidade.
06/10/2021 13:44:39

Por: Milena Mendes Faria
Belo Horizonte
Dona Gracinda, quanta saudade da senhora e dos dias que passei em sua casa acompanhada de meu marido, de minha mãe Marly e de meu pai Pedrinho Mendes. Foram dias maravilhosos! Que história de vida linda a senhora tem! Desejo-lhe sempre muita saúde e vida longa. Um beijo com todo meu carinho.
05/10/2021 21:25:58

Por: Simone Castrillon
Cáceres
Que linda historia!! Uma mulher encantadora, inteligente muito a frente do seu tempo! Uma inspiração para todas as mulheres!!
05/10/2021 18:17:27

Por: Immanuel
Cáceres
Conheci muito bem essa maravilhosa família, quando moramos e tocávamos o hotel Tupã, na cmte balduino, próximo ao sobradinho da 6 de outubro, e sempre vamos essa maravilhosa família, me lembro TB da catal, e da epam, empresa q nos ensinou a aviação, eu também fiz o troco de aviação em 74, mas doeci e me aposentei do BB, nunca mais pude voar fiquei paraplégico em 1981
05/10/2021 15:24:08

Por: Paulo fanaia
Cuiabá
Tive a felicidade de poder conviver com a família da Gracinda durante a minha infância em Cáceres. Frequentei muito o casarão da rua 6 de outubro para brincar com meu querido amigo Nelsinho. Ela é a pessoa mais educada e gentilque conheci e de uma inteligência fora do comum. Recentemente fui visitá-la e recordamos muito desse tempo maravilhoso. Infelizmente meu amigo Nelsinho faleceu precocemente . Devo lembrar também do sr Nelson que nos levava para passear no aeroporto de Cáceres onde hoje é a Unemat. Como era legal! Infelizmente o tempo passou ! Saúde dona Gracinda! Parabéns Toninho e Zalinews pela linda e merecida homenagem. Me lembrei também do sr Zé Villar e dona Isaura pais do sr Nelson eram muito legais. Moravam na rua Tiradentes. Que saudade dessa época! Me lembro da katia bebê sempre linda!
05/10/2021 08:47:17

Por: Telma Maria de Assis Guimarães
Vila Velha ES
Minha madrinha Gracinda querida! Recebi esse presente da minha irmã Selma que mantém amigos em Cáceres.
04/10/2021 21:25:54

Por: Ana Clara
Cáceres
Encantada com a história dessa ilustre e maravilhosa dona Gracinda, que pessoa dinâmica, sua vida merece um livro, de contos, amei conhecer sua história, que talento, que memória, que Deus abençoe sempre vc dona Gracinda.
04/10/2021 20:34:19

Por:
Cárceres
Parabéns dona Gracinda. A senhora merece todo nosso carinho ❤
04/10/2021 19:39:53

Por: Amilce
Caceres
Uma pessoa encantadora e inspiradora !! Merecida homenagem!!!
04/10/2021 18:49:30

Por: Eleusa dos Reis
Cáceres-MT
Kishi, quero parabeniza-lo primeiramente pela iniciativa de valorizar a nossa cultura em seu site, não deixando que as histórias morram no tempo. Parabéns também pela família Dantas pela união e amor entre todos, dona Gracinda serve de inspiração e combustível pra buscarmos uma vida plena e chegar na sua idade com essa vitalidade.
Abraços
04/10/2021 18:28:06

Por: gilda
caceres
familia abençoada, deus abençoe sempre sua vida dona gracinda. bjs
04/10/2021 17:05:02

Por: Paulo Cesar Homem de Melo
Cuiabá
Meus parabéns à Regina Dantas, minha companheira de juventude, Katia e Bosco, por editarem esse presente à Dona Gracinda ,que no fundo é para todos nós que a conhecemos. Essa mulher, esse exemplo de mulher, muito à frente de seu tempo, tendo sua saga registrada por vocês, serve de guia para a menina que quer voar . Parabéns também a vocês Kishi e Toninho por tornarem pública essa homenagem.
04/10/2021 16:53:14

