04/05/2020 - 09:00

Por: Antonio Costa / Zakinews

Lalico: parada obrigatória para o peixe frito, e nó de cachorro na Cáceres de ontem


 

 Antonio Costa, EXCLUSIVO ao Zakinews

   O Bolicho do Seu Lalico se tornou durante mais de cinquenta anos em atividade na área central de Cáceres, ponto comercial em que se vendia de tudo - secos e molhados – e até mesmo se comia uma deliciosa bacalhoada com bacalhau da Noruega. 


Francisco dos Santos Fanaia (pai de Lalico)


  
José Pinto Fanaia (Lalico), filho de Francisco dos Santos Fanaia e de Hermínia Pinto Fanaia, nasceu em Cáceres em 02 de janeiro de 1907; casou-se com Leonila Brito Fanaia (Dona Santa); o casal teve cinco filhos: Wilson, Antonieta (Niquí), Rinaldo, Eliete e Olga. Faleceu em 04 de julho de 1988 aos 81 anos.

   Seu Lalico, portanto, é o tema central do Zakinews na reportagem de capa semanal, mais uma oportunidade para que a nova geração e mesmo aqueles que não o conheceram, possam ficar informados do simples e atencioso amigo comerciante que durante mais de meio século trabalhou e contribuiu para o desenvolvimento da Cáceres do passado.

   Os preciosos relatos que se tornaram verdadeiras relíquias, foram repassados pelos netos Celso, Aroldo e Paulo Fanaia, além das revelações da filha caçula, Olguinha, professora aposentada moradora em Cuiabá, e do irmão Osires Tintureiro, que também já foi alvo de uma matéria neste mesmo site.

Dona Santa


  
Através da filha, a reportagem ficou sabendo que Seu Lalico após ter casado com a Dona Santa, trabalhou pesado na colheita da poaia nas densas matas da região de Barra do Bugres em grande extensão do Rio Paraguai. Como se observa, a poaia desde os primórdios se constitui numa verdadeira riqueza natural utilizada na fabricação de medicamentos nos laboratórios do país. Até hoje a região é explorada por colhedores que vivem da comercialização da referida espécie, de alto valor comercial.

   Após algumas temporadas na vizinha Barra do Bugres, José Pinto Lalico, retornou a Cáceres já na companhia do primeiro filho, Wilson que havia nascido. Com o rendimento obtido com a colheita da poaia, o nosso homenageado adquiriu um caminhão e passou a trabalhar com serviços de fretes, transportes de mercadorias dos sítios para a cidade, mudanças, e outras ocupações diárias.

   Durante um certo tempo o caminhão se constituiu na principal ferramenta de trabalho da família. Posteriormente Seu Lalico decidiu mudar de atividade. Foi aí que resolveu inaugurar o bolicho, buteco ou birosca, que veio a se tornar um ponto de referência comercial em Cáceres. Atendeu por longos anos na casa da família, nos cruzamentos da Rua Comandante Balduíno com a Seis de Outubro.

Bolicho do Lalico, ou Queixo de Anta

   O local onde a freguesia encontrava de tudo, foi batizado pelo proprietário com o inusitado nome Queixo de Anta; brincalhão e divertido ele com a escolha acreditava que iria atrair curiosos consumidores para o local, o que acabou acontecendo. Durante décadas o Queixo de Anta ou Bolicho do Lalico se tornou ponto preferido da população consumidora de Cáceres.

Seo Lalico exibindo uma mandioca de 2 metros


  
Os fregueses encontravam desde tecidos finos até sapatos, botinas, produtos de decoração, panelas vasilhames, cristais,  perfumes, comprimidos antivermífugos, munições, produtos de higiene e limpeza, querosene, gêneros alimentícios como arroz, feijão, açúcar, farinha, rapadura, trigo, carne de caça, peixe seco, bacalhau, etc.

   A freguesia era garantida e, com a clientela que aumentava consideravelmente, inclusive lembra o neto Celso Fanaia, “sitiantes que vinham da morraria para fazer compras”, o jeitoso comerciante viu-se obrigado a oferecer comida pronta para eles. Assim que diariamente Lalico oferecia no cardápio peixe frito, pacu seco com mandioca cozida, arroz, feijão e pirão.

