20/07/2020 - 15:18

Por: Airton Reis

ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS, 123 ANOS HOJE: VIVA!


 

Academia Brasileira de Letras.
Hoje, completa 123 Anos de Fundação.
Machado de Assis, por um ideal em floração.

Flores que se frutificam em literatura.
Flores cultivadas no jardim da nacional cultura.
Flores da língua portuguesa em secular formosura.

Idioma acordado em ortografia.
Paloma em asas da bem aventurada poesia.
Quarenta cadeiras ocupadas pela cidadania.

Brasileiras e brasileiros eleitos para imortalidade.
Pluralidade. Liberdade. Sociedade. Dignidade. Expressão.
Um Lema em Panteão. Um Lume em Edificação. Sala. Salão.

Sodalício e Silogeu.
Patronos e Ocupantes.
Premiações. Protagonistas. Figurantes.

Instantes de um País nem sempre retratado.
Membros eleitos, por vezes, em cabedal contestado.
Instituição de valoroso legado. Legado vivo quando desfolhado.

Sonhou Machado de Assis...
Sonhamos nós os professores
e as professoras em mais de uma lição em giz.

Biblioteca e bibliotecário.
Leitores e leitoras de uma Pátria aquém do imaginário.
Glossário de obras determinantes para o viver igualitário.

À cada tempo, o espaço ampliado.
Para cada Membro, mais do que um fardão em fios de ouro bordado.
Predicado antes do adjetivo. Sujeito composto em perpetuada oração.

Verbo escrever em conjugação.
O talento, antes da consagração.
O exemplo, em permanente e reluzente clarão.

A 20 de julho de 1897,
no Rio de Janeiro-RJ, na sala do Museu Pedagogium,
à rua do Passeio, realizou-se a sessão solene inaugural.

A alocução preliminar,
presidente Joaquim Maria Machado de Assis.

A memória histórica
dos atos preparatórios,
primeiro secretário Rodrigo Otavio de Langgaard Meneses.

O discurso inaugural,
secretário-geral Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo.

Em 1923, o governo francês doou à Academia Brasileira de Letras
um prédio, réplica do Petit Trianon de Versailles, construído no ano
anterior para abrigar o pavilhão da França na Exposição Internacional
comemorativa do Centenário da Independência do Brasil, no Rio de Janeiro.

Acervos arquivísticos e museológicos
guardam a história da ABL e a vida a obra
dos Patronos, Membros Efetivos e Sócios Correspondentes.

Na Academia Brasileira de Letras,
o Estado de Mato Grosso se fez presente na sua consolidação:

Francisco de Aquino Correia,
o quarto ocupante da Cadeira 34,
eleito em 9 de dezembro de 1926,
na sucessão de Lauro Müller, posse em 30 de novembro de 1927.

E Roberto de Oliveira Campos,
o sétimo ocupante da Cadeira 21,
eleito em 23 de setembro de 1999,
na sucessão de Dias Gomes, posse em 26 de outubro de 1999.

Na Academia Brasileira de Letras,
O Brasil em obras além de uma ficção.
A Língua Portuguesa que nos irmana nesta Pátria, neste País, nesta Nação!

Congratulação!

 

(Poeta Airton Reis. Cuiabá-MT, 18 de julho de 2020).

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