17/08/2020 - 09:00

Por: Antonio Costa / Zakinews

Centenário do cinema em Cáceres e as ricas histórias da sétima arte


 Antonio Costa, EXCLUSIVO ao Zakinews

 

   Os registros históricos elencados nas pautas semanais do Zakinews, desta vez ocupam as páginas para relatar as décadas de magia do cinema, cuja história define que essa escalada de sucesso começou nos anos 20 com a exibição do cinema mudo. O seu idealizador o cacerense Leopoldo Ambrósio Filho, que segundo o pesquisador Pedro Paulo Pinto de Arruda, o Pedrinho, inaugurou naquela época o Cine Phenix.

Cinema Phenix de Leopoldo Ambrósio Filho no início da década de 20, com propaganda no Jornal A RAZÃO, no mês de janeiro/1921


   Sobre a história do cinema em Cáceres, trazemos o abalizamento da Academia Brasileira de Arte (ABRA), que num enfoque rápido situa como o cinema passou a ter a sua predileção e popularidade entre as gerações em todos os quadrantes nacionais. Veja o texto a seguir:

   “E chegamos então à famosa sétima arte, o cinema. De todas, talvez a que tenha maior penetração entre os brasileiros. É difícil conhecer alguém que não goste de filmes (e agora séries), e um dos passeios preferidos por jovens e adolescentes é, exatamente, o cinema.

   Se hoje estamos nos tempos de mega produções com efeitos especiais, é porque o cinema é uma das artes que mais usou da criatividade em tempos de tecnologias esparsas. Os clássicos filmes de Charles Chaplin eram verdadeiras obras de arte, assim como seus contemporâneos do chamado cinema mudo.

   Foi nas telonas que muitas pessoas aprenderam sobre amor, carinho e até mesmo política e esportes. Nas décadas de 60 e 70, era comum passar os gols da rodada nas salas de projeção antes dos filmes”.


Jornal FRONTEIRA, de 02/junho/1935, divulgou a campanha em prol da construção da Catedral Sao Luiz, com exibição de fulme no salão do Colégio Franciscano


  
Pois bem. São 90 anos que a sétima arte faz parte da vida do cacerense entre as gerações que se passaram e as que até hoje ainda permanecem para contar um pouco dessa rica história. Com o Cine Phenix cujo nome se remete à antiguidade grega da simbologia do pássaro que ressurgiu das cinzas, o legado do idealizador Leopoldo Ambrósio Filho continuou a marcar pontos indeléveis de milhares de memórias. E, assim, haverá de ser entra década sai década.

   Cerca de vinte anos depois, surgiu o Cine Vitória, cujo idealizador foi José Setemberg. Pouco se sabe sobre os anos de vida do cinema, estima-se que teve pouco tempo de sobrevivência.

Idealizador do Cine Vitória foi o senhor José Setemberg. Depois, no mesmo local funcionou o Cine Palácio

Cine Poeirinha

Na sequência, ainda na década de 50, surgiu o Cine Palácio graças aos ideais progressistas do abastado comerciante Alfredo Dulce. Situado no cruzamento das ruas (hoje) Antonio Maria com a General Osório, o local das exibições era carinhosamente chamado de “Poeirinha” pelos seus habituais frequentadores.

   Sobre esse apelido, a reportagem conseguiu levantar que naquele tempo as citadas vias públicas onde a referida sala de projeção se localizava, não eram asfaltadas. Com o sufocante calor mesmo no período noturno, a direção do cinema costumava deixar as portas laterais e algumas janelas totalmente abertas. Vez por outra o público era atingido por densa camada de poeira com os veículos que passavam e mesmo com uma inesperada ventania. Daí surgir o tal Cine Poeirinha.

   Outra curiosidade que merece registro era a de que, costumeiramente aos finais de semana, o conhecido José Marinho Pinto de Arruda, que mais tarde foi trabalhar na Secretaria de Fazenda Estadual, ele que morava na Rua Tiradentes, se apresentava com as suas solicitadas interpretações em guarani, espanhol e mesmo italiano, a exemplo de Mia Gioconda. Costumava fazer sucesso e tinha o seu público cativo.

   Era sempre assim: antes da exibição do filme, José Marinho, uma atração à parte.