Bacalhau norueguês trazido pelo Etrúria

   Durante a Semana Santa, o filho de pai português, colocava em ação os dotes culinários ainda mais requintados. Fazia pratos de bacalhoada cujos famosos da época adquiriam e levavam para o almoço da sexta-feira da Paixão. Detalhe: o bacalhau vinha diretamente da Noruega no lendário Vapor Etrúria.


  
Outras curiosidades picantes do Queixo de Anta, ficavam por conta das pimentas vermelhas envasadas e curtidas com óleo, azeite, vinagres de qualidade que o proprietário cuidava de preparar. Se constituíam na maioria das vezes em presentes para turistas e visitantes que estavam de passagem em Cáceres. Ele gostava, segundo a filha Olga, de dar presentes. Outras vezes eram colher de pau, gamelas que eram os presentes. O artesanato de madeira era originário da região do Córrego Piraputanga, sempre disponível ornamentando o simples e acolhedor espaço comercial anexo a residência da família. Os artesãos algumas vezes trocavam o artesanato por mantimentos.

Cachaça com o afrodisíaco nó de cachorro

   Além do esmero das pimentas curtidas, algumas engarrafadas até dez anos de maturação, conforme Osires, mano Lalico também gostava de preparar garrafadas de cachaça com raiz, folhas e frutos do Cerrado. As preferidas eram as de nó de cachorro (com teor energético, estimulante, afrodisíaco conforme os antigos pantaneiros), imburana, canela de ema, fedegoso, canela, entre outras.


  
“Era uma mistureba que ele fazia, que até se perdia e não sabia dizer o conteúdo das garrafas, de tão antigas e curtidas que ficavam nas prateleiras e no balcão”, revela Osires.

   Sempre um desavisado e curioso acabava sendo surpreendido nas doses que tomava...principalmente das pimentas que experimentavam em meio as comidas com caldo de peixe. A tosse era inevitável com a queimadura drástica na garganta, lembra sorrindo o único irmão vivo.

   Além do tino comercial e cordial com os fregueses e amigos, Lalico Fanaia era muito carinhoso e atencioso com a família. Recorda a filha que costumeiramente nas noites ele reunia os familiares para saborearem uma suculenta sopa que a esposa Santa preparava com o maior carinho. Ao redor da mesa a parentada se reunia e passava prazerosamente ouvindo causos e estreitando a convivência entre eles. Outras vezes era servida farofa, guloseima atrativa que também contribuía para reunir membros da família em divertidas rodas de conversa.


Atenção aos carentes

   Outra reconhecida qualidade que ostentava era a de servir comida aos carentes. Uma lista deles comia gratuitamente no bolicho eram eles: Severino pai de Gessi, Aninha Bananinha, Aninha Papudinha, Dito Boca de Flô, Cha Duvirge, Lino Peidorreiro, Viana,  Ijó, Júlio Babão, Mané Prequeté, Joaquim Bacurau, Dorinho Benzedô, Boiadeiro, Xarrufa e Mané Cuiabá. Este por sinal, marcava plantão à porta do estabelecimento diariamente

Até o fechamento da matéria, a única fotografia da fachada do Bolicho do Lalico que encontramos foi esta


  
Outro fato interessante é que as vendas incluíam também o sistema de anotação em caderno. O proprietário Lalico na maioria das vezes, não anotava o nome verdadeiro das pessoas, mas somente o apelido que ele mesmo criava: “homem do chapéu de palha, mulher do facão, barbudo, cambaio”. Assim quase sempre ele acabava por esquecer quem realmente havia pedido fiado. Desse modo ficava impossibilitado de cobrar e receber o que lhe deviam.

   Lalico Fanaia gostava também de se divertir nas pescarias no Rio Paraguai. Ainda conforme o irmão Osires, todas as tardes após encerrar as atividades no bolicho, ele embarcava na canoa e saía remando para pescar. Levava consigo garrafa de cerveja ou cachaça que ficava presa a um barbante dentro do rio. Fisgava dois pacus e retornava. Com o peixe farto fica claro explicar o porque de ser o peixe frito o cardápio principal do bolicho.

