26/06/2019 - 08:00

Por: Wilson Kishi

Projeto de permaverticalidade é realidade em Cáceres


 

Matéria EXCLUSIVA Zakinews

  
Na área central de Cáceres, num espaço menor que 10 metros quadrados, o gaúcho da cidade de Estrela-RS, Jaime Fernando Gregory, vem cultivando mais de 1.500 plantas através de técnicas desenvolvida na década de 70, conhecida como “permacultura”, utilizando sistemas sustentáveis e consciente dos recursos naturais.

   Formado em Comunicação Social, Gaúcho, como é chamado, já contabiliza mais de 1500 mudas de moringas e também cultiva algumas espécies de hortaliças como a couve, tomate, cenoura e de frutas de mamão e maracujá-melão. Todas plantadas em garrafas pets.

   As mudas se desenvolvem dentro de garrafas pets, usando gravetos para drenagem, somado com folhas secas e estercos de minhocas, transformando num fertilizante totalmente natural. “Produzimos bio fertilizantes naturais para todas as mudas. Isso potencializa as plantas que se desenvolvem através dos fungos, dos insumos das folhas secas e dos estercos das minhocas”, explica Gaúcho.

   A origem da palavra Permacultura vem da expressão originada do inglês PERMANENT AGRICULTURE e foi criada por Bill Mollison e David Holmgren na década de 70. A cultura permanente, ou permacultura, transpassa desde a compreensão da ecologia, dos padrões naturais e seus manejos com intuitos de criar ambientes humanos sustentáveis e equilíbrio com a natureza.

   A escolha para o cultivo da moringa, segundo o jornalista, porque essa planta é considerada a árvore da vida. Ela tem uma gama de benefícios para a saúde. “Suas propriedades nutricionais e medicinais são imensas. Só para você ter ideia, na Índia, tem cidades que sobrevivem do cultivo da moringa. Da folha se faz a farinha e da semente, extrai o óleo. E com o óleo e farinha, fazem o pão, bolacha e biscoitos. Daí a sobrevivência deles com a cultura dessa árvore”, diz Gaúcho.

   Dentro do seu espaço de sustentabilidade, Gaúcho estima ter utilizado mais de 3.200 garrafas pets (para cada muda, utiliza-se duas garrafas), contribuindo com o meio ambiente, já que as pets não devem serem reciclados. Ele próprio prepara todas as folhas de moringas, que após penduradas para secagem em estufas com ausência de luz, trituradas e embaladas em saquinhos, estão prontas para serem comercializadas. O dinheiro da venda é revertido no próprio projeto nas aquisições de insumos complementares.

   Estudos indicam que a moringa contém mais vitamina C que a laranja; mais vitamina A que a cenoura; mais Ferro do que a espinafre; mais cálcio que o leite de vaca; e mais proteínas do que o iogurte. “Para muitos cientistas, a moringa é grande aliada ao combate da desnutrição e diversos benefícios para a saúde”, finaliza Gaúcho.

   Todo esse cuidado e prática com as plantas medicinais para a saúde humana, criando formas diferentes para o seu cultivo, vai ser transformado em livro que o próprio autor denomina de permaverticalidade, ou seja, a permacultura na vertical. “Existe a possibilidade da Unemat ser parceira na divulgação desta obra, através deste modelo de cultivo que implantamos bem no centro de Cáceres e temos que expandir esse conhecimento benéfico a todas as pessoas”, disse Gaúcho.

Gaúcho explica com detalhes o processo de produção do bio fertilizante natural que ele produz com galhos e folhas secas e esterco de minhocas
Num espaço estreito e longo, foi o suficiente para cultivar mais de 1500 mudas de moringas e hortaliças

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