De propriedade de Alfredo Dulce, Cine Palácio também era conhecido por Poeirinha   -   Acervo Newton Moreno

   O Palácio foi também administrado posteriormente pelo dentista Airton Pinheiro Leite. Ainda está viva na memória das pessoas da época, a sirene e o seu estridente apito anunciando que mais um espetáculo iria começar...

   Na tela um bang-bang italiano com os famosos e solicitadíssimos Giuliano Gemma, Yul Brynner, ou um filme policial com Charles Bronson. Enquanto a criançada aplaudia as travessuras da macaca Chita a companheira inseparável do Tarzan...tempo também dos filmes de Sansão, Maciste, etc. Público fiel nas exibições noturnas assim como também nas matinês das criançadas.

Um dos mais famosos filmes de faroeste exibidos nos cinemas foi "O Dólar Furado", com Giuliano Gemma


Inspetor Garcia: “de menor não entra!”


Inspetor Luiz dos Santos Garcia

   À porta o Inspetor de Menor, Luiz dos Santos Garcia fiscalizava a entrada de menores. Garcia, como era conhecido, não dava moleza, “de menor não entra”. Ele sabia mesmo quem não tinha idade suficiente para assistir algum filme pornô que começava a surgir e a gurizada ficava doida pra ver Sônia Braga, Beth Faria, Rita Cadillac, Gretchen, etc.

   Garcia, e a sua implacável “lanterninha”, substituiu o inspetor Honor do Couto. Tomamos conhecimento através do seu filho Orlando que Honor entregou o cargo ao tentar barrar a entrada de uma menor acompanhada do pai (oficial do exército) para assistir a um filme pornô. Como não conseguiu dada a intransigência do militar, preferiu abandonar a profissão. 

   No Poeirinha, a gurizada tentava ludibriar a boa-fé de dona Clarinda, mãe de Renato Garcia, entrava pela casa dela, pulava o muro e chegava ao cinema onde tentava assistir algum pornô. Na maioria das vezes flagrada e retirada implacavelmente pelo inspetor Garcia.

   Outros personagens também atuavam na função: Demétrio, Cabo Fonseca, Américo.

O chique Cine Copacabana

   Na década de 1960, o carioca João Deluqui casado com a cacerense Tereza Castrillon, filha de Manequinho Castrillon, decide inaugurar o Cine Copacabana, e, assim, dividir a preferência dos amantes das telas com o até então único cinema existente na cidade, o Palácio.

Fachada do Cine Copacabana, hoje funciona o restaurante O Casarão, no calçadão da Praça Barão do Rio Branco

   Natural do Rio de Janeiro, João Deluqui teve como sua primeira mulher Alaíde Pinto de Arruda, filha de José Bonifácio Pinto de Arruda e Adelina Fanaia, que morreu no parto da filha Alaidinha.

   João Deluqui trouxe alguma inovação para o público expectador, que passou a lotar as dependências do recém-inaugurado cinema. Bomboniere, sorveteria ofereciam guloseimas ao público frequentador antes e durante a exibição dos espetáculos, era uma novidade na época.

   Além das exibições dos filmes de Mazaropi, sempre recorde de público, não poderia faltar Zorro, Tarzan, assim como principalmente os faroestes italianos.

   Posteriormente o proprietário da referida casa de espetáculos, passou a trazer shows musicais com cantores da época. Sérgio Reis, Agnaldo Timóteo, Vanderlei Cardoso, Valdick Soriano. Artistas que algumas vezes se apresentavam na cidade de Corumbá-MS e chegavam até Cáceres nos voos da Cruzeiro do Sul.

Os cantores que se apresentaram no palco do Cine Copacabana: Wanderley Cardoso, Sérgio Reis, Agnaldo Timóteo e Waldick Soreano


  
A cidade vivia então uma ebulição...Tempo em que ainda não existia a televisão por essas bandas, o que contribuía assim para fazer do cinema e dos shows musicais pontos de destaques da preferência de um grande e fiel público, que sempre lotava todas as 450 cadeiras disponíveis.

