Zaki News

02/11/2017 - 09:26

Por: Edésio Adorno

Mensagem fúnebre aos mortos que nos matam


   Remonta a Idade Média a tradição católica de relembrar a memória dos mortos e de suas almas. O dia 02 de novembro foi escolhido pelo monge beneditino Odilo de Cluny para reverenciar, refletir e rezar pelos que partiram para o além de nossa compreensão e entendimento.

   Não sou adepto do culto aos mortos. Sigo a metáfora de Cristo, que recomenda deixar os mortos sepultarem seus próprios mortos, conforme narra o evangelho de Lucas.

   Prefiro aqui falar sobre os mortos-vivos que perambulam como cadáveres insepultos nos labirintos escuros da República, se recusam a esticar seus corpos em suas catacumbas e insistem em amedrontar e ameaçar a vida dos que vivo ainda estão, apesar da falta de arroz, carne, emprego, renda e feijão.

   O dia de finados é a data apropriada para lembrar daquelas figuras que já morreram politicamente e teimam em não tombar no esquife da história. O mais atrevido, entre os mortos-vivos, é Lula. Por onde o velho defunto político passa, uma legião de carpideiras vai às lagrimas e teatralizam a aparição da alma do fugitivo de Garanhuns.

   Dilma Rousseff, a assassina da gramática, é outra figura que vive os estertores finais de uma natimorta carreira política. Aliás, a mulher que pretendia ensacar vento foi ensacada pelo saco mortuário ainda exibindo sinais vitais de ausência de morte, mas a indicar sua inexorável proximidade.

   Aécio Neves, o mineirinho semimorto, foi premiado com uma sobrevida por seus colegas senadores. O funeral político do tucano foi adiado para o dia 03 de outubro de 2018. Não mande flores, nem carpideiras. Ele prefere em espécie ou em pó. No tumulo político de Aécio, uma placa diz: “aqui jaz um tucano que desceu do muro para se encontrar com Joesley Batista, de onde partiu para o descanso eterno”.

   Tenho a impressão que Geraldo Alckmin, João Dória, Marina Silva, Ciro Gomes e Álvaro Dias também deveriam ter sido lembrados neste 02 de novembro. Ou eles não caminham inexoravelmente para o enterro político coletivo de 2018?

   Bolsonaro parece vivo e disposto a matar nas urnas muitos dos que mataram os sonhos e as esperanças do povo brasileiro. Se for para o bem da pátria, que os cemitérios políticos sejam ampliados.

   Aqui, pelas terras de Rondon, cadáveres políticos em adiantado Estado putrefação moral deixam a atmosfera impregnada com um odor irrespirável. A operação Malebolge pode ter antecipado para 2018 o funeral de indivíduos vigorosos do mundo político de Mato Grosso.

   Aproveito, portanto esse 02 de novembro, para manifestar réquiem aos mortos-vivos que serão desencarnados da vida pública em 2018, assim como espero que os que restarem vivos não descuidem da vida do povo, que precisa viver para custear a vida dos vivaldinos.

Edésio Adorno é advogado em MT e
escreve exclusivamente para este Blog
toda sexta-feira. E-mail: edesioadorno@gmail.com

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