15/06/2020 - 09:00

Por: Wilson Kishi e Antonio Costa

Tributo ao Imortal Professor Natalino Ferreira Mendes


Wilson Kishi e Antonio Costa

 

NATALINO FERREIRA MENDES

 

· Imortal da Academia Mato-grossense de Letras

· Membro do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso (IHGMT)

· Membro fundador e presidente de Honra do Instituto Histórico e Geográfico de Cáceres (IHGC)

Nascido em Cáceres-MT em 03 de janeiro de 1924

Filho de: Bertholdo Ferreira Mendes e Anatália Trindade Mendes.

Foi casado com Olga Castrillon Mendes

Filhos: Márcio Castrillon Mendes, Vanilda Castrillon Mendes Dantas, Marilda Castrillon Mendes, Olga Maria Castrillon Mendes (Sandoval), Marilce Castrillon Mendes (Celso), Luis César Castrillon Mendes.

Netos: Karina, Janaina, Luiz Emídio, Linnet, Marcos, Luiz Mário, Luciane, Alessandro, Eduardo e Daniela, Felipe, Amanda e Thiago.

Bisnetos: 16 bisnetos.

Atividades Profissionais: Auxiliar Protocolista do Tesouro do Estado; Diretor e professor do Instituto Onze de Março; Diretor e professor do Colégio Estadual Onze de Março; Secretário de Administração e Desenvolvimento Social; Chefe de Gabinete da Prefeitura de Cáceres-MT.

Faleceu em 23/12/2011, aos 87 anos



   Orgulhosamente, Zakinews traz a síntese de um cacerense que nos deixou em dezembro de 2011, mas que nos seus 87 anos de vida, totalmente dedicados à sua cidade natal, nos mostrou a importância de registrar o passado, através de suas poesias e obras literárias, contando a rica história de Cáceres no curso do seu crescimento e desenvolvimento.

   Trata-se do professor Natalino Ferreira Mendes, a figura mais ilustre de Cáceres de todos os tempos, segundo pesquisas realizadas com mais de 3.300 alunos da Faculdade do Pantanal (FAPAN), realizada antes mesmo do seu falecimento, em 2011.

   Natalino Mendes nasceu na Princesinha do Paraguai, há quase 100 anos, em 03 de janeiro de 1924, na Rua Padre Casemiro, esquina com a Rua 13 de Junho, próximo ao Sangradouro. Filho do casal, Bertholdo Ferreira Mendes e Anatália Trindade Mendes, formou-se Técnico em Comércio, pela Escola Técnica de Comércio “Raimundo Cândido dos Reis”.

   Aos 33 anos de idade, Natalino começa a mostrar o lado poeta de ser. Nas comemorações do 179º aniversário de Cáceres, em 1957, lança seu primeiro poema intitulado “Cáceres”, com versos que viajam no passado, citações com o Tratado de Madrid, Albuquerque, Vila Maria, São Luiz de Cáceres, Poaia, e uma terra rica, que tem tudo para crescer.

Capa da publicação do primeiro poema escrito pelo professor Natalino Ferreira Mendes - abaixo estarão as fotos deste poema 


   Além de professor, foi co-fundador do Colégio Onze de Março, junto com Capitão Cândido, na década de 40. Trabalhou por vários anos na Administração Municipal, na maior parte do tempo, como Chefe de Gabinete.

   O gosto pela história e facilidade de organização dos fatos e acontecimentos políticos, administrativos e econômicos do município de Cáceres, associado ao trabalho público na prefeitura, fez com que o professor Natalino Ferreira Mendes publicasse os livros: “História de Cáceres” – Tomo I, II, III, IV e V, “Efemérides Cacerenses I e II”, Anhuma do Pantanal, “Pássaro Vim-Vim”, “Memória Cacerense”, “Cáceres, consequência de um Brasil grande”, “Marco do Jauru”, entre outros.


NFM, na tribuna da Academia Mato-grossense de Letras em discurso de posse

   Essas obras literárias, de uma enorme riqueza histórica e poética, despertaram nas forças vivas de Cáceres, que se uniram na indicação para ocupar a Cadeira nº 15, então vaga, na Academia Mato-grossense de Letras (AML). Assim, todo esse trabalho capitaneado pelo vereador, na época, Pedro Paulo Pinto de Arruda Filho, fazendo gestões legislativas, contribuiu para que Cáceres tivesse na pessoa do professor Natalino Mendes, um filho ilustre e imortal na Academia. Esse fato foi reconhecido pelo próprio professor Natalino Ferreira Mendes em seu discurso de posse na AML.

