06/08/2019 - 08:00

Por: Wilson Kishi

Canhento, craque cacerense, revela que quase jogou no Flamengo


 

Matéria EXCLUSIVA Zakinews

  
Ele fez uma carreira cheia de histórias pelo futebol na cidade de Cáceres e contou vários detalhes dessa longa trajetória de vida. O Zakinews foi atrás para saber tudo sobre ele, Carlos Cesar Ourives, o famoso “Canhento”, que completa 68 anos neste dia 06 de agosto.

   Carlos Cesar Ourives casou-se com Odete Aparecida Sanches, em 17 de março de 1975, com quem teve três filhas: Carla, Elisângela e Fabiane. Filho de Antônio Ourives e Anatália Mota Ourives, ele é o caçula de sete irmãos: Antonio, Orlando, Edi, Miguel, Luiz e Pedro.

   Desde garotinho, quando estudava no Instituto Santa Maria, Carlos Cesar Ourives já se destacava entre os garotos ao brincar de bola durante o recreio. Seu desempenho fez despertar o interesse do frei Joseph, para organizar brincadeiras no intervalo das aulas com o objetivo de selecionar os melhores alunos para os jogos oficiais entre as escolas.

   O apelido Canhento foi dado por Pedro Júlio Arruda, um senhor que assistia as brincadeiras com os colegas e percebia que Carlos Cesar tinha dificuldade em pronunciar a palavra quinhentos, e falava “canhentos”. Durante as peladas realizadas na Praça Duque de Caxias, os participantes apostavam moedas. Desde essa época, já mostrava seu ótimo desempenho na cobrança de pênaltis, e como na maioria das vezes, vencia as disputas, lá ia ele cobrar o dinheiro: “quero meus canhentos réis”. Foi assim que Carlos Cesar passou a ser chamado de “Canhento” por Pedro Júlio. E, esse apelido caiu direitinho para o garoto craque bom de bola e seus colegas passaram a chama-lo de Canhento.

Equipe dos Freis - Em pé, da esquerda para a direita: Adir, Mico, Francisco Osmiro, Tio, Duca e Adalberto.
Agachados: Abel, Comercindo, Lourenço, Ari Montechi e Canhento

      Considerado um dos grandes craques cacerenses que despontou no futebol, é nome certo em qualquer lista de ex-jogadores “bom de bola” que desfilaram nas principais equipes amadoras de Cáceres e também no futebol profissional, representando a cidade. Treinava muito mais do que outros garotos. Revezava os chutes entre os dois pés, direito e esquerdo, mostrando incrível habilidade com a bola. Sua dedicação e amor pelo futebol, desde sua infância, teve a influência do treinador Ourival Rodrigues, a quem tem imensa gratidão e diz ter sido muito importante para sua formação como jogador e como pessoa.

Canhento como Recruta do Exército Brasileiro

   Naquela época, Ourival era sargento do Exército Brasileiro. Para o Zakinews, o treinador relembrou quando conheceu o garoto Canhento. “Estava passando em frente ao estádio Mato Grosso e vi três garotos batendo bola no gol. Um deles, um branquinho me surpreendeu. Não errava uma bola. Sempre marcava o gol. Sua maneira de bater na bola era impressionante pela idade que tinha”, contou.

   Na década dos anos 60, entre as equipes existentes em Cáceres, tinha o REI, equipe do Batalhão de Fronteira, que representava o Regimento, Esporte e Infantaria, e tinha como comandante o sargento Ourival, que estava montando um time de base, visando a renovação da equipe. Ao conhecer Canhento, que já tinha quase 14 anos, previu que aquele garoto seria um futuro craque no seu time e convidou-o para participar do REI.

   A elegância ao tocar na bola e o estilo de jogo que o diferenciava dos demais jogadores, despertou no pecuarista, Ênio Lacerda, a vontade de levá-lo para treinar na base do time do Flamengo. “Ênio disponibilizou um avião para me levar para o Rio de Janeiro. Chegou a conversar com meus pais, mas não teve jeito de convencê-los e acabei ficando por aqui mesmo. Naquele tempo o mundo da bola era diferente”, revelou Canhento, que é torcedor do Santos Futebol Clube.

