18/06/2019 - 15:30

Por: Lorde Dannyelvis

Sol Nascente Pantaneiro



   Ohayōgozaimasu ! (traduzindo pros xomanos, Bom Dia). Nesta terça feira de sol nascente no leste do pantanal, 18 de junho, comemora-se com garbo e justiça, o Dia da Imigração Japonesa no Brasil, data oficialmente instituída através da Lei nº 11.142, de 25 de julho de 2005, para homenagear a colônia asiática descendente nikkeis, (filhos nisseis), (netos sanseis), (bisnetos yonseis) e assim por diante num preito ao muito que eles fizeram e fazem pela nossa pátria.

   São passados hoje, 111 anos que o navio Kasato Maru naquele distante 18 de junho de 1908, chegou ao porto de Santos, com 165 famílias de japoneses, imigrantes cuja grande parte era formada por camponeses de regiões pobres do norte e sul do Japão. O começo da imigração foi um período difícil, pois os japoneses se depararam com muitas dificuldades, a língua diferente, os costumes, a religião, o clima, a alimentação e até mesmo o preconceito tornaram-se barreiras à integração dos nipônicos aqui no Brasil.

   Nos primeiros dez anos de imigração, cerca de quinze mil japoneses chegaram ao Brasil, cifra ampliada com o início da 1ª Guerra Mundial, havendo pesquisas que de 1918 até 1940, aproximadamente 160 mil japoneses vieram morar em terras brasileiras. A maioria no estado de São Paulo trabalhando nas plantações de café, enquanto que outras espalharam-se para diferentes cantos do Brasil em busca de novas oportunidades que rendessem mais, por exemplo, nas lavouras no norte do Paraná, no Pará pelas plantações de pimenta e na Amazônia pela produção de borracha.

   No Mato Grosso, os imigrantes asiáticos, cerca de 780 pessoas, chegaram segundo registros da Associação Esportivos e Culturais Nipo-Brasileira de Campo Grande, em 1.919, pela ferrovia, que ligava Bauru (SP) até Porto Esperança, em Corumbá.

   Em Cáceres, a primeira família japonesa, a Hayashida, chegou em 1951 e doravante outros imigrantes aportaram a cidade fronteiriça, como: Sato, Ninomiya, Kurosaki, Sakashita, Saito, Kishi, Nakamoto, Hayashi, Miura, Arashida, Kawasaki, Nakahara, Endo, Takai, etc. Chegavam ao novo mundo, segundo nos disse o amigo Wilson Kishi, lembrando seu pai Akio, nas confabulações com patrícios nas disputas de basebol e com  Dona Mitie, descendente com a qual convolou núpcias. Revele-se que seu Akio-“San,” era Shashinka, ou seja, fotógrafo, e dos bons, autor da estampa do jubileu de ouro da Catedral de São Luiz em Cáceres em 1973, capturando parcialmente com sua lente o ipê roxo florido com suas pétalas ao chão e a catedral no centro da foto; e no centro das atenções: Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Campo Grande, Espanha, Itália e Japão, além de inspirar artistas plásticos. Além da agricultura, os descendentes dos imigrantes também se destacaram em outras áreas, como na política: Miguel Ninomiya, deputado estadual em 3 mandatos; Masato Nakahara, vereador, presidente da Câmara de Cáceres, e prefeito por 8 meses; Makoto Hayashida, vereador por 2 mandatos; Mário Tanaka, vereador por 3 mandatos; Mário Hayashida, suplente, e vereador por 4 meses; Kazuyoshi Sato, vereador por 7 mandatos, prefeito e também vice de Araputanga; Osvaldo Katsuo Minakami, prefeito de Salto do Céu; Nelson Miura, prefeito de Pontes e Lacerda e Wilson Kishi, vereador por 5 mandatos, presidente da Câmara, vice-prefeito, suplente de deputado estadual (assumiu por 4 meses) e guru da politica atual. A gente ficaria aqui a página toda citando nisseis, sanseis e yonseis, mas como o espaço é curto, Omedetōgozaimasu, otomodachi, Dōmo arigatō, traduzindo, Parabéns Amigos, Muito Obrigado! 

Lorde Dannyelvis, é jornalista e redator do Jornal Correio Cacerense

Comentários: ( 0 ) cadastrados.

Faça o comentário para a noticia: Sol Nascente Pantaneiro

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de total responsabilidade do autor.
As mensagens com conteúdo abusivo poderão ser vetados da publicação.