   “De um lado amigos de todas as idades atraindo-me para o convívio da intelectualidade em Cuiabá; de outro, o povo da minha terra incentivando-me através de suas lideranças. Vozes amigas foram-se erguendo no seio da sociedade cacerense, e um dia elas se revestiram de forma escrita na Câmara Municipal de Cáceres. Pedro Paulo Pinto de Arruda Filho, vereador da época, conterrâneo e amigo, leva a Plenário da Edilidade Cacerense, onde é aprovado por unanimidade, o Requerimento no. 98, propondo a este humilde orador, que se candidatasse a uma Cadeira vaga da Academia Mato-grossense de Letras”, proferiu Natalino Ferreira Mendes, o mais novo acadêmico da AML.

   A posse aconteceu na sede da AML, Casa Barão de Melgaço, em 06 de março de 1987 e quem fez a saudação de boas-vindas ao professor Natalino, coube ao notável Dr. Benedito Sant´Ana da Silva Freire, que assim, discursou ao receber o ilustre filho de Cáceres naquela festiva noite. “Professor Natalino Ferreira Mendes, uma vida inteira de pensamento, ação, emoção exemplar pela experiência do viver intenso no qual intelecção e amor tem sua união, dão-se em totalidade”.

   Silva Freire, lembrou, se referindo ao poeta francês Paul Gauguin, que certo dia, num relance de olhos, tentou ferir da crítica seu íntimo amigo, o gênio Van Gogh, afirmando-lhe: - Você é um pintor incompleto, pinta muito rápido. Van Gogh, a caminho do delírio da criação, lhe responde de pronto: - E você olha rápido demais.

   Com essa cena que ficou marcada na história da pintura mundial, o acadêmico Silva Freire, completou seu discurso: “ouvir e ouvir bem devagar os silêncios do tecido cultural com que trabalha Natalino Ferreira Mendes foi a sábia tarefa da Academia Mato-grossense de Letras. Ele, que a esta Casa de Letras pertencia na distância dos silêncios da criação, foi chamado a compor conosco o quadro de seus militantes, incorrigíveis otimistas na produção de objetos estéticos. Não quis e não podia esta Academia correr o risco de receber de Van Gogh, o epíteto de quem olha rápido demais o conjunto da obra de arte (...).”

   Na Academia Mato-grossense de Letras, o ilustre homenageado, professor Natalino Ferreira Mendes, permaneceu durante 24 anos.

Akio Kishi
Professor Natalino Mendes era muito requisitado para palestras e representando os prefeitos de várias gestões


   O dom da escrita e de oratória fácil, fez do professor uma referência para os prefeitos de Cáceres durante décadas, quando exerceu cargo na prefeitura, seja para representá-los em alguma solenidade ou mesmo para elaborar os discursos das autoridades. “Ele tinha as qualidades de elevado estilo natural, com toques de nobreza, carregados de beleza espiritual, próprios do homem simples de coração e atitudes”, disse Olga Maria Castrillon Mendes de Araújo, filha de Natalino, em um trecho de seu discurso de posse na Cadeira 15 da Academia Mato-grossense de Letras, a mesma usada pelo seu pai.

   Os integrantes da Academia se tornam membros efetivos e perpétuos, daí a justificativa para serem chamados de 'Imortais'. O professor era diferenciado e reverenciado por todos que o conheceram e, antes mesmo de seu falecimento, já houve homenagens ainda em vida, como a denominação de Natalino Ferreira Mendes, os auditórios da Faculdade do Pantanal (FAPAN) e do Centro Cultural de Cáceres, além da "Escola Estadual Professor Natalino Ferreira Mendes”, que fica ao lado de outra instituição que fez parte de sua vida, a Escola Estadual Onze de Março, a qual ele ajudou a fundar, juntamente com o Capitão Cândido.


   Sobre a homenagem que a FAPAN fez, assim se pronunciou o Coordenador do Curso de Administração: “A Fapan, com Natalino ainda vivo, colocou o seu nome no auditório onde acontece as palestras e colações de graus. É uma pessoa que deixou um legado importante para a Educação e Cultura de Cáceres e merece estar perpetuado num espaço de conhecimento e de troca de saberes”, disse Dirceu Luiz da Silva Siqueira, em nome da Diretora Geral, Rosana Nascimento.