   No início de 1967, antes de completar 16 anos, Canhento deixa Cáceres para estudar em Cuiabá. Matriculou-se na Escola Técnica Federal de Mato Grosso e como não poderia ser diferente, logo no início do ano letivo, foi convocado para a seleção da escola. “Eu sempre gostava muito de treinar e aprendia praticamente sozinho, além de uma visão de jogo fácil, isso chamou a atenção do professor”, justificou.

   O cacerense não demorou muito para jogar numa das principais e tradicionais equipes de Cuiabá, o Dom Bosco, mesmo contrariando seu irmão Orlando Ourives, que não queria vê-lo jogando e, sim, estudando. Porém, ninguém conteve sua vontade de brincar com a bola. Ele conta que jogava futebol no Lavrinha e no Sayonara, junto com os irmãos Rômulo e Joílson, Rodolfo e Nelson Leão. Era um time que jogava apostado nos campos de várzeas em Cuiabá, até que o então goleiro do Dom Bosco, Júlio Cesar, o viu jogar e fez o convite para ingressar no time da Colina Iluminada.

   Quem o levou até o Clube Dom Bosco foi Wilson Viegas. No primeiro campeonato juvenil, Canhento estava liderando a artilharia, quando foi surpreendido com o convite para compor o time profissional - mesmo com seus 16 anos -, mas ao ingressar para a equipe adulta, acabou não participando da partida final do juvenil e, por essa razão, não quiseram conceder a ele o troféu de artilheiro.

   “Deixar de ser artilheiro só por não jogar a partida decisiva foi uma injustiça que não esqueço. O presidente da Federação Matogrossense de Futebol deu o título de artilheiro para o jogador Nadinho, centroavante do Mixto”, relembra Canhento. Apesar do aborrecimento, ele cita também o lado bom de ter jogado no Dom Bosco. “A comissão técnica nos tratava muito bem, desde o treinador João Batista Jaudi, assim como a diretoria que mantinha sempre organizado o café da manhã e almoço para os jogadores”. Além do Dom Bosco, Canhento defendeu a esquipe do São Cristóvão, do bairro Araés.

   Numa outra oportunidade, o destino não deixou, novamente, que Canhento se apresentasse seu futebol na cidade carioca. O time do Dom Bosco jogaria no Maracanã contra o São Cristóvão, coincidindo com o dia em que ele teria que se apresentar no quartel, após seu alistamento militar, impossibilitando-o de seguir viagem com a equipe. Quem acabou indo em seu lugar foi o Saborosa, que havia dado baixa do Exército e conseguiu um lugar no time da Colina.

   Outra passagem marcante na vida de Carlos Cesar Ourives foi sua convocação em 1971 e 1973 para a seleção nacional do Exército Brasileiro. De Mato Grosso foram selecionados quatro atletas: Canhento, Ademir Moreira, Neguinho e Odenir. “Pelé também havia sido convocado antes de 1970 para ingressar na seleção do Exército, mas não pôde jogar por causa da Copa do Mundo”, relembra Ourives.

UBSSC - Em pé, da esquerda para a direita: Sargento Edson de Oliveira, Ronaldo Nick, Ten. Souza, João Meu Irmão, Luis Roberto da Silva (Três Nariz), Hugo e Nélio Silva. Agachados: Sasi, Cacildo, Luis Carlos Dias, Gilberto Mineiro, Canhento e Tutu.

   Em Cáceres, Canhento foi campeão amador em todas as equipes que disputou. Pelo time militar do REI foi duas vezes campeão, no time do UBSSC foram cinco campeonatos vencidos, pela equipe do bairro do Junco - o São Vicente-, conquistou dois títulos, além de várias outras conquistas pelo Oriente.

