17/02/2020 - 09:00

Por: Antonio Costa / Zakinews

Tintureiro de mão cheia: Osires Fanaia, toca gaita, solta pipa, e brinca como se fosse uma criança


 

Antonio Costa, EXCLUSIVO ao Zakinews

 

OSIRES BENEDITO FANAIA
Nasceu em Cáceres-MT, aos 03-09-1935.
Pais: Francisco dos Santos Fanaia e Nair Alves Fanaia.
Quatro irmãos, dois falecidos.
Casado há 60 anos com Yukie Narita Fanaia.
O casal teve quatro filhos: Maria de Lourdes Fanaia, Argélia de Fátima Fanaia, Joacir Benedito Fanaia, Francisco Fanaia.
Doze netos e três bisnetos

  

   Em continuidade ao nosso desfile de personagens que através dos mais distintos setores de atividade, deram a necessária contribuição para o desenvolvimento de Cáceres, fomos buscar a trajetória de vida de um homem bastante popular, carismático, simples, amigo e um autêntico profissional no ramo de tinturaria.

   Aos 85 anos ele ainda mantém o gosto por amar as brincadeiras de criança: solta pipas/pandorgas que ele mesmo confecciona com muito capricho de variadas formas e tamanhos... “Solto pipa desde criança; faço, empino, vendo”.

Osires Fanaia se apresentando da festa do 1º Encontro dos Amigos da Princesinha do Rio Paraguai em 2012


  
Toca gaita com exímio talento... Possuí três, inclusive uma que veio do Japão; a neta encontrou no lixo e trouxe como precioso presente para o avô. Solta também pião... e, ainda brinca com bilboquê. Ele tem um que o acompanha nas brincadeiras já por cinco décadas, foi adquirido na Casa Rio Branco, de Alice Saab Pinto de Arruda. Ele sabe mesmo se divertir e cultivar as inúmeras brincadeiras da época de criança, a bolita ou bola de gude também está presente nessa extensa lista de atividades... Confecciona as esferas com chumbo, das chumbadas utilizadas nas linhas de pesca. Só lamenta, que os netos não demonstraram interesse em aprender a manusear tais brinquedos. Incentivo não faltou de sua parte.

Osires ainda desfruta das brincadeiras de criança

Em qualquer lugar, Osires estava em roda de amigos, batendo papo e contando estórias


  
Aprecia conversar com os amigos onde discorre sobre os mais diversos assuntos, principalmente se destaca como um nato contador de causos e estórias. Ainda sobra tempo para caprichar na limpeza de um terno; talentoso tintureiro ainda exerce a profissão, e, garante, ter o melhor preço da cidade. Limpa e passa um terno completo por apenas trinta reais.

Saudosas lembranças da Fazenda Descalvados

   Osires Fanaia cresceu no trabalho. Conta que com quatorze anos era aguateiro na Charqueada Descalvados, do renomado pecuarista Luiz Esteves de Lacerda. O trabalho consistia em jogar água na carne para limpar o sangue dos animais que eram abatidos. Revela que morriam quinhentos bois diariamente nos turnos de trabalho que começavam às seis da tarde e iam até às seis da manhã. A preferência para o abate dos animais no período noturno era para fugir do forte calor pantaneiro.

   Os animais abatidos viravam charques que eram exportados por imensas chatas através do Rio Paraguai até a cidade de Corumbá-MS, de onde ganhavam outros centros do país, inclusive, países vizinhos como a Argentina e o Uruguai.

   Na Fazenda Descalvados os pais de Osiris permaneceram durante seis anos. Ele lembra que um vendaval terrível abateu sobre o Pantanal...causando enorme prejuízos... destelhou casas da localidade, o sobrado da sede... tudo foi arrasado. Com medo eles decidiram deixar a fazenda e se mudaram para Cáceres.

   Na sua lembrança ainda está bem viva os passeios que realizavam na companhia do fazendeiro Luiz Lacerda, que de avião, sobrevoava os campos pois apreciava muito ver a fantástica criação de gado e a imensidão das matas de suas fazendas.