   A reportagem entrou em contato com a atual presidente do IHGMT, professora Elizabeth Madureira, convidada também para falar sobre a importância do professor Natalino Ferreira Mendes para a cidade de Cáceres e o Estado de Mato Grosso.

   Elizabeth relembrou do seu discurso proferido em Cáceres, numa sessão solene de posse de novos membros do IHG desta cidade, em 2019 e ano comemorativo ao Centenário do IHGMT. Naquela oportunidade, ela cita um trecho das palavras do professor Dr. Renilson Rosa Ribeiro, quando de sua posse no Instituto de Mato Grosso, escolhendo o professor Natalino como seu patrono e assim ele (Renilson) resumiu: “Não poderia entrar nessa casa sozinho, trago comigo um patrono inspirador: professor, memorialista e poeta Natalino Ferreira Mendes, homem simples e erudito que conheci logo que cheguei em Cáceres”.

   “Professor Natalino, nobre filho de Cáceres, que honra os quadros e a história do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso e da Academia Mato-Grossense de Letras. As ruas, casarões, o porto, as embarcações e o povo de Vila Maria receberam do poeta-historiador-memorialista-professor as mais belas palavras e descrições. A cidade de Cáceres pode ser revelada, descoberta e sentida nas suas obras, fontes ricas para aqueles que apreciam as artes, a história e a literatura”, palavras do Renilson, relembradas por Madureira, em especial para esta matéria.

   Já o atual presidente do IHGC, professor universitário, Agnaldo Rodrigues da Silva, presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Cáceres e Sócio efetivo da Academia Mato-Grossense de Letras, vê na pessoa do professor Natalino, uma notável referência no registro da história de Cáceres, bem como, na produção e disseminação da criação literária.

   “Historiador e poeta, ele representou o nosso município na AML, IHGMT e IHGC, sempre com zelo e responsabilidade. O professor Natalino legou um significativo acervo no âmbito da historiografia, cultura, crônica e poesia, com um olhar para sua terra natal: Cáceres”, disse o presidente.

   Além das publicações em livros, livretos e documentários, Natalino é eternizado pela autoria da letra do Hino de Cáceres, com música e orquestração do Capitão Lenírio da Silva Porto, fato este que, Agnaldo considera uma obra marcante do professor. “A habilidade e sensibilidade à escrita podiam ser observadas também na composição do Hino de Cáceres, que é de sua autoria; letra impecável com elementos históricos culturais, e poéticos extraídos das metáforas e simbologias construídas”, finalizou.

Acervo de Adilson Reis


   Ao entrevistarmos o engenheiro Adilson Reis, ex-aluno do professor Natalino, também integrante do IHGC e atualmente um grande historiador, nos contou que seu professor (Natalino) era notável a sua vocação para dar aulas. Natalino mostrava enorme habilidade em envolver os alunos em sua matéria, nunca se colocando em sala como uma pessoa superior. "Sempre foi um mestre no compartilhamento do saber, fazendo-nos empolgar com as lições, arrancando-nos provas de aprendizado através dos exercícios de gramática e em especial das redações”, disse Adilson.

   Wilson Kishi também se manifestou sobre o ilustre e imortal. “As obras deixadas pelo professor Natalino Ferreira Mendes é uma verdadeira riqueza de informações do passado da nossa cidade que não morrem. Estarão sempre vivas na vida de cada um dos cacerenses natos e daqueles que valorizam a sua história”, disse Kishi, revelando que o Zakinews utiliza muitas das informações contidas nas obras literárias deixadas pelo professor Natalino Ferreira Mendes.

   Para finalizar, ao final, uma homenagem feita há mais de 6 anos, pelo jornalista Antonio Costa, que foi seu aluno da 8ª Série no Colégio dos Freis. Para ele, Natalino Ferreira Mendes foi um personagem marcado pela simplicidade, própria das personalidades inteligentes e polidas nas academias do saber e, através dos anos, deixou uma gama significativa de contribuição da historicidade do seu povo, da sua gente e da sua Terra Amada. Eis a homengem do poeta pantaneiro, Antonio Costa...

Ao Mestre Natalino Ferreira Mendes

   Nas suas idas e vindas o Vapor Etrúria ecoava um apito que anunciava a partida de nossa gente que nas águas mansas do Rio Paraguai viajava até Corumbá, para ganhar outros rumos do progresso nos centros maiores do país. Em outras vezes a histórica lancha trazia pessoas de bem, autoridades, e notícias das ilustres famílias que estavam fora da importante Vila Maria.