   No futebol profissional, além do Dom Bosco, Canhento defendeu as equipes do Cáceres Esporte Clube, nos seus 23 anos, quando o Estadual era um Mato Grosso só. Ele lembra que o time chegava a ficar até 30 dias fora de Cáceres durante a disputa do mato-grossense. “Saíamos de Cáceres em duas Kombis, cedidas pela prefeitura, e jogávamos seguidamente, partidas nas cidades de Cuiabá, Rondonópolis, Barra do Garças, Campo Grande e no retorno jogava outra partida com outro time de Rondonópolis e de Cuiabá”.

CÁCERES ESPORTE CLUBE - Em pé, da esquerda para a direita: Paulo Conhaque, Paulo Cesar, Jony Fontes, Paulo Nascimento, Luiz Pingo e Aloísio. Agachados: Edevar, Canhento, Gringo, Joel Diamantino e Roberto.

   Ele conta que as viagens eram muito cansativas, mas a diretoria cumpria com todos os compromissos do deslocamento, como hospedagens e alimentação. Relembra que quem estava na frente do CEC eram: Austregésilo Homem de Melo, Reinaldo Fanaia e Lulu Castrillon. Em 1977, o Cáceres Esporte Clube ficou em 5º Lugar no Estadual; chegou a perder dentro do Geraldão por 5x0 para o Operário de Campo Grande, que tinha uma grande equipe, chegando naquele ano ao 3º lugar no Brasileirão.

   Como jogador veterano, Canhento participou por vários anos no Viracopus, sendo campeão em várias competições. Na Copa Gazeta de Futebol Master, Canhento disputou sete edições, por duas equipes, sendo campeão pelo Operário, três vezes vice-campeão (duas vezes pelo Palmeiras e uma pelo Operário) e conquistou três vezes o terceiro lugar (duas delas pelo Palmeiras e uma pelo Operário). 

VIRACOPUS - Em pé, da esquerda para a direita: Dorvando, Mico, Dito, Pedro Paulo, Brito, Benedito Corrêa, Deusdel Ferreira, Heraldo de Carvalho, Washington Virgílio e Djavan. Agachados: Caxito, Tingo, ___, Ieié, Décio Cruz, Mirim, Veinho, Galeno e Canhento.

   Hoje, Canhento é voluntário da Escolinha Zico 10 e ensina crianças de até 10 anos a jogar futebol. Antes disso, Canhento, logo após entrar para a Reserva do Exército, em 1991, saiu da cidade e trabalhou por dois anos e oito meses no Departamento de Esportes da Prefeitura de Araputanga, até que o então prefeito de Cáceres, Aloísio Coelho de Barros, o convidou para trabalhar na sua gestão como responsável por uma escolinha de futebol.

   De dezenas de garotos treinados por Canhento, um dos que seguiram corretamente seus ensinamentos foi o Chicão, o qual foi campeão pelo Cacerense na Copa Governador e Estadual, em 2006 e 2007, respectivamente. Quando saiu Cáceres, Chicão jogou no Mixto e passou por 4 equipes do Rio Grande do Sul. Atualmente, Chicão é capitão do time do Operário de Ponta Grossa, que disputa a Série B do Brasileirão. “Seu pai diz que eu sou o segundo pai do filho dele. Sempre recebo camisa de presente do Chicão”, conta ele.

Canhento, juntamente com seu amigo Galeno Coelho, dão aulas de futebol na AABB no Projeto Zico 10 

   No projeto do Zico 10, já no final da administração do prefeito Túlio Fontes, Canhento e Baianinho participaram de um treinamento, durante oito dias, no Rio de Janeiro, junto ao Clube de Futebol Zico (CFZ), para a capacitação dos garotos de base. Apesar do prazer em atuar como professor, Canhento revela que 2019 será o seu último ano nessa função, porém vai continuar com seu hobby, que é jogar umas partidas de futebol durante a semana.