   João Deluqui tinha uma enorme paixão pelo Fluminense FC, o Tricolor das Laranjeiras. Tanto assim que nas vitórias e conquistas dos títulos estaduais, ele costumava hastear a bandeira do clube do coração na sacada do sobrado onde morava, na Praça Barão do Rio Branco, onde atualmente funciona o restaurante, “O Casarão”, do Sílvio.

Inaugurado o sistema de som...  

   Com a chegada do Copacabana, Cáceres ganhou também o seu primeiro serviço de som alto-falante, a cargo do locutor Dito, natural de Corumbá se tornou bastante popular na cidade, todos o conheciam como o “homem do alto falante do Copacabana”, foi assim durante vários anos. Dito era detentor de uma linda voz para aqueles que tiveram a oportunidade de ouvi-lo.

   Retornou anos depois à sua cidade natal, e então em 1972 o serviço de som passou a ser de responsabilidade de José Carlos de Carvalho, que mais tarde tornou-se o Zé da Zoom.


   Dessa época ele guarda com enorme saudade os mínimos detalhes de um tempo considerado de pura magia e de fortes emoções também. Basta lembrar que era época da plena ditadura militar, e, assim sendo, as devidas precauções e cuidados deveriam ser tomados.

Antes de tocar as músicas da programação do dia, que constava anúncios de propagandas de lojas, comunicados de falecimento, era obrigatório que fosse apresentado ao 2º. Batalhão de Fronteira a grade musical do dia. Que após ser vistoriada pelo serviço de inteligência, ganhava o visto e a autorização de exibição. Longe de se ouvir na época uma música de protesto. Assim sendo o alto-falante do Copacabana jamais poderia tocar um musical de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Milton Nascimento, Chico Buarque, Geraldo Vandré, etc.

   Assim mesmo, obrigatoriamente tinha que ser rodada toda a propaganda do Governo Federal. Mesmo com a censura imposta, Zé Carlos não reclama daquela época que marcou muito a sua vida profissional, “divulgávamos tudo que se passava na cidade, era bastante interessante”. De profissional do serviço de alto-falante do Cine Copacabana, ele mais tarde tornou-se o diretor artístico da extinta Rádio Clube FM, marcou uma época de absoluto sucesso em Cáceres.

   Antes do rádio, José Carlos foi também o gerente do Copacabana durante sete anos. Outros seis ele desempenhou o mesmo cargo, mas contratado pela empresa paulista Araújo Passos. Teve um período que a referida arrendou praticamente todos os cinemas existentes em Mato Grosso.

Os filmes de Mazzaropi eram os campeões de bilheterias nos Cines Copacabana e São Luiz 


  
Os filmes, segundo ele revela, vinham diretamente de Botucatu-SP onde era a sede da distribuidora Araújo Passos. Recorda das dificuldades que eram fazer chegar até Cáceres os filmes para serem rodados. “Muitas vezes os latões onde eram guardados molhavam no péssimo trajeto entre Cuiabá-Cáceres; estrada de chão com muito barro”. Aí entrava em ação o funcionário conhecido por Pelé que pacientemente tratava de secar cada centímetro do rolo de filme que posteriormente era todo revisado e só então estava apto para ser rodado. O mesmo Pelé era quem pintava os cartazes que anunciavam os filmes do dia e da semana. As placas com tais anúncios eram colocadas em pontos centrais da cidade, para serem recolhidas ao final da tarde.

Soldado à paisana era retirado do recinto

Ainda voltando ao regime de exceção, vale lembrar que a Polícia do Exército (PE), costumeiramente dava batida nos cinemas principalmente nos finais de semana, para fiscalizar se havia militares à paisana no interior do cinema. Por inúmeras vezes o filme era paralisado, as luzes eram acesas, e a patrulha vistoriava uma a uma as fileiras. Onde porventura havia um soldado sem o traje exigido, ele imediatamente era retirado do recinto e sabia que a punição era inevitável.

   Fora esse constrangimento, também era comum os expectadores que tinham o dissabor de ao deixar a sessão ser surpreendido com a falta da bicicleta que havia ficado lá fora. O caminhão da prefeitura passava recolhendo todas as magrelas que estavam sem o exigido emplacamento, elas eram apreendidas. 