   Recorda que num desses voos panorâmicos, ventava muito, e a aeronave em que estavam, caiu assim que tentava alçar voo. Felizmente foram parar no interior do cemitério... porém, um enorme susto, sem maiores consequências.

   O pai de Osires foi comandante de navio. Ele era proprietário da lancha Linda Aidê, que fazia o trajeto com passageiros de Cáceres para Corumbá e vice e versa. Naquele tempo o Rio Paraguai era a principal via de transporte para se chegar a outras localidades fora de Cáceres. Francisco dos Santos Fanaia, o pai, se aposentou, vendeu a lancha, e veio a falecer no ano de 1954.

Dezesseis dias em carro de boi...

   Nair Alves Fanaia, a mãe do homenageado, cuiabana de nascimento, formada no Liceu Cuiabano, levou dezesseis dias em carro de boi na viagem de Cuiabá a Cáceres na companhia das amigas Delmira Canavarros e Amália Canavarros. As três professoras vieram assumir funções no histórico Grupo escolar Esperidião Marques, isso no longínquo ano de 1922.

Professora Nair Alves Fanaia, mãe de Osires. Ela lecionou no Grupo Escolar e no Colégio dos Freis Holandeses


  
A quantidade de dias para atingir a capital com a cidade de Cáceres, era unicamente em razão de não existir estrada. As intermináveis picadas mata a dentro era a única maneira de atingir os dois pontos; cavalos, burros e carro de boi era o único meio de transporte existente.

   Dona Nair foi professora de uma enorme legião de cacerenses “doutores”, conforme revela o filho Osiris. Lembra que o engenheiro Adilson Domingos dos Reis foi um desses seus alunos... O esquecimento do magnífico trabalho da mãe numa época de inúmeras dificuldades, ainda até hoje Osiris Fanaia, guarda com uma certa mágoa, inconformado que não existe sequer uma única placa como forma de homenagem à referida professora.

   Além de lecionar no Grupo Escolar, Dona Nair também se dedicou a repassar conhecimentos aos alunos do então recém-inaugurado Colégio dos Freis Holandeses (mais tarde Instituto Santa Maria), que começou com turmas ao lado da Igreja do Perpétuo Socorro na Avenida Sete de Setembro. A professora Nair faleceu aos 74 anos.

   Amália Canavarros, outra professora que veio de Cuiabá para trabalhar no Grupo Escolar Esperidião Marques, residiu por longos anos num casarão localizado no cruzamento das ruas Tiradentes com a Comandante Balduíno. (posteriormente no local foi erguido o antigo Hotel Comodoro). Ela morava sozinha, não constituiu família, tinha costume de atender as pessoas por uma das janelas do casarão. Após se aposentar permaneceu no mesmo local por longos anos... Costumava comercializar ovos caipira e deliciosas manga Bourbon dos pés que cultivava no seu amplo quintal.

   Numa certa noite, os vizinhos vendo que uma das janelas da residência ainda estava aberta, o que não acostumava acontecer, foram verificar, e qual não foi a indesejável surpresa: dona Amália estava morta na sala da casa, um enfarte pode ter sido a causa...  

Injusta punição causou um trauma...

   O octogenário ainda guarda em sua memória uma passagem traumática da época do Grupo Escolar. Injustamente foi a ele atribuída uma pichação na parede da sala de aula... Mesmo insistentemente tendo negado que fosse ele o autor da indisciplina, ainda assim, recebeu a injusta punição: ter que ficar de joelhos sobre grãos de milho segurando uma placa explicativa da punição.

   Inconformado com a tamanha injustiça, ele jogou a placa, pulou a janela da escola, e nunca mais retornou para a sala de aula...

   Não tendo mais o gosto pelos estudos após sofrer o terrível trauma, Osires Fanaia se dedicou com muita disposição ao trabalho. Inicialmente na Casa Curvo, de João Evaristo Curvo, comércio secos e molhados, conforme se distinguia à época as atividades comerciais onde se comercializava um “pouco de tudo”.