   Ao ser perguntado sobre quem considera os grandes nomes do futebol na cidade de Cáceres, ele revelou algumas admirações, entre elas: Walter Fanaia, Dito Sthil, Gilberto Mineiro, Luis Antônio Lara, Saci, Ênio Zattar, Jony Fontes, Jorcy, Duca, Domingos Sávio Lacerda, Valfredo, Alfredo, Baco, Adriano, Galeno, Gringo, Pio, Ary Montecchi, Lourenço, Miguel Ourives, Adir, Adalberto, Mico, Duca, Heraldo Carvalho, Malvino, Mané Pouso, Aloísio Coelho de Barros, Domingos Fontes, Ciro Lambreta, Jacildo, Rivair, Florentino, Valdeci, Odenir Neguinho, Tuca, Chicão, Marciano, Carvalho, Souza Pereira, Lopes e o goleiro Aloísio Charrozona.

Canhento também presta seu conhecimento como comentarista esportivo nos meios de comunicação

   Nas duas últimas décadas, Canhento se tornou um dos comentaristas esportivos mais respeitado de Cáceres. Já integrou a equipe da Rádio Jornal de Cáceres, com Marcelão Cardoso e na TV Descalvados, participou dos programas e transmissões dos jogos do Cáceres Esporte Clube juntamente com Ildefonso Rosa. Nos últimos anos, faz parte da equipe do narrador esportivo Manga Rosa e do jornalista Garcia, da Rádio Difusora de Cáceres.

      Canhento figura entre os melhores jogadores do futebol cacerense de todos os tempos. Para quem o viu jogar, sabe da sua elegância ao tocar na bola e o estilo de jogo que o diferenciava dos demais. Hoje, aos 68 anos, sente gratidão por suas conquistas, todas elas frutos de sua determinação e personalidade ao longo de mais de 20 anos de serviço militar. “Meu ingresso no quartel acabou me dando a estabilidade financeira que muitos jogadores não tiveram. Por isso, não tenho nada a reclamar, só agradecer a Deus por tudo de bom que tive em minha caminhada na vida”, finalizou Canhento.

Seleção de CÁCERES na solenidade de inauguração do Estádio Luiz Geraldo da Silva, o Geraldão em 1975 
Seleção de CÁCERES na inauguração do Geraldão. Canhento é o último da fila a direita.

SELEÇÃO DA REGIÃO - Em pé, da esquerda para a direita: Serapião, Artiaga, Vandionor, Ribeiro, Brito e Orival. Agachados: Toniquinho, Césio, Canhento, Edson Tamandaré (Pelé), Claudiomiro e Tingo.
SELEÇÃO DE MIRASSOL - Entre os jogadores acima, estão: Canhento está entre Galeno e Canivete, além de Jony Fontes, Mico, Capim e Dito Sthil. 
Canhento observa o garoto bater na bola durante aula na escolinha Zico 10
Canhento e Galeno, comandam projeto da escolinha Zico 10 na AABB
Em novembro de 2012, Estado de Mato Grosso faz entrega para Canhento de um Certificado e uma Medalha de reconhecimento e honra pelos serviços prestados ao esporte
 
O casal Odete Aparecida e Canhento. Ao todo são 44 anos de união que resultaram em 3 filhas e 7 netos.


Comentários: ( 14 ) cadastrados.
Por: João Crispim
Ipaumirim - ce
E joga muita sinuca. Abraço a todos Cacerense, em especial, ao meu amigo Canhento
06/08/2019 08:47:35

Por: Paulo fanaia
Cuiabá
Parabéns pela linda matéria. Canhento é de uma geração de craques que jogaria em qualquer time do mundo. Um grande jogador de futebol e grande caráter. Parabéns! Saúde para o canhento! Parabéns Kishi
06/08/2019 09:07:22

Por: Domingos Sávio Lacerda Cintra
Cuiabá
Tive o prazer de conviver e jogar com esse craque de bola que foi Canhento, jogava fácil e com muita classe, toque refinado e passes certeiros eram suas características, parabéns ao Zakinews pela bela reportagem e homenagem ao cidadão e craque Canhento, prá mim uma referência no futebol Cacerense. Grande abraço meu amigo.
06/08/2019 09:32:57