   O passado está gravado na memória dos filhos de Cáceres que ainda lembram orgulhosos da época de magia experimentada pela cidade pantaneira, Terra de São Luiz.

   Felizmente em vida ele prazerosamente nos repassou riquíssimas lembranças dessa época: Mestre Natalino Ferreira Mendes. Escritor e Poeta Pantaneiro, membro da Academia Mato-grossense de Letras, fundador do Primeiro Ginásio de Cáceres. Figura imponente, filho de estirpe da grandeza cultural do cacerense.

   Com a consciência tranquila do dever cumprido, de poder ter ajudado no desenvolvimento da sua amada e dadivosa Terra, ele nos deixou após repousar até os últimos dias de vida no aconchego do lar em meio ao carinho de sua amada, dos filhos, netos e dos verdadeiramente amigos.

   Na memória sempre trouxe o imenso pântano habitado pelas diferentes espécies: bichos e pássaros. Ao longe, o Aranquã o saudava num eco estridente que fazia coro ao anúncio da Anhuma a sentinela do Pantanal que dele ganhou uma homenagem num de seus livros:

   Sisudo o Tuiuiú – maior bípede emplumado das Américas – sempre o observou e orgulhou do ilustre filho pantaneiro.

   O Biguá mergulhava e pescava mais um alimento do dia, e, antes de devorar, oferecia o banquete ao Mestre...

   Ao fim de mais um dia, “incandescente o sol vai se pondo dormente mas contente por mais um dia ardente no calor fremente que faz germinar a semente”.

   Levantando voo a Garça bate ordenadamente as imensas asas e vai procurar abrigo seguro para passar a noite. Ela não se esquece de dar um até logo ao professor.

   No céu estrelado em noite enluarada surgem jacarés, capivaras e até mesmo dourados dando saltos de alegria para referenciar o poeta cacerense numa demonstração de respeito e companheirismo ao ilustre filho de Cáceres.

   Em vida Mestre Natalino sempre ocupou importantes cargos; recebeu distintas honrarias e se manteve com a simplicidade de sempre, próprio dos grandes...

   Porém desejou sempre a imensidão das águas mansas das baías e pântanos que circundam o seu lendário e amado Rio Paraguai. Amizades e companhias de surubins e peraputangas faceiros que sempre orgulham e encantam como legítimos donos das imensuráveis riquezas desse fenomenal manancial de vidas, como justamente a exemplo do que foi e continua sendo pra todos nós cacerenses-pantaneiros, o Mestre Natalino Ferreira Mendes.

Homenagem do poeta pantaneiro

Antonio Costa

Ex-aluno do mestre na 8ª série

do Instituto Santa Maria

 

NATALINO FERREIRA MENDES, MEMBRO DA ACADEMIA MATO-GROSSENSE DE LETRAS
Adilson Reis
Akio Kishi
Em fevereiro de 1979, solenidade de criação da Escola Estadual Dr. Leopoldo Ambrósio Filho
Akio Kishi
Acervo Museu de Cáceres Profª Emíiia Darci de Souza Cuyabano
Akio Kishi
 
Acervo com mais de 3 mil livros compõem a Biblioteca Natalino Ferreira Mendes
Wilson Kishi

Em 31 de janeiro de 1986, NFM prestigia homenagem que o Museu de Cáceres presta a Mulher da Paz, Stella Rodrigues Ambrósio
Na foto, Natalino Ferreira Mendes, em noite de autógrafo do seu livro História da Administração de Cáceres, em Cuiabá, assina para o acadêmico Avelino Tavares – Facebook da AML
 
 
Adilson Reis registra momento em que a Sra Neda Jorge da Cunha Calix mostra a sua homenagem ao professor Natalino
 
Este foi o primeiro POEMA do professor Natalino Mendes publicado em 06 de outubro de 1957
 
 
 

 



Comentários: ( 18 ) cadastrados.
Por: BRUNO HOMEM DE MELO
CUIABÁ
Prof. Natalino foi um dos únicos e maiores intelectuais da nossa região, pessoal de cultura avançada e modos educados e gentis.. um verdadeiro Lord Erudito.. tive o privilégio de um dia visitar a Academia MT de Letras e conversar com esse grande cacerense, grande orgulho de nossa fronteira
01/07/2020 19:59:02