Por: Francisco Do Prado S. Junior
Cáceres
Que mulher valente, guerreira, digna da força, determinação e sapiência da mulher nordestina , nosso poderoso Deus, lhe dá vida dona gracilda, para podermos ter o privilégio de conhecer uma história tão bonita e rica como a da senhora, fui colega de sala de aula, de sua filha Virginia Cátia, lá no ISM, rogo a Deus que lhe muito mais vida e saúde, para todos nós aqui de Cáceres, podermos conviver com sua sabedoria.
04/10/2021 13:38:28

Por: Bilac Jorge da Cunha
CÁCERES
A dona Gracinda e o Sr. Nelson,. foram as pessoas que mais me deram força, acreditaram e confiaram pem mim. Trabalhei durante 06 seis anos como piloto na Catal, e só tenho boas lembranças daqueleo tempo. Ao Sr. Nelson, que o Bom Deus o tenha recebido e a Da. Gracinda o meu respeito . Só tenho que agradecer por vocês participarem da minha vida. Obrigado.
04/10/2021 10:45:03

Por: Gisele Martins
São Paulo
Linda história de vida! Muita saúde para a D. Gracinda!
04/10/2021 10:16:57

Por: Marilia
Cáceres
Que história inspiradora...e que benção chegar nos 97 anos com tanta saúde...energia...d.Gracinda, desejo a senhora muitos anos de vida com essa mesma disposição e boa feição. Parabéns zakinews por trazer sempre uma motivação a cada semana, enriquece a vida essas histórias...
04/10/2021 09:41:16

Por: Selma Guimarães Marques
Vila Velha/ES
Emocionante e emocionada... Dona Gracinda, querida nossa, mulher culta, generosa, acolhedora, à frente do seu tempo. Saúde, dona Gracinda, alegrias!!!
04/10/2021 09:33:44

Por: Ivana Souza
Cacoal
Estou grata por conhecer a história d pessoas que conheci n minha adolescência e tinha uma admiração imensa. Admirava a família do esqui aquático e o Deus grego, assim me referia a Nelsinho Dantas, quando o via deslizando pelas águas do Rio Paraguai. Sentada no cais da praça passava horas de domingo, assistindo as manobras. Dos membros da família Kátia foi que mais me aproximei e que mantemos amizade até hoje. Tive o prazer de rever a d. Gracinda através de.meu grande amigo Carlinhos na casa da Beira do Rio.
04/10/2021 08:52:21

Por: Olga Castrillon
Cáceres
Que bela história de vida que nos dá parte da história de MT. Uma personagem importante que merece ter sua obra divulgada. Mais uma escritora para as "Letras cacerenses"!!
04/10/2021 08:50:41

Por: Anônimo

Estou grata por conhecer a história d pessoas que conheci n minha adolescência e tinha uma admiração imensa. Admirava a família do esqui aquático e o Deus grego, assim me referia a Nelsinho Dantas, quando o via deslizando pelas águas do Rio Paraguai. Sentada no cais da praça passava horas de domingo, assistindo as manobras. Dos membros da família Kátia foi que mais me aproximei e que mantemos amizade até hoje. Tive o prazer de rever a d. Gracinda através de.meu grande amigo Carlinhos na casa da Beira do Rio.
04/10/2021 08:26:35

Por: Prof.Janio Batista de Macedo
Campo Grande MS
Conheci dona Gracinda na época que estudei no ISM Instituto Santa Maria - "Colégio do Freis" na década de 70. Fiquei amigo do saudoso Nelsinho Dantas, seu amado filho e assim nossa amizade aproximou-me da família. Dona Gracinda sempre recibia com alegria os amigos do Nelsinho. Ao conhecê-la chamou-me a atenção à inteligência dela, uma mulher que lia muito, estudava francês, pilotava avião e cuidava da sua casa e da família. Uma mulher a frente do seu tempo...! Um linda homenagem nessa reportagem e ainda sobre o livro que conta sua história de sua vida. A morte do filho Nelsinho foi um baque na minha vida. Um amigo que preservei até seus últimos dias, mesmo eu morando distante. Nas férias eu sempre os visitava, almoçava lá na chácara e aproveitava para conversar com dona Gracinda. Com a chegada da pandemia reduzi minhas idas em Cáceres e das vezes que ia eu evitei de visita-la devido a circunstância da Covid-19. Além da admiração eu quardo as boas lembranças das conversas que tive com ela. Espero em outubro por ocasião do aniversário da minha mãe, fazer uma visita à dona Gracinda. Almejo-lhe sempre saúde e vida longa.
04/10/2021 08:07:56

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