   Se haviam certos dissabores, a época também era de puro romantismo e o amor se fazia pleno. Os jovens usavam da criatividade para burlar a vigilância dos pais que estavam atentos para ver com quem a filha estava saindo ou ensaiando namorar. Algumas vezes eles encarregavam alguns fiscais para ficarem de olho...

   Assim sendo normalmente entravam para assistir filmes grupo de jovens todos misturados e assim despistavam a atenção da vigilância a que estavam submetidos. Mas era só a luz apagar e o filme começar, para acontecer uma movimentação na parte dos fundos do salão de exibição... os pares então se encontravam e aproveitavam o ambiente para namorar.

A triste decisão de encerrar as atividades

   Durante 20 anos o Cine Copacabana compôs o cenário cacerense como o point de gerações da época do cinema. O seu idealizador, João Deluqui encerrou as atividades abalado que foi com a morte de sua filha Geisebel. Chegou assim para tristeza de uma considerável legião de amantes, uma marcante época de ouro do cinema cacerense.

Frente do Cine São Luiz no dia da inauguração       -       Foto: Akio Kishi

   Ao ver a cidade e os amantes da telinha sem a costumeira opção de lazer, o empresário José da Lapa Pinto de Arruda decide arrendar o Cine Copacabana. Permaneceu um certo tempo na sua direção, até ver o proprietário decidir pela venda do cinema.

O modernismo do Cine São Luiz

   Foi então que José da Lapa decide montar o seu próprio cinema com o apoio dos familiares e amigos mais chegados. Assim nascia o famoso Cine São Luiz, uma homenagem ao padroeiro de Cáceres, São Luiz e à própria cidade que chamava São Luiz de Cáceres. O caçula Luiz César Pinto de Arruda também era homenageado com essa escolha do nome do novo cinema. Foi inaugurado em 27 de fevereiro de 1971. Portanto no ano que vem, o São Luiz estaria comemorando sua boda de ouro de inauguração.

José Carlos Carvalho recebeu a equipe do Zakinews em seu escritório, sentado numa das poltronas do Cine Copacabana


  
Assunto este que Zakinews promete contar em sua próxima edição na parte final da história de 90 anos dos cinemas em Cáceres.

   O Cine Peduti também terá merecidas linhas sobre seu funcionamento como opção de lazer, entretenimento e cultura na vida de um povo. Nos anos dourados do cinema (50-60), o empresário e político Emílio Peduti chegou a concentrar em Botucatu no interior paulista, várias empresas de filmes do país. Tanto é que a referida cidade chegou a ser conhecida como a “Cidade do Cinema”.

   Mais tarde no fim da década de setenta, ele buscando alternativas de sobrevivência para as suas empresas cinematográficas, que passavam a definhar com o advento da chegada da televisão e do vídeo cassete, passou a visar o interior brasileiro. Nessa época foi que inaugurou em Cáceres o Cine Peduti na Praça Duque de Caxias, prédio que a família de Alfredo Calix construiu para inaugurar o boliche.  Aguarde a continuidade dessa rica história.   

 

Comentários: ( 15 ) cadastrados.
Por: Marly Pommot Maia
Cuiabá
No meu comentário disse nào saber que o tio Nito fora o pioneiro com o Cinema Phoenix, entendi errado, foi o Vovô Leopoldo. Desculpe pela confusão
28/08/2020 08:18:37

Por: Edson Ambrósio Pommot
Santos -SP
Lembro- me do Cine Palacio. Quando em ferias escolares, hospedava-me na casa do tio Luís (Luiis Ambrosio), que fora a da vó Clotilde. O som de uma sirene anunciava que a sessão cinematográfica estava preste a começar. Alguém lembrando desse fato, com certeza terá a idade proxima da minha.
Que nostalgia!
28/08/2020 08:12:14

Por: Marly Pommot Maia
Cuiabá
No meu comentário disse nào saber que o tio Nito fora o pioneiro com o Cinema Phoenix, entendi errado, foi o Vovô Leopoldo. Desculpe pela confusão
27/08/2020 21:06:47