Osires não perde uma solenidade de formatura no 2º BFron, hoje, Comando de Fronteira Jauru/66º Batalhão de Infantaria Motorizado


  
Alistou posteriormente ao serviço militar e serviu durante dez meses no 2º. Batalhão de Fronteira. Revela ter gostado muito do exército, e, inclusive, ter recebido convite do comandante para se transferir para o Rio de Janeiro onde continuaria a vida militar. Porém, sua mãe, dona Nair interviu para ele ficar e ele diz não se arrepender...

   Em Corumbá-MS trabalhou nas Casas Jaraguá, posteriormente nas Casas Pernambucanas, na Riachuelo em Campo Grande. Mudou-se para Cuiabá onde aprendeu lavar roupas na lavanderia com o seu Neves. Abriu na sequência a sua própria lavandeira.

   Casou-se com a nissei Yukie Narita aos 24 anos ela tinha 16. Uma união que ele considera “linda, linda, uma beleza” e que em dois de janeiro deste ano completou 60 anos. “Ela hoje está com 78 anos... faz tudo, arruma tudo, resolve tudo”, é só elogios para a companheira, que além de desempenhar com perfeição as tarefas do lar, ainda se dedica com exímio talento a costura.

Osires e sua esposa Joana Yukie Narita


  
Osires Fanaia uniu então o útil ao agradável. Ao voltar a Cáceres já casado, ainda trabalhou na loja de aviamentos e bordados da conhecida e saudosa Branca Garcia, que localizava na esquina da Praça Duque de Caxias e a Coronel Faria. Foi então que decidiu de vez perdurar no seu próprio negócio.

   Na companhia da mulher abriu a tinturaria na Avenida Sete de Setembro próximo ao Cemitério São João Batista, na casa do conhecido seu Ninito. Sem água encanada tratada muito menos energia elétrica, ele lembra que água de poço era utilizada na lavagem das roupas, que posteriormente eram passadas com ferro à brasa utilizando carvão de angico.

A arte de passar ternos de linho com ferro à brasa...

   O agora talentoso tintureiro virou também um verdadeiro profissional na arte de lavar e passar peças de roupas de famosos e elegantes cidadãos da outrora Cáceres. Entre estas lendárias figuras ele cita os assíduos e chiques clientes: Jorge Gattass tinha uma predileção e gosto em usar ternos brancos de linho. Como fazer que tais trajes pudessem estar brilhando e impecavelmente passados... aí o talentoso tintureiro “virava nos trinta”. Engomava com uma incrível perfeição as peças que chamavam atenção no brilho e esmero como se apresentavam após passarem pelas suas mãos. Lembrando... ferro aquecido com brasa de angico.

   Outros clientes além do tradicional e impecável linho, também levavam para um trato ternos em tecido casimira, tropical, brim. O cuidado era o mesmo para agradar clientes como Aquilino Serraglio, Ernesto Serraglio, Guilherme e Wilson Paraguai. Se vestiam costumeiramente com ternos de linho, calça de linho, camisa de linho, e até o lenço...detalhe: bordado com o nome. Tarefa que cabia ao talento da esposa Narita executar.

   O tintureiro Osires Fanaia cita que também por longos anos cuidou das roupas de famosos a exemplo de João Evaristo Curvo, Curvinho, Leopoldo Ambrósio Filho (dr. Nito), os irmãos Airton e Amilton dos Reis, Fernando Antonio Guanaes Simões.

   O serviço executado com muito capricho e que lhe causava prazer, valia antigamente 2.500 réis cada peça lavada e cuidadosamente passada.

Investigador de polícia

   Nosso nome é trabalho, como dizia o ex-treinador Murici Ramalho, atualmente comentarista esportivo do Sport TV. O nosso homenageado nesta oportunidade continua desfilar suas responsabilidades cumpridas com determinação e coragem ao longo dos seus 85 anos de idade. Revelou que teve um período em que trabalhou como investigador de polícia...