Fatos pitorescos

   Alguns fatos interessantes narrados pelos netos à reportagem, por exemplo Aroldo Fanaia (Aroldinho), lembra que com o comércio evidenciando decadência, o avô já com idade avançada e demonstrando cansaço pelos anos de vida, uma certa manhã o general Austregésilo Homem de Melo (Barão) freguês assíduo de uma dose de cachaça curtida que tão bem Lalico sabia preparar, disse entre um gole e outro “eu não entendo esse buteco do Lalico, não tem quase nada pra vender mas todo mundo que entra sai com a sacola cheia”.

   Já o neto Paulinho recorda, outra do mesmo general Barão. Ele foi tomar a sua dose costumeira, quando vovô pediu que vó Santa trouxesse copo limpo pro Barão...

   Certa época o comerciante Lalico estava até certo ponto revoltado com a atividade que desenvolvia, e, teria dito: ”desde que tiraram o nome do santo São Luiz, do nome de Cáceres, essa m... nunca mais foi pra frente”.

Mostrando a sua indignação com a retirada no nome de São Luiz


  
Segundo o irmão Osires, a criançada da vizinhança costumava se reunir na residência de Lalico para brincar. A família ainda morava no cruzamento das ruas Marechal Deodoro com a Comandante Balduíno. Na hora do almoço, ele dizia: “mãe de vocês tá chamando para almoçar”... Lá iam as crianças procurar o almoço em sua casa.

   Também teve aquela em que o conhecido Luiz Pouso, chegou no bolicho e começou a ensaiar as palavras “fi-fi-fi-fi-fi”, ele era gago e tentava comprar um vidro de doce de figo. Sem pestanejar, Lalico meteu-lhe o tapa na orelha imaginando que Luiz estava zombando dele, que tinha uma pretendente que atendia pelo apelido de “Fifi”.

   “O caminhão chegou...” – apelido que deu a Luiz Catarino, que habitualmente tirava o pigarro da garganta insistentemente.

   Fatos pitorescos guardados na memória dos netos e de antigos cacerenses que conheceram mais um pioneiro no ramo comercial da Cáceres de ontem. “Humilde, prestativo e caridoso”, assim o irmão Osires lembra com imensa saudade dos tempos que conviveu com o cidadão Lalico Fanaia.

   Contribuiu para marcar a história de sua terra natal com dedicação e trabalho: peixe frito, pimenta em conserva, nó de cachorro na pinga, era com ele mesmo.

Comentários: ( 22 ) cadastrados.
Por: Olga Fanaia

Em nome da minha familia,agradeço por esse trabalho maravilhoso que me fez voltar ao passado e reviver tanta lembrança junto dos meus pais emocionei!👏👏
04/05/2020 08:52:15

Por: Marco César Pinheiro rego
Cáceres mt
Convivi bastante com tio lalico, minha mãe Helena fanaia era irmã dele, verdade que reunimos todos as tarde n casa do tio, tios primos, era famosa a farofa de tia Santa, lá na casa do tio.lalico era pinto de encontro da família, homem de coração enorme , os tios lalico e Santa dês e faz falta até hj, tempo bom
04/05/2020 08:48:57

Por: JOSÉ LEAL DE PAULA
Cuiabá
Entre os anos de 1965 a 1969 tive a oportunidade de conviver com tio Lalico e a tia Santa e minha madrinha Eliete e o padrinho Rinaldo. Foram anos inesquecíveis de convivência familiar. Presenciei e vivi muitas dessas histórias, pois, trabalhei no bolinho do tio Lalico, pessoa fantástica, agradável e que tinha um senso crítico e de humor diferenciado. Parabéns à Família Damaia.
04/05/2020 09:37:38

Por: Irineu de Araujo
Cuiabá - MT
Parabéns a equipe da Zakinews pelas reportagens que faz a todos os Cacerense , principalmente proporcionar, aos que desfrutaram da vida saudável daquela época, a fazer recordações gratificantes.
04/05/2020 08:51:39