Por: Paulo Cesar Homem de Melo
Cuiabá
Natalino Ferreira Mendes, falava pouco e baixo, mas é uma das poucas pessoas que conheci que tudo que falava era aproveitável. Não tive a sorte de ser seu aluno, mas que exemplo de companheiro de trabalho ! Parabéns , Kishi e Toninho por lembrarem às novas gerações quem foi o Professor.
27/06/2020 07:45:08

Por: Aparecida Natia Pinto de Arruda
Caceres- MT
Mais uma vez te parabenizo juntamento com o Tonnho por este inestimavel registro de vida do ilustre Mestre, proessor Natalino Ferreira Mendes do qual fui privilegiada de ter tido a oportumidade de ser dua aluna no Colegio Imaculada Conceicao. Momento unico! Como tambem a minha mae foi sua aluna, e como o admirava! Nós cacerenses estamos de parabens por ter tido um filho tão ilustre, tão amoroso, tão dedicado, tão humilde e grande, na nossa vida pessoal, educacional, cultural. Deixou para nos e descentes nossos grandes legados da hustoria de Cáceres registradas atraves das suas obras magnificas.Parabéns aos seus familiares! Obrigada Grande Mestre!!!
16/06/2020 18:14:01

Por: Thelma
Cáceres-Mt
Professor Natalino sempre vivo em nós. Que honra ter lembranças tão bonitas dele, além desse exemplo de profissional, uma pessoa exemplar, de uma humildade e educação raros. Uma eterna saudade a todos nós, cacerenses. Parabéns, Kishi e Toninho, faltava muito esse registro por aqui. Tenho certeza que do céu ele está honrado e feliz por essa lembrança especial.
15/06/2020 21:27:29

Por: Edna Leite
Caceres
Kishi só vc para trazer tantas memorias, o prof Natalino e tantas outras personalidades cacerenses são ícones que sempre devem ser lembrads.. ele fez e continua fazendo muita história.. orgulho de ter conhecido esse grande homem.
15/06/2020 18:06:12

Por: Nelson Takahiro Kishi
Veneza, Itália.
È sempre com muita estima e gratidão que relembro o querido prof. Natalino, grande amigo do nosso pai. Mais do que merecida essa homenagem a um ser humano tão distinto, que tanto valorizou a nossa cidade e pelas suas qualidades, acredito, deu inspiração a muitas pessoas no trabalho e na cultura. Um abraço fraterno a toda a família.
15/06/2020 15:16:10

Por: Marionely Viegas
Caceres
Muito linda e enriquecedora!!! Do Mestre e Imortal nao poderia ser diferente
15/06/2020 14:44:51

Por: Mariano Leal de Paula
Cuiabá
Belo e emocionante registro histórico sobre um dos mais ilustre cacerense. Cursei todo o meu ginasial no CEOM, não tive o privilégio de ser aluno desse autêntico professor da nossa língua pátria, mas pude acompanhar pela minha saudosa mãe, Joanita Leal, e pela minha também saudosa irmã, a poetisa Carminha, tantas maravilhosas referências ao eterno Mestre. Eu ainda um adolescente, no ano que a querida Cáceres comemorava seus 200 anos coloquei no papel estas singelas palavras:
AO EX-PROFESSOR DO ANO DUZENTÃO
Foi nas primeiras décadas
Após a metade do Século XX
Um sensato professor
Ensinou uma grande geração
A língua portuguesa lá no CEOM
Seus ex-alunos ainda recordam
Com bastante saudades
Este querido eterno mestre
Que com alegria
Dedicava ao magistério
Hoje, funcionário público
É um grande administrador
Exemplar chefe de família
Esse emérito ex-professor:
NATALINO FERREIRA MENDES!

15/06/2020 13:09:00

Por: Marina
Cáceres
Conheci muito o prof Natalino nas aulas da escola, minha mãe Neuza teve aulas com ele tbém e sempre me contou sobre sua história
15/06/2020 12:53:42

Por: Paulo Fanaia
Cuiabá
Parabéns pela linda homemagem a esse ilustre cacerense. Professor Natalino é um ícone na história da nossa querida Cáceres. Uma das fotos mostradas na formatura aparece a minha mãe,que era uma grande admiradora do professor Natalino.
15/06/2020 12:50:02