   Lembra uma passagem curiosa: era o período de carnaval em Cáceres, os clubes EC Mato Grosso, Humaitá, União Operária Cacerense promoviam a Festa de Momo atraindo multidões de foliões numa contagiante alegria e muita animação.

   Lá pelas tantas, já com o nascer do novo dia, muitos desses foliões ao retornarem para suas casas, resolveram promover baderna em diversos pontos da cidade, impulsionados pelo alto teor alcóolico. O delegado Carlos Atala determinou que todos fossem em cana. Entre homens e mulheres, 37 foram presos...

   Por volta das nove da manhã, o investigador Osiris sabendo do ocorrido, foi à Cadeia Pública e resolveu soltar todos os foliões...Imediatamente chegou via Cuiabá sua exoneração do cargo por “desobediência administrativa” ...assim como também dos demais colegas investigadores.

   O então Delegado Regional, Jefferson Silvério de Souza, que não estava na cidade, logo tomou conhecimento do ocorrido... E, como forma de solidarizar-se com os seus investigadores demitidos, exigiu a volta dos mesmos ou então que também fosse ele demitido. O que acabou ocorrendo e ocasionando um grande rebuliço na cidade.

Trabalhou também na antiga Sanemat até se aposentar.

   Após ser demitido do cargo de investigador de polícia, Osiris Fanaia revela à reportagem que por ter ajudado na eleição de deputado estadual Aldo Borges, foi nomeado para trabalhar na antiga Sanemat, empresa gerenciadora dos serviços de água tratada do município. Soube da notícia através do amigo Luiz dos Santos Garcia (inspetor de menores).

Surpreso disse não ter recebido nenhuma comunicação do deputado Aldo Borges. Pediu então ao amigo engenheiro Luiz Alecto Costa Marques (morreu de morte súbita jogando bola na AABB), que verificasse com o deputado em Cuiabá a tal nomeação. No gabinete o deputado Aldo Borges mostrou o documento com a nomeação de Osiris, e, exigiu que a secretaria da Assembleia explicasse o motivo pela qual o documento tivesse sido engavetado... A pessoa responsável acabou sendo imediatamente demitida.

   Finalmente Osiris pôde tomar posse na Sanemat. Ai teve que enfrentar a falta de coleguismo ou companheirismo dos antigos funcionários que não gostaram da tal nomeação. Sem nenhuma orientação recebeu já no primeiro dia de trabalho um maço de faturas de contas de consumidores dos mais distantes locais e bairros de Cáceres. Desde o aeroporto velho, Iate Clube, passando pelo Quebra Pau, Avenida São Luiz, Junco, Rodeio, Garcês.

   Com coragem e determinação foi à luta. Aos poucos foi adquirindo os conhecimentos necessários e passou a identificar com facilidade moradores e bairros da cidade. Permaneceu na empresa durante 19 anos, só saiu para se aposentar.

Foto atual do casal Joana e Osires


  
Desta maneira o Zakinews apresenta um resumo da trajetória de vida do cacerense Osiris Benedito Fanaia. Pai, avô, bisavô, profissional, ex-atleta do futebol amador... Jogou no Momento, equipe comandada pela dona Maria, de Antonio de Joana, que servia caipirinha aos atletas como forma de “aquecimento” antes dos jogos. Amigo do 2º. Bfron, sempre é convidado para eventos no quartel... Brincalhão e feliz... Sabe exercitar a criança que mora dentro do seu coração, isso aos 85 anos. Uma vida, exemplos e saudades!