Por: AROLDO TEIXEIRA FILHO
CUIABA
Muito boa a reportagem sobre o querido avô Lalico, pessoa simples, humilde e de um coração enorme. Sua residência, no final da tarde, era parada obrigatória para filhos e netos saborearem uma boa sopa ou farofa de de carne com ovo e banana frita. Saudade eterna
04/05/2020 09:05:44

Por: Vantuir Dalbem Soares
Campo Grande
Isso é cultura, os tempos modernos de hoje nem se comparam com a qualidade de vida daqueles bons e memoráveis tempos. Eu conheci o seu Lalico.
04/05/2020 11:11:00

Por: Celso Fanaia
Cáceres
Quero aqui parabenizar mais uma vez os jornalistas Toninho Costa e o proprietário do ZakiNews Wilson Kishi, as matérias que retratam um pouco das pessoas e e suas histórias na Cáceres antiga, contribuem muito para a valorização da nossa rica história e principalmente para que as novas gerações possam vivenciar a importância que cada cidadão que por está Princesinha do Paraguai passou, a construção da nossa querida Cáceres tiveram personagens e mais personagens, muitas vezes anônimas, porém contribuíram muito com nossos costumes, raizes, artesanatos e culinária. A matéria sobre o meu avô Lalico foi escrita nos seus mínimos detalhes que me fez saudoso e também a fazer uma viagem prazerosa ao passado. Parabéns Toninho Costa e Kishi, em nome da família FANAIA agradecemos o rico trabalho.
04/05/2020 08:12:20

Por: Francisco Do Prado S. Juniir
Caceres
Saudades da minha infância, minha casa era bem próxima dali (aonde hoje mora Sr. Leontino), muitas e muitas vezes fui comprar alguma coisa lá no comércio do Sr. Lalico. .
04/05/2020 08:25:04

Por: Tania Tolotti
Cáceres
Linda historia, chego a viajar e imagino as cenas acontecendo!
04/05/2020 08:23:15

Por: Celso Antunes
Cáceres
Lembro muito bem desse senhor Lalico... Ele era engraçado...
04/05/2020 11:23:26

Por: Rosana Ramsay
Santa Cruz de la Sierra / BO
Nunca esqueço o "Bom dia seu Lalico, bom dia menina, boa aula"... era passagem obrigatória na ida de casa para o colégio das irmãs...
04/05/2020 11:23:23

Por: Olga Castrillon
Caceres-MT
No Bolicho do Seu Lalico íamos comprar bananinha e gibi. Que belo relato da sua memória! Parabéns, Kishi e Toninho!!!
04/05/2020 13:19:17

Por: Prof.Janio Batista de Macedo
Campo Grande MS
Ao ler esse artigo minha memória foi lá no cantinho da saudade e cheguei a sentir o cheiro do Bolicho do "seu" Lalico. Sempre ia lá com uma lista da minha mãe para comprar os ingredientes para nossa cozinha...Ficava de olho no potes de balinhas guarnecidas ainda no papel, sem contar as rapaduras...! Era um lugar memorável da minha infancia, onde ia duas a tres vezes na semana. Vou aplaudir de pé essa homenagem que o autor Toninho Costa junto com o idealizador Wilson Kishi faz a esse cidadão cacerense que muito contribuiu para o desenvolvimento de Cáceres com seu tradicional e pequeno comércio... A Família Fanaia é um patrimônio da nossa cidade. Sugiro a fazer um apanhado das fotos do Bolicho, para serem expostas nos lugares públicos da cidade para que essa memória não seja esquecida. Para você ver como são as coisas: estou distante há mil km da minha cidade natal ainda guardo o cheiro do Bolicho do "seu" Lalico...! Ali aprendi a identificar o cheio dos peixes, da banana da terra, da mandioca ainda com casca e cim resquicio da terra trazida da beira do morro. Sem contar a manta do bacalhau...Háááá, quanta saudades...! Sou grato por ter vivido e conhecido esse ilustre homem que guardo aqui na minha memória...
04/05/2020 13:50:42