Por: Carlos Roberto Bolzan
Campinas - SP
Tive a honra de conhecer o Grande Mestre em 1971 no Instituto Santa Maria. Foi ele a primeira pessoa que me chamou pelo sobrenome "Bolzan", no início da aula, para confirmar presença, como era de costume.
Ao Professor Natalino, o meu humilde agradecimento por poder ter sido seu aluno!
15/06/2020 12:30:27

Por: Sandoval Vieira de Araújo
Cáceres - Mt
Feliz por tê-lo como imortal, não so pelas suas preciosas poesias, como em ter sido um sogro amoroso e possuidor de tributos que sempre nos deixam orgulhosos.
Honrado e feliz pela convivência que tivemos na sua existência.
Agradecido amigo e irmão kishi.
15/06/2020 11:43:20

Por: Olga Castrillon
Caceres-MT
Que bela matéria, Kishi e Toninho. Como filha, estou emocionada, pois a memória revive espaços e pessoas, como vcs propõem com esta coluna. Que cada família possa fazer esse trabalho de recontar, com outros olhares, pessoas, espaços e temporalidades. Gratidão imensa, em nome da minha família!
15/06/2020 11:20:25

Por: Airton dos Reis Júnior
Cuiabá
NATALINO FERREIRA MENDES: PRESENTE!

Nascente da cultura.
Ancoradouro da literatura.
Tratado e Marco da História.
A cidadania cacerense nas páginas da memória.
Língua portuguesa em letras laureadas em glória.
Insigne, ilustrada, iluminada, ilibada e exemplar biografia.
Nosso sempre Professor em legados ao viver em harmonia.
O Rio Paraguai navegado nos versos margeados de emoção.

Filho da terra de Albuquerque.
Expressão da Fé no Padroeiro São Luis.
Raiz pivotante em uma cidade hospitaleira e feliz.
Respeitável em mais de uma geração. Venerável lição.
Expoente da retidão. Alma reluzente nesta e em outra dimensão.
Imortal pelo mérito, e, pela comprovada, e atestada capacitação.
Resenha desfolhada pelo diário ampliado de uma municipalidade.
Aprendiz e Mestre da cordialidade. Saudade e saudade. Eternidade.

Mato Grosso em gratidão por seu existir e por seu irmanar.
Endereçados aplausos por seu magistral viver, amar e ensinar.
Na plêiade dos chamados e escolhidos para humanizar ele está.
Destarde, as palavras criam asas para que ele possa nos escutar.
Estrelas luminosas que, ora, emolduram o seu espiritualizado Lar.
Salve o Professor Natalino Ferreira Mendes: O Norte deste rimar!

(Poeta Airton Reis, congratulação ao ZakiNews Notícias pelo Tributo).
15/06/2020 11:04:04

Por: Emilson Pires de Souza
Cáceres MT
Orgulho-me de ter sido aluno do Professor Natalino Ferreira Mendes. Devo a ele meus conhecimentos do nosso vernáculo. Merecida homenagem.
15/06/2020 10:40:04

Por: PÉRICLES GONÇALVES
RIO GRANDE-RS
Justa e merecida homenagem ao ilustre professor e intelectual cacerense Natalino Ferreira Mendes. Meu grande amigo, conselheiro e incentivador, durante todo o tempo em que trabalhei em Cáceres. Participei do convívio de sua família e até hoje mantemos contatos frequentes. Possuo suas obras e testemunhei, em longos e constantes encontros, sua personalidade invejável e edificante. Parabéns aos familiares por esse reconhecimento e imagino como estaria feliz a querida dona Olga, se ainda estivesse entre nós. Fraterno abraço aos promotores da homenagem e a todos que tiveram, como eu, a oportunidade de conviverem com o homenageado e com sua família.
15/06/2020 09:52:20

Por: Walter Udson fernandes
Cuiabá
Bom Dia... belíssima matéria. Quero aqui aproveitar e dizer aos professores da regiao de Cáceres que estimula os alunos a Estudar a história de seus representantes e permanecer viva.
Quero aqui parabenizar o meu amigo Kiche que têm desenvolvido um trabalho de resgate de grandes pessoas importantes e suas história.
Parabéns meu amigo.
15/06/2020 09:28:25

Por: Vantuir Dalbem Soares
Campo Grande
Eu tive o prazer de conhecer o prof. Natalino. Varias vezes em que a nossa Banda de música tocou nas apresentações nas escolas, praças e em formaturas militares, lá besta a o professor Natalino. Saudade desse homem culto que muito contribuiu para a história imortal da nossa Cáceres e região.
15/06/2020 08:47:16

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