Everando Fontes, Renato Widal Garcia e Osires Fanaia numa conversa descontraída

Os Trapalhões Cacerenses: Osires é Muçum, Renato Garcia é o Zacarias e Nelson Ferreira Mendes, o Didi
Osires com seus 4 filhos: Maria de Lourdes, Joacir, Francisco e Argélia. No colo é a cadela Luna
Joacir, Francisco, Joana, Osires, Maria de Lourdes e Argélia
Osires mostrando sua habilidade com a pipa
Apaixonado pelo 2º Batalhão de Fronteira, Osires guarda todos os convites recebidos para as formaturas do Exército

Osires organizando suas pipas e ao lado, as camisas dos seus fregueses
 
 
 

Comentários: ( 22 ) cadastrados.
Por: Aroldo Fanaia
Cuiabá
O segredo da jovialidade do Osires, aos 85 anos, ele próprio deu a receita, mas poucos fazem: exercitar a criança que existe dentro de cada um de nós. Com essa sua atitude, quem ganham são seus filhos, netos e quem desfruta de sua convivência. Para Osires, a idade não é e nunca será uma questão cronológica. Parabéns ao Zakinews pela bela reportagem.
17/02/2020 08:07:45

Por: Gury Fanaia

Sem comentarios PARABÉNS nao tenho palavras
17/02/2020 11:40:49

Por: Edilson viana
Cáceres
Uma bela reportagem,constando estórias de quem fez histórias nesta Cidade!
17/02/2020 11:30:37

Por: Valdir Ricardo Francisco
CÁCERES
Ja vendi muitas pilas para esse senhor , quando eu era criança e morava em um orfanato próximo a casa dele, ele sempre se brincando como criança, uma lição que todos deveríamos seguir. Ser criança sempre.
17/02/2020 10:27:06

Por: Maria d lourdes fanaia castrillon
Cuiabá
Lindo texto.....histórias de vidas
17/02/2020 10:39:11

Por: Vera Helena de Arruda Fanaia Monteiro

Tio fico feliz pela reportagem, o senhor merece. Pessoa encantadora, te amo muito.
17/02/2020 10:50:41

Por: Maria d lourdes fanaia castrillon
Cuiabá
Lindaaa reportagem
17/02/2020 11:12:22

Por: Catherine Fanaia

Tenho muito orgulho de ser neta desses dois LINDOS! Amo demais!
17/02/2020 12:47:59

Por: Leiko Keila Narita Batistoni
Diamantino
Tio Fanaia.... Eu poderia dizer muitas coisas sobre vocês, mas todas as palavras do mundo não seriam suficientes para expressar o tamanho do meu carinho por vocês. Fico feliz pela essa reportagem que fizeram para o senhor tio, o senhor merece... Parabéns!!!
17/02/2020 13:07:49

Por: Denise Carrilho Monteiro Ribeiro
Barra do Bugres
Família linda.. Padrinho querido.. exemplo de vida.. até eu saí na foto..
17/02/2020 13:33:12

Por: Celso Antunes
Cáceres
Genial... Muito genial.
17/02/2020 14:39:18

Por: Paulo fanaia
Cuiabá
Esse é O meu tio OSIRIS! Ícone Cacerense. Orgulho!
17/02/2020 15:06:30

Por: Meire
Cáceres
É uma verdadeira viagem pelo tempo, emocionante reviver tantas memórias Kishi. Muito grata pela sua iniciativa, é um presente para Cáceres isso que está fazendo. Um grande abraço.
17/02/2020 15:46:11

Por: Simone castrillon leiva rolim
Cáceres
Que linda história, de luta e recomeços! Parabéns pela iniciativa, adorei!
17/02/2020 15:47:52

Por: Prof.Janio Batista de Macedo
Campo Grande MS
Falar de Sr. Osires e lembrar da minha bela infância em Cáceres...Lembro com nitidez ele com sua bicicleta carregando os cabides de roupas limpas passadas parando ali na casa do vizinho Prof. Poti Coelho. Sr. Osires brincava com a saudosa dona Mariinha dizendo em ato e bom som: "CARTEIRO"...! Dizia que era para o pessoal sair de dentro de casa e pegar as roupas...! Sr. Osires era amigo do meu saudoso pai Adauto Macedo. Parabéns pelo belíssimo artigo...! Um trabalho que enaltece os cidadãos de Cáceres e mostra para as gerações do presente essas belas paginas de boas ações, feitos e talentos de homens como Sr. Osires que ajudaram a construir a cidadania do povo cacerense...! Saúde e vida longa para Sr. Osires...!
17/02/2020 17:45:16