Por: JOSÉ CARLOS DE CARVALHO
CÁCERES MT.
Reportagem fantástica como sempre Toninho Costa e KISHI REATIVANDO NOSSAS MEMÓRIAS COM BELAS REPORTAGENS .VIVA CÁCERES.
04/05/2020 17:42:16

Por: Ana Clara
Cáceres
Qtas histórias lindas, qtas saudades, antigamente as pessoas se respeitavam mais, existia mais amor, e as famílias eram maiores, mas os pais sabiam educar os filhos. Que pena que certos valores estão se perdendo. Parabéns família Fanaia amei ouvir a história de vcs.
04/05/2020 17:57:47

Por: Mariano Leal de Paula
Cuiabá
Saudoso tio Lalico, uma figura que representa bem o cacerense com o seu bom humor afiado. Tinha um amor danado até mesmo com uma dose sadia de bairrismo pela nossa Cáceres. Em dia de Domingo tinha uma deliciosa sopa disputada por parentes e amigos. Esse bolicho era por demais simples e aconchegante!
04/05/2020 14:27:01

Por: Bruno homem de melo
Cuiaba
Me lembro de ir ao bar do Seu Lalico com meus avós Barão e Ze da Lapa.. eles iam tomar pinga com fedegoso de aperitivo.. me lembro como hje da atmosfera do lugar.. aqueles tonéis de aguardente com raizes, achava algo assustador e estranho.. parecia p uma crianca um serviço de bruxo kkkkk mas o ambiente era alegre e movimentado.. gdes lembranças
04/05/2020 14:33:31

Por: Jose Carlos Cebalho Pouso(Zeca)
Caceres
Meu primeiro servico, foi trabalhar no Bolicho de Seu Lalico,desde os 7anos ate os 10 anos, na decada de 57 a 63. Tinha um vencimento nos bons tempo de 2,oo cruzeiros, Varria o estabelecimento e lavava oa pratos dos clientes que ali ele tinha. Estudava no Grupo Escolar, sai dali para estudar no Grupo Escolar,me cobrava muito neste sentindo. Muitas das vezes ganhava cadernos que ali tinha. Aureos tempo inesqueciveis que nao voltam mais.
05/05/2020 00:02:35

Por: Lygia Helena Fanaia

Obrigado ao jornal Zaki News pela linda reportagem do meus queridos Avós Lalico e Santa.Uma viagem no tempo.Emocionante.
05/05/2020 18:33:44

Por: Edilson viana
Cáceres
Mais uma bela história contadas com extrema maestria do Toninho,parabéns a família Fanaia!
06/05/2020 01:19:05

Por: Paulo Cesar Homem de Melo
Cuiabá
Cáceres, que agora tem sua história tão bem contada por Wilson Kishi e Toninho Costa,deve tributo a um de seus pilares, Seu Lalico Fanaia, que todos nós crescemos ouvindo causos de seu bolicho. Lá eu ia com meu pai com 7 anos e ficava ouvindo conversa dos mais velhos. Minha Avó Adelina Fanaia e Vó Papô se referiam a ele como meu sobrinho, pois naquela época ele devia ser muito novo. Viajando pela reportagem encontramos Fanaias inesquecíveis como Dona Vidoca, Dona Helena, Dona Lygia, Côco , João Fanaia , a esposa Dona Santa e muitos outros mais novos. Encontro até minha Mãe com 7 anos (nº 13) e Vovô Cabeçudo, em uma de suas únicas fotos. Seu Lalico , São Luiz de Cáceres deve muito à você !!!
06/05/2020 17:17:44

Por: Vera Helena Fanaia
Cáceres
Eu tive a felicidade de ter o meu tio avô perto de mim um bom tempo...pessoa encantadora, carinhoso, e se preocupava com todos. Quando vinha de férias, todas as tardes tinha que passar na casa dele para tomar sopa ou comer uma farofa deliciosa que ele mesmo preparava, era reunião da turma antes de irmos para praça. Que saudades...entrei num túnel do tempo. Muito obrigado ao Toninho Costa e Kishi pela matéria.
06/05/2020 20:18:00

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