22/07/2020 - 16:04

Por: Airton Reis

ASSEMBLÉIA MUNDIAL PELA AMAZÔNIA: ACRÓSTICO POR AIRTON REIS




 

América do Sul.
Sodalício Continental.
Solar da Floresta Tropical.
Encarte da Natureza em berço fluvial.
Meio Ambiente em entrelaçado viver emergencial.
Beleza e força tribal. A Cultura em ancestralidade.
Letra por letra. Palavra por palavra. Oração em oração.
Esteira rolante da extinção. Alardeada devastação. Omissão.
Indígenas acometidos pela pandemia viral em localizado padecimento.
Ativistas irmanados aquém de um silencioso parlamento. Espaço e tempo.

Movimento.
Universalidade.
Nossa realidade.
Dever e obrigação.
Instante de solidária união.
A voz da verdade. A vez da sociedade em ação.
Luta por justa e por precisa assistência e eficiente representação.

Públicos e privados.
Estados Federados e Países interligados.
Listas dos vitimados. Fotografias dos espaços desflorestados.
Argumentos e direitos afrontados. Povos ameaçados. Governos equivocados.

Aberta a discussão.
Minuto de silêncio às árvores tombadas nesse chão.
A vida pede passagem. A floresta é verso que se faz imagem.
Zênite da mortalidade em mais de uma aldeia, em mais de uma Região.
O tempo urge. A calamidade não espera. Anhanguera e Tupinambá. Acolá.
Nos arcos, a indignação. Nas flechas, um povo nativo sem o direito cidadão.
Índio sim senhoras e sim senhores. Escravos só nos tempos dos imperadores.
Avante com coragem e com determinação. Mãos dadas por imediata solução!

 

(Poeta Airton Reis. Cuiabá-MT, 18 de julho de 2020).

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