Por: José Carlos de Carvalho
Cáceres
Matéria sensacional Osires realmente é uma grande figura patrimônio de Cáceres. Parabéns Kishi e Toninho pela matéria.
17/02/2020 18:14:36

Por: Douglas Lopes Ribeiro Júnior
Cáceres
Excelente reportagem e linda homenagem em vida que é o mais importante. Ao grande Tio Osíris um exemplo de homem, pai de família, grande companheiro, leal e fiel a família e aos amigos. É uma honra e um orgulho poder conviver com o Senhor. Grande abraço
17/02/2020 21:07:12

Por: Isaura da Costa e Faria
Cáceres - Mato Grosso
Osíris Fanaia, grande amigo. Todas as vezes em que nos encontramos, ele sempre montado em sua bicicleta, na maioria das vezes em alta velocidade, ele pergunta "já vai? E eu respondo -"porque, você também vai? " e ele "siiimm vou ontem..".kkkk e as pessoas que estão por perto nunca entendem onde é o destino kkkk Osíris Fanaia, pessoa do bem... Criatura de alma limpa e coração aberto a todas as pessoas sem distinção de cor, credo ou situação financeira. Ela sempre discreta e sorridente, brindando as pessoas com sua simplicidade e simpatia.. Bem merecida essa homenagem... Continuem buscando personagens que fazem histórias em nosso Cáceres...
18/02/2020 15:14:46

Por: Paulo Katumi Yamachira
São Paulo
Memorável reportagem retratando uma saga de décadas de vivência, luta e de história. Conhecemos o Osires nas vezes que o encontramos em Cáceres e permanece em nossa memória a conversa fluida e cheia de emoções. Pela leitura do texto denso e elucidativo foi possível conhecer a vida quase lendária do Osires e sua família. Olhando as imagens postadas na reportagem vimos com agradável surpresa e emoção uma foto em que aparecem minha esposa Elza e eu Paulo, juntamente com as minhas irmãs Amélia e Hilda e seus maridos Yoshinao Narita (irmão da Joana) e Jorge Miura. Nós residimos em São Paulo e ler a reportagem foi um momento de devaneio e intensa saudade. Paulo Katumi Yamachira.
18/02/2020 01:19:19

Por: Rita de Cássia Fanaia Valentim
Três lagoas ms
Fiquei muito feliz por essa homenagem ao grande homem Osíris Fanaia, meu padrinho, Apesar de nunca termos convivido perto,me Orgulho por ser afilhado de uma pessoa de caráter ilibado, louvado seja o Senhor por isso. Amo essa família, com certeza és merecedor dessa linda homenagem. Bju no coração
21/02/2020 12:55:36

Por: Rita de Cássia Fanaia Valentim
Três lagoas ms
Fiquei muito feliz por essa homenagem ao grande homem Osíris Fanaia, meu padrinho, Apesar de nunca termos convivido perto,me Orgulho por ser afilhado de uma pessoa de caráter ilibado, louvado seja o Senhor por isso. Amo essa família, com certeza és merecedor dessa linda homenagem. Bju no coração
21/02/2020 12:33:25

Por: Paulo Cesar Homem de Melo
Cuiabá MT
Osires Fanaia , nunca esqueceremos dos seus gritos de "FRONTEIRA !!!", quando passava em frente a casa do meu pai Barão, já muito idoso, e que respondia com a voz já fraca que você não escutava mas sabia que era ouvido e reconhecido. Muito bonita e exemplar sua história. Parabéns ao Kishi e sua equipe pela bela homenagem a esse Cacerense.
23/02/2020 09:41:10

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