Por: Aroldo Fanaia T Filho
Cuiabá
Canhento, realmente foi um grande craque, do nível de Ruiter, Bife e outros que brilharam no futebol de Mato Grosso. Tinha um domínio de bola e dribles incomparáveis. Eu me lembro muito bem quando ainda menino, ia jogar futebol com os amigos no campo da praça Duque, de repente aparecia o Canhento, que morava ali mesmo, pegava a nossa bola e falava: Vocês só vão jogar se conseguirem tomar a bola de mim. Depois de tomar inúmeros dribles, sem sucesso, acabávamos implorando para ele devolver a bola. Como driblador em Cáceres, que eu me lembro, somente Sabará aproximava dele. Parabéns por essa reportagem homenageando esse grande jogador.
06/08/2019 09:39:29

Por: Lelia Campos
Cáceres
Mais um grande registro Kishi... Quem fez parte dessa geração pôde recordar de muitas boas histórias da epoca. Abraços
06/08/2019 10:11:11

Por: Benedito Fernandes de Souza
Nobres
Conheci o Canhento no Dom Bosco, onde a gente conversava muito nos fins de tarde, quando ele morava na república do clube, ali mesmo na sede. Outro menino que era amigo do Canhento era o Tapuro, morto precocemente. Anos depois fui para Cáceres e tive a oportunidade de jogar contra e com ele no veteranos. Grande homem e excelente atleta. Amizade duradoura.
06/08/2019 10:28:20

Por: Wilson Eraldo da Silva
Cuiabá_M.T.
Merecida homenagem,pois o Canhento és um grande cidadão,esqueceu de dizer que o mesmo como treinador da seleção estudantil da cidade desmancou muitos considerados grandes nos jogos estudantis matogrossense . parabéns amigão..
06/08/2019 11:07:48

Por: Jorge da Cunha
Cáceres
Grande Canhento, ícone do futebol cacerense,continua firme e forte... bom rever sua trajetória,meus parabéns sucesso!!!
06/08/2019 15:32:04

Por: Rosângela
Cáceres
Kishi, resgatar a historia dessas personalidades cacerenses traz um sentimento de saudade e contentamento... obrigada por tantos registros especiais!
06/08/2019 17:02:10

Por: Guaresqui
Cuiaba
Tive a honra, como Secretário Estadual de Esportes, de assinar o certificado de reconhecimento ao grande desportista, Canhento. Tive, também, o previlégio de jogar contra e ao lado do grande jogador. Sempre respeitoso, dedicado e comprometido com o esporte. Parabéns ao Zakinews pela reportagem.
06/08/2019 17:32:14

Por: Luis antonio Fonseca
Rio de janeiro
Um dos prazeres da minha adolescência era aos domingos ir ao estádio Geraldão e ver essa lenda do futebol Cacerense desfilar sua elegância no gramado, jogou muito futebol. Voltei no tempo ao ler essa reportagem, uma justa e merecida homenagem, parabéns
06/08/2019 19:29:18

Por: Odair Egues
Cuiabá
Na inauguração do estádio Luiz Geraldo da Silva " GERALDÃO " tive o imenso prazer de jogar ao lado dessa fera. Uma elegância para bater e dominar a bola. Um grande homem, excelente pessoa e grande amigo. Parabéns pela matéria!
07/08/2019 07:47:55

Por: SALVIO CAÇAPA
SINOP
VI ESTA FERA FAZER TABELINHA NO ORIENTE DO ALIBIA. CANHENTO...QUATÁ.. JORCI E MINEIRO...NÃO TINHA PARA NINGUÉM..SAUDADES DESTE TEMPO QUE CÁCERES TINHA UM TIMAÇO..
07/08/2019 21:54:21

Por: Marionely viegas
Caceted
Tive o.prazer de jogar no viracopus, time veterano, com canhento, eu o chamava de professor!!! Bons tempos
08/08/2019 18:22:39

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