16/08/2019 - 19:27

Por: Yago Crepaldi

O Poder das Perguntas


   O ser humano, consciente ou inconscientemente, vive buscando respostas para seus questionamentos. E é por isso que é tão importante despertar a consciência para as perguntas que te movem – se é que movem –, pois, como dizem, não são as respostas que movem o mundo, são as perguntas.

   É claro que as respostas são, sim, importantes. Todavia, a interrogação, para qualquer pessoa, é ingrediente fundamental para orientação na vida. 

   Questionar está intimamente ligado com a liberdade, elemento inerente a cada ser humano. É justamente o exercício da liberdade através dos questionamentos que nos faz corresponder às interrogações da vida, instalando-nos na realidade e nos diferenciando dos animais que apenas vivem através de um conjunto de reações organizadas, chamado instinto. 

   Nesse sentido, viver alheio às perguntas – e às de qualidade – é renunciar a um dos principais ingredientes que nos tornam humanos. E quando digo perguntas de qualidade, é porque boas perguntas, boas reflexões, levam a boas respostas, estimulam ações, criam oportunidades, geram autoconhecimento e comprometimento.

   Por isso, não basta saber perguntar, ou se autoquestionar, é preciso compreender que o poder das perguntas está na qualidade delas. Isso porque, a depender dos questionamentos que me faço, eles podem me destruir, me estagnar, ou me impulsionar e edificar. 

   Perguntas sem qualidade são aquelas que te fazem ficar numa situação pior do que antes, que te tornam vítima, que alimentam sentimento de derrota, por exemplo: “por que isso só acontece comigo?”, “por que sofro tanto?”, “por que Deus fez isso comigo?”, “por que mereço isso?”, “por que todo mundo se dá bem e eu não?”. Tais questionamentos apenas reafirmam um estado de frustração, incapacidade, e não te ajudam a sair do lugar.

   Já as perguntas de qualidade, aquelas com poder transformador, orientam para o futuro, trazem ensinamentos, amadurecimento, identificam valores pessoais, e te colocam em total congruência com sua missão de vida. São exemplos delas: “que ensinamento posso extrair dessa situação?”, “como isso pode me ajudar a ser melhor?”, “o que a vida tem me oferecido de bom e eu não tenho visto?”, “como tenho agido com as pessoas?”, “o que de fato é ser feliz para mim?”, “onde realmente quero chegar?” etc.

   Assim, quem não se abre aos bons questionamentos, instala-se nas circunstâncias como se nada se pudesse fazer diante da vida, torna-se refém de problemas, ou, pior, torna-se um criador deles e um exímio reclamador. Faça boas perguntas e experimente a transformação que vem com as respostas!

Yago Crepaldi

Life Coach pelo Instituto Brasileiro de Coaching, palestrante, advogado e professor na Universidade do Estado de Mato Grosso

 

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