05/09/2020 - 18:28

Por: Airton Reis

CLAREIRAS & FOGUEIRAS ILIMITADAS - POETA AIRTON REIS


 

Três biomas.
Três paisagens ameaçadas.
Inúmeras lágrimas derramadas.

Chora a Floresta Tropical.
Soluça sem água o Pantanal.
Arde em chamas o Cerrado no Brasil Central.

Décadas em continuadas degradações.
Meio Ambiente preterido em legislações.
Marcados pelas extinções. Indígenas populações.

E a poesia chega atrasada para mais um funeral.
Queimada a Chapada, o Vale é mortalha sem flor.
Afinado o mato grosso, a Amazônia é fogo abrasador.

Nem tu Pantanal
escaparás dessa saga
do humano depredador.

Jacaré vira
piada em espaço virtual.
A boiada encurralada e sem pastagem natural.

Morrer
se tornou verbo
conjugado neste tempo verbal.

Clareiras e fogueiras
ilimitadas pelo governo federal.
Todavia, os versos não conhecem o ponto final...

Uma vez escritos, em letras,
para sempre mais do que uma leitura labial.
Choramos em estrofes. Gritamos em refrão:

Natureza ou Morte nesta Nação.
Certeza de conservação ou Calamidade neste Sertão.
O rei imperador está morto. Vida longa à nossa Constituição!

(Desenho ilustrativo: Potira, flor. Lágrimas diamantes sem valor).

 

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