Por: Marly Pommot Maia
Cuiabá
Como o Luis Marcio, uma poeirinha caiu nos meus olhos, lembrando-me dos tempos nas férias em Cáceres no casarão da Vovó Clotilde, íamos sempre, ao Cine Sào Luis. Tempos bons. Ótima matéria e assim fiquei sabendo do tio Nito como pioneiro na arte , com o Cine Phoenix. Parabéns .
27/08/2020 18:32:15

Por: Arq. Andre Luis Ambrosio Pereira
Cuiabá
Parabéns Kishi, realmente o Zakinews tornou-se fonte riquíssima de história da nossa cidade.
27/08/2020 17:18:57

Por: Luiz Marcio Ambrosio Curvo
Cáceres
Belíssimo artigo,fez um cisco cair nos olhos, senti saudades até das vezes que fui retirado "pelas orelhas" do cinema por "seo" Garcia e sua inseparável lanterna multicolorida. Me lembro de todos,""poerinha" com sua inesquecível sirene anunciando a sessão, Copacabana com os matinês de Tarzan e Mazzaropi e especialmente do São Luiz, palco dos meus primeiros (e de muitos da cidade ) namoros. Obrigado pelas recordações.
20/08/2020 16:45:11

Por: Maritza Maciel Castrillon Maldonado
Cáceres
Parabens Kishi! O cinema nos faz pensar o impensável, nos leva a imaginar, ter reações sensorio motoras indescritíveis!!! Que bom termos tido pessoas que acreditaram na setima arte em nossa história! Vovô Jose era cinéfilo... Lembro-me que depois da missa de domingo, era sagada a matinê!
20/08/2020 11:17:02

Por: Olga Castrillon
Cáceres
Que delícia a leitura das memórias da cidade. São filmes q se passam na nossa própria memória. Somos parte desses "anos dourados, mas tambem "anos de chumbo" que, mesmo distantes de nós, deixaram marcas de suas cruéis consequências sociais. A história propiciando reflexões!!!
20/08/2020 11:15:44

Por: Mariano Leal de Paula
Cuiabá-MT
Que rica e saudosa aula dessa arte na eterna Princesinha do Paraguai.
Não tem como não dizer: e passa um filme na mente e coração!
No Poeirinha, junto a tantos primos, assisti o primeiro filme na minha vida, por sinal um pouco sinistro "Ataúde do Vampiro".
20/08/2020 11:14:08

Por: Renata Souza
Cáceres
Época boa. Quantas lembranças.
20/08/2020 11:12:03

Por: Alfredo Pinto de Arruda
Campo Grande-MS
Tudo aí descrito foi muito fiel a história. Vivi a história inclusive a fase do Zé Cachorrinho. Zé Marinho. A abertura com voz do Caruso cantando a “ária” Furtiva Lágrima. Linda reportagem tem que ser incorporada no acervo histórico dessa inesquecível Caceres.
20/08/2020 11:10:43

Por: Fagner
Primavera do Leste
cheguei em caceres e meu primeiro passeio foi ir no palacio, boas recordações... lembro que as reunioes do fim de semana eram melhores quando tinham filmes bons na telinha, fiz muitos amigos nessa epoca...me fez sentir uma tremenda saudade dessa epoca tao boa que vivi em caceres...
20/08/2020 11:09:47

Por: Alexandre Augusto Vieira
Cáceres
AGUARDO A REPORTAGEM DO CINE PEDUTI, minha época de ouro pra namorar logo após sairmos da missa na catedral! Rsrs
20/08/2020 11:07:51

Por: JOSÉ MÁRIO FONTES AMIDEN
Cuiabá
O ZÉ CACHORRINHO QUE INAUGUROU O PRIMEIRO SERVIÇO DE ALTO FALANTE. O NOSSO PRIMO/AMIGO PEDRO PAULO DEVE TER MAIS DETALHES FIÉIS DA NOSSA HISTÓRIA E É CONHECEDOR DE MUITAS "ESTÓRIAS " DA NOSSA QUERIDA CÁCERES.
BOM DIA.
20/08/2020 11:02:38

Por: Wanda
Cáceres-MT
Kishi o zakinews está fazendo um digníssimo trabalho da cultura local, parabéns!!! Estes cinemas em Cáceres marcaram muitas gerações,inclusive a minha,lembro-me com saudade. Abraços
18/08/2020 